“O período pós-pandemia, pois sempre esteve aí”, por Rui Daher

Mesmo países em que as autoridades souberam melhor se prevenir e proteger suas populações, principalmente os ricos, o impacto foi geral.

“O período pós-pandemia, pois sempre esteve aí”, por Rui Daher  

O período de infecção pelo coronavírus, causador da Covid-19, trouxe pânico, sofrimento e mortes em todo o planeta. Apesar das acentuadas disparidades econômicas e sociais entre as nações, se diz a doença ter afetado a todos de forma semelhante. Não é verdade.

Estudos da OMS, Organização Mundial da Saúde, junto com universidades e instituições de pesquisa em saúde mostram ser altamente maiores as proporções de infectados e mortos nos países pobres do que nos mais ricos. Falo em proporção, não em vergonhas de números absolutos, como feito por calhordas jornalistas brasileiros.

Sugiro consulta. Principalmente em publicações do exterior, que não colocam o Brasil, em contabilidade reversa como, recentemente, o fez um jornalista do “Diário do Poder” (não se deem ao trabalho de procurar; está em meu blog no GGN).

Dói em todos, sim, de cabo a rabo. Tenho, no momento, casos entre pessoas próximas, a quem amo.

Mesmo países em que as autoridades souberam melhor se prevenir e proteger suas populações, principalmente os ricos, o impacto foi geral.

Contaram direcionamento único contra a pandemia, aceitação de que a solução viria pela ciência, abandonaram as posições negacionistas, compraram vacinas, submeteram a vitória sobre a pandemia abaixo de paroquiais disputas políticas, enfim, cederam à inteligência incorruptível.   

Por óbvio, não foi o que aconteceu no degradado país de Jair Bolsonaro. A ponto de ser necessário criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para coonestar um regime democrático, que não é.

Os números de casos proporcionais de infectados, óbitos e ritmo da vacinação, confirmam tal percepção e deveriam ser os mesmos da CPI.

Mais provável, novamente, termos no Brasil um final frustrante, tais os primeiros capítulos. Não sei o porquê, tão evidentes, trama, inépcia, depoimentos contraditórios e politizados, procurando favorecer o governo de RIP, o Messias.

Demonstrações imbecis e eloquentes de negacionismo e incompetência mostradas em vídeos e gravações, não bastariam para determinar, de forma conclusiva, Jair Bolsonaro, clã, acólitos, apoiadores, serem parte de um genocídio?

Servem, todos, à sua reeleição, pois imbecis imolados temos aos montes. Tal o fracasso, ele deveria nem mesmo se candidatar. Uma única punição gostaria de ver depois de renúncia ao mandato ou à candidatura.

Sequência, Cena 1.

Exterior. Brasília. Céu azul sem nuvens. Grupo marchando em cavalos. Nos animais algumas inscrições “quem manda somos nós”. Na frente, Messias carrega uma faixa “Bem que eles avisaram. #EuNão. Adeus”.  

Pelo voto enganou, junto a seus filhos, milhões de brasileiros, que nunca entenderam o significado em suas vidas após Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

Passaram-se cerca de trinta anos até revelar como Jair pensa para destruir uma nação.

Mas saiamos do Brasil e de minhas galhofas – sempre agudas e politicamente críticas – como ontem me defendi frente ao Judiciário, diante de autoridade que ataca a mim e ao GGN, reforçando meu direito à liberdade de expressão?

Não conciliei e nunca o farei, em nome da dignidade de opinião, como aqui sou aturado.

A proliferação de vermes não impedira o Brasil, um dia, ser grande, como sempre merecido.

No próximo capítulo:

Nas duas principais hegemonias do planeta, EUA e China, seus líderes Joe Biden e Xi-Jinping, respectivamente, promovem políticas econômicas expansionistas e tudo começa a melhorar.

Nada diferente do que Lula fez no Brasil, a partir de 2007/2008, pior crise econômica mundial desde 1929, e que nos salvou do bravo default. Joe e Xi, entendem o mundo em perspectiva.  

Uma filha, que mora nos EUA, procura casa melhor para morar, confirma alta procura de real estate, agora ajustada à pandemia, através de vacinas e auxílios financeiros, o que Bolsonaro e Guedes negam e as economia norte-americana e chinesa se refazem.

É o que não me faz acreditar no senhor Larry Summers (pesquisem, não tenho paciência), preocupado com a inflação que poderá vir com as políticas de Biden.

Inté!

Rui Daher – administrador, consultor em desenvolvimento agrícola e escritor

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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