Por um Brasil livre de FHC, por Sérgio Saraiva

O Brasil está em via de autorizar novamente o uso de produtos de alta toxidade em um tratamento de duvidosa eficácia, mas de efeitos devastadores para o nosso organismo social. 

Fora FHC

por Sérgio Saraiva

FHC é um composto cardoso altamente tóxico ao ambiente onde se encontra presente, mesmo em teores meramente residuais. Substância de meia-vida muito longa, continua produzindo efeitos insalubres por décadas após seu uso.

FHC foi considerado entre as décadas de 60 e 80 do século passado como uma substância promotora de clareamento do ambiente sociopolítico e de crescimento do tecido social pela produção de equidade. Mas, já na década de 90, era questionada a validade de sua aplicação. Mesmo assim, foi introduzido no Brasil, quando se tentou, na América Latina, a aplicação de tratamentos neoliberais já, então, abandonados nos países desenvolvidos.

Houve, inclusive, fundadas acusações de que os países desenvolvidos estariam ganhando muito dinheiro descartando por aqui produtos econômico-financeiros com validade vencida e seus resíduos tóxicos.

Provou-se posteriormente que, ao contrário dos efeitos progressistas esperados, FHC é indutor do comensalismo de bactérias oportunistas altamente patológicas com o trato da coisa pública, debilitando-a até estados degenerativos do sistema administrativo governamental.

Durante seu período de uso no Brasil, verificaram-se casos de extremo definhamento da seguridade social e de precarização das relações trabalhistas. É igualmente sabido que, durante o período de aplicação de FHC, houve depressão da ação dos mecanismos de vigilância contra improbidade – efeito popularmente conhecido como “engavetamento”. Há publicações de autores relevantes relatando mesmo a ocorrência de cleptocracia generalizada.

Desde 2003, FHC e seus subprodutos estão interditados no país, devido a quatro ações populares consecutivas pelo seu banimento definitivo.

Porém, hoje, setores empresariais associados com a busca de lucros sem contraparte social tentam, com forte apoio midiático, a sua reintrodução no ambiente político brasileiro.

Utilizam-se do estratagema da promoção de um composto de outro grupo de elementos, mas com o mesmo princípio ativo e efeitos deletérios. Até porque, tais elementos, foram utilizados, no passado, associados a FHC como agentes coadjuvantes. O produto atual, em si, é o mesmo FHC, apenas estando, agora, invertida a relação na composição da formulação – principais por coadjuvantes.

Logo, é esperada a mesma debilitação do nosso organismo social.

Trata-se de uma ação temerária.

E é contra essa temeridade que todos devemos lutar:

“Fora, FHC”.

Por um Brasil sem nada a temer.

 

PS: a Oficina de Concertos Gerais e Poesia é pela descriminação das drogas e pela proibição de FHC. Como diria Roberto Campos: “a incoerência é prorrogativa dos homens inteligentes… e das mulheres bonitas”.

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2 comentários

  1. .

    Aqui entendido FHC não como a pessoa física , mas sim como o espírito de uma época de espoliação escancarada da vida nacional , onde o  financismo em seu estado mais selvagem teve papel preponderante na organização das políticas públicas .

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