“O que se faz de um País outrora feliz”, por Rui Daher

A quantos descaramentos vocês foram é o que discutíamos aqui na Redação, Nestor (N), Pestana (P), Keveraldo (K), e eu nas últimas semanas?

“O que se faz de um País outrora feliz”, por Rui Daher

Tento, hoje, escrever da forma mais terna possível. Foi um simples domingo, como sempre tivemos, mas hoje em país destroçado, mas felizmente ainda vívido em famílias amigas.

Muitas vezes já escrevi sobre a saga dos imigrantes que vieram ao Brasil, Mundo Novo, como foram aos Estados Unidos, por raízes africanas iguais, europeias e asiáticas nem tanto, mas capazes de formar miscigenação e etnias extraordinárias.

Se duvidarem, pensem nos músicos Louis Armstrong (1901-1971) e Paulo Moura (1932-2010); as vozes de Francis Albert Sinatra (1915-1998) e Nélson Gonçalves (1919-1998); os livros de Philip Roth (1933-2018) e os de Oswald de Andrade (1890-1954); o teatro de Arthur Miller (1915-2005), Tennessee Williams (1911-1983), e do milanês Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006).

Mais perto de nós, enxergando dominação fácil, aqui a migração europeia se disseminou menos concentrada.

Claro que o porto de Santos se fez entrada, mas não imaginem quantas foram as dificuldades. Nós precisando deles para tratar e colher café, obter divisas, sempre e até hoje agrários, e eles precisando de uma terra nova, livre, para que trouxessem suas experiência e cultura inesgotáveis.

Voltando aos felizes momentos, que precisava, antes de desistir de tudo, foi una buona domenica.

Poucas pessoas, distanciamento, velhos já vacinados, jovens conscientes, apesar de palmeirenses (provocação santista ou flamenguista, escolham a quem mais detestarem), rimos, brincamos, dançamos, comemos uma excepcional “dobradinha” feita por Dona Helenita, que me fez lembrar a sensacional feijoada da Vicentina.

“Só quem é da Portela sabe como a coisa é divina”, reportado por Paulinho da Viola a quem chegou ao pagode do Vavá.

A quantos descaramentos vocês foram é o que discutíamos aqui na Redação, Nestor (N), Pestana (P), Keveraldo (K), e eu nas últimas semanas?

Rolavam doses curtas de gim, o que aqui nos sobrou. Antes, tínhamos no local maravilhosas cachaças. Malditos, hoje em dia, seus preços, como feijão, carnes, milho e soja, voltadas às exportações em dólares, são itens que produzimos aos recordes, mas que inflacionam a comida dos pobres a cada dia. Tentem abobrinhas. Sobram na produção de hortaliças e nas falas de Jair.

Insatisfeitos, reclamem do “presidente” Jair Bolsonaro, ocasional ignorante, e Paulo Guedes, que responsabiliza a salvação brasileira, hoje sabemos, ao extermínio de pobres e das classes médias baixas. 

Tirem o cavalinho da chuva, pois. Não irão me enlouquecer ou fazer

desistir. Por isso, existem o GGN, CartaCapital e as inserções rápidas do NPK, por Nestor, Pestana e Keveraldo, como permitido pelo Dr. Mark.

Aos que não concordam, como sugeria o jornalista e escritor Ivan Lessa, eterna inspiração, “enfurnem um robalo”.

Inté!

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora