Rio de Janeiro toldado em suas maravilhas, a segunda lágrima, por Rui Daher

Muitas vezes estive no balneário, como trata o Rio de Janeiro fraterno amigo escritor, pouco simpático à Cidade Maravilhosa, e ponto de discórdia imediatamente superado em galhofas, à trabalho.

Rio de Janeiro toldado em suas maravilhas, a segunda lágrima, por Rui Daher

Não esqueço a Baía de Guanabara com suas maravilhosas praias de areias macias, restingas, florestas com vistas insuperáveis, a partir dos Pão de Açúcar, Corcovado e Quinta da Boa Vista.

Não apenas isso. O reality econômico e social carioca vai além e por isso me faz cair a segunda lágrima. Ela chega à época em que a cidade foi a capital do País, por proeminência, beleza e potencial de ser uma das maiores belezas do planeta. Quem mais?

Nem sempre foi assim, porém. Muitas vezes estive no balneário, como trata o Rio de Janeiro fraterno amigo escritor, pouco simpático à Cidade Maravilhosa, e ponto de discórdia imediatamente superado em galhofas, à trabalho. Repito: pálidos e poucos bronzeados.

Duas situações, as mais marcantes. Exploração de um fertilizante natural, retirado do fundo do mar com todos os cuidados ambientais, o LITHOTAME, alto uso na Europa, que reduziria em um terço a necessidade de fertilizantes químicos a preços mais razoáveis. Outro: projeto de viabilidade econômica e logística para a Petrobras na produção de fertilizantes nitrogenados, a partir do gás boliviano, em Três Lagoas (MS).

Penso ter sido descontinuado depois de investimentos pesados feitos. Perguntem à política antinacionalista se o fez descontinuar em benefício de maiores importações e dependências. Tô fora. Fuck!

Mas vamos ao melhor dessas intervenções profissionais, sempre pré choradas e pouco discutidas sobre o preço justo pelo trabalho. Pequenos, nossa equipe era o saudoso engenheiro Carlão, que se foi antes do combinado, Viviane, até hoje ao meu lado desenvolvendo sustentabilidade na C&F Insumos Agrícolas (jabá), e eu (posso?).

Bons e merecidos tempos. Almoços na Maison de France e no Aterro. Marina da Glória, peixe vermelho no sal grosso, rodízio de enormes camarões. Desperdiçávamos, embora no merecido Vasco.

Até aí tudo meio fácil. No escritório, em São Paulo, um “Brown Paper” circundava todo o pequeno espaço. Caprichamos e o avião nos levou até Santos Dumont. Palhaço, talvez no voo tenha usado o chapéu do inventor.

Uma inconfidência: sob aprovação e aplausos, nós três, Viviane, Carlão e eu, eufóricos, chegamos à escadaria do prédio da Petrobras, no triângulo das Bermudas, que agrega BNDES e Banco Central.

Eis que, senão quando, a linda e elegante Viviane, cai e rola pelas escadas da estatal. Vestia, se bem me lembro, um conjunto cor-de-rosa. Ralou-se toda. Foi então que me convenci que a Petrobras, por mais que o calhorda Paulo Guedes queira, nunca poderá ser privatizada.

De funcionários, seguranças, passantes, taxistas, todos a acudiram e perguntaram se precisava de assistência médica.

Orgulhosa e valente recusou.

Vamos compensá-la, dissemos eu e Carlão. Rumamos para a Urca, Praia Vermelha e, finalmente, Santos Dumont.

“Rio de Janeiro, eu gosto tanto de você”.

Inté!

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