Puta, por Janderson Lacerda

Na rua seus olhos não abandonavam a cobiça que a esta altura parecia tratar-se de uma compulsão.

Puta, por Janderson Lacerda

Deitou-se, após um exaustivo vai e vem e lançou-se aos braços de Morfeu. Pouco tempo depois partiu com o desejo parcialmente saciado.

No caminho para casa seguiu com o corpo fatigado, mas com a alma aberta para novos amores. Já em casa não tomou banho, comeu e bebeu rapidamente e cochilou no sofá. Despertou pouco tempo depois com o barulho da campainha. Levantou-se, abriu a porta e entregou-se mais uma vez aos prazeres carnais. O cansaço era grande, mas o corpo não falhara. Despediu-se do encontro e foi direto para o banho. Enquanto a água quente caia sobre suas costas, imaginava o que havia acontecido-te durante o dia. Excitou-se, mas não teve forças para concretizar o ato. Não teve forças? Recuperou o ânimo e mesmo só encontrou-se com o prazer promovido por seu próprio corpo. Ainda no banheiro sentiu a necessidade de tocar-se, novamente, e seu corpo mesmo exaurido reagiu prontamente. Embriagado de prazeres, vestiu-se e saiu de casa. Na rua seus olhos não abandonavam a cobiça que a esta altura parecia tratar-se de uma compulsão. A monogamia era rechaçada, mesmo quando coabitava sobre o mesmo teto com alguém.

Assim, Guilherme conduzia sua vida em busca de amores carnais.

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