Por onde andei me trouxe até aqui, por Mariana Nassif

Por onde andei me trouxe até aqui, por Mariana Nassif

Escrevi o texto abaixo em 2011, longos anos atrás e, relendo, achei pertinente compartilhar. É interessante como os momentos e movimentos constantes, essa busca por estar melhor, por ser maior, ai, chega a ser mágico como isso faz parte da minha vida.

Pensando intensamente, concluo que falta um pouco de aprender a desfrutar, descansar, inclusive deixar que os aprendizados decantem para emergir potentes – verdade é que ando mais crítica que nunca comigo mesma e isso é chato, bem chato mesmo. Olhar pra trás e ver o quanto caminhei, as conquistas e, especialmente, a relação firme e forte com minha filha, olha, é exercício dos melhores.

A verdade é que hoje ainda falta – um carro, mais encontros, calmaria, quem sabe… Mas, ao mesmo tempo, perceber que o caminho que a gente escolhe(u) é próspero e de amor, ah… isso não tem preço não! E eu continuo coerente, preferindo o quali ao quanti, fato.

Quali X quanti
07 de Abril de 2011

Estamos, eu e a Clara, passando por uma fase de mudanças. Muitas delas, e das fortes.

Clara está começando a se adaptar à nova escola, arrasando em matemática e entendendo que fazer novos amigos não significa necessariamente se desfazer dos antigos. Pra isso, reformulamos alguns planos e ela tem conseguido visitar a antiga escola e colocar a conversa em dia com as pessoas mais queridas. Falta um tanto, mas já é um passo e ela está mais alegre. Fora a escola, tem a biologia… ah, os hormônios da pré adolescência batendo cada vez mais e o mix de sensações sem explicação explodem – agora em nós duas, e sempre ao mesmo tempo. Mulheres, em qualquer idade, têm o relógio da TPM ajustado de acordo com o “bando”.

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Eu numa nova área profissional, enfrentando mudanças e erros – que, confesso, odeio cometer, mesmo que os saiba necessários para aprender e crescer e blablabla… – que me fazem vez ou outra pensar se fiz mesmo a escolha certa. Mas é só lembrar de uma ou duas coisinhas que, ufa, me certifico de que está tudo bem, escolhas sempre nos apresentam mudanças não tão simples de lidar mas que, uma vez firmes, só podem ser boas. Nas relações interpessoais, momento de limpeza. Não tá afim de agregar? Sai. Sai do meu pé, bem tatuado em letras enormes e grossas, tais como a ordem: SAI.

…e daí que é um tal de uma chegar tarde em casa, a outra não parar em casa e nossos encontros serem pautados por muito mais emoções do que há um ou dois anos. Briga, impaciência, resmungos, desentendimentos… nível chefão, porque agora é de mocinha pra mulher e, ai, como isso muda a questão do argumento. Mas vamos, as duas, sempre juntas, acertando nossos ponteiros. Porque a gente tem um denominador comum incrívl, porque a gente tem uma à outra e porque a gente é muito feliz assim, juntinhas. Aprendendo que qualidade é, sim, muito melhor que quantidade.

07 de Abril de 2011

 

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2 comentários

  1. Claro Enígma

    Nassif: a linguagm da Marina continua pra mim aquela de não prosa, não poesia. Parece que ela põe as palavras num liquidificador e bate com mel e suco das frutas mais deliciosas. Aqui e ali um travo de cica. Sutil sabor, logo envolvido por pelo nectar do lirismo.

    Mesmo não concordando com a polêmica proposta, Qualidade x Quantidade, dobro-me ao blablabla atraente que ela insere em seu falar (digo, escrever), ímpar no reino da linguagem.

    Espero ler mais de seus panfletos, conclamando ao abismo. Quem sabe um dia aprendo esse novo idioma que ela propõe. Então, conversrei com os anjos.

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