Oito de dezembro de 2018, um sábado de libertação, por Rui Daher

Oito de dezembro de 2018, um sábado de libertação, por Rui Daher

Ah, quer dizer que vamos manter ignorado que fizemos uma baita festa no sábado, 8 de dezembro, deste infeliz 2018, mostrando a cara da esquerda que, quando festiva, é capaz de derrubar regimes autoritários patéticos?

Vamos negar que a esquerda apresentou, na ausência de Lula, o melhor candidato para ser presidente do Brasil e não de uma velhaca Federação de Corporações? Que Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila são excelentes quadros para a futura transformação?

Vamos ficar, neste mês de festas, discutindo rebotalhos, fantoches, como Jair Messias, Hamilton ‘Arame Farpado’ Mourão, Sérgio ´Lábios de Ódio’ Moro, Ônix ‘Caixa 2 JBS’ Lorenzoni, Tereza ‘Veneno’ Cristina, Ernesto Araújo, o chanceler que nunca entenderá as mudanças na hegemonia mundial e viverá cheirando o rabo de um presidente dos EUA que não será reeleito; ou a besta do Meio Ambiente, certo Ricardo, que acha tema secundário o aquecimento global contra o que diz a comunidade científica do planeta?

Por que não promover um simpósio sobre “sexo sem bicicleta” com a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastorinha Dalmares Alves? Quero explicações.

Nada disso. Tivéssemos aqui um Bip-Bip do Alfredinho, como no Rio de Janeiro, deveríamos estar todos lá, iniciando os movimentos-galhofas: #Felizes os SemCultura&Inteligência, #BurriceNãoTemRemédio, #Panelas Envergonhadas. Temos histórico do quanto o escárnio de “O Pasquim” e outros galhofeiros machucava a ditadura militar. 

Mas não. A exemplo do que ocorreu a partir de 2016, continuaremos tentando decifrá-los para não sermos devorados, quando já o fomos sob nossos olhos e manjares sociológicos. De excelente qualidade é bom que se diga, mas distraídos. O que os fez ganharem e nos colocarem em joelhos. Terão sido nossas masturbações menos ejaculatórias do que os WhatsApp deles?

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Na mão inversa, do puro deboche, da fina galhofa, revelarei fatos que vocês nunca souberam. Se são “fake”? Não sei, mas se o forem, não serão mais “fake” do que eles próprios.

Rosa Weber é prima do Louro José; Cármen Lúcia, mineira de Montes Claros, em visita a Copacabana, entrava no mar com aqueles maiôs listrados e ninguém nunca se apresentou, mesmo no dia em que ele desceu em forte onda e lá permaneceu grisalhando; Olavo de Carvalho pratica necrofilia na tumba de Plínio Correia de Oliveira, da TFP (Tradição, Família e Propriedade); O “Filhos Trio” se fantasiava de odalisca nos bailes infantis do Municipal, e Clóvis Bornay os repreendeu por jequice; o chanceler Ernesto Araújo defende a tese de que o planeta Terra é plano; os economistas neoliberais, com a redução de custos nas instituições bancárias, aceitam qualquer pinga (não cachaça) por um dinheirinho.

Tem mais. Grossas e cabeludas. Há mais. Vou contando aos poucos. Não se preocupem. Erivaldo, o segurança do BRD está com uma camiseta “No Pasarán”.

 

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2 comentários

  1. Bravo!

    E tem mais, existe um porão secreto entre o STF, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, construído na época da ditadura e reocupado a partir de 2016, onde funciona um grande bordel de fazer inveja ao distrito da Luz vermelha de Amsterdam.

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