sem perdão, por Zê Carota

sem perdão

por Zê Carota

TODOS que desprezam provas para prender Lula agora EXIGEM provas de que TRÊS tiros foram mesmo um atentado contra ele.

no belíssimo filme “O Leitor”, ambientado numa Alemanha do imediato pós-guerra, Hanna (Kate Winslet primorosa) paga caro por ter servido ao nazismo, mas alguns fatos revelados à plateia fazem com que esta, na impossibilidade de perdoa-la, ao menos se concentre mais nos verdadeiros e principais responsáveis pelo horror que sempre alcança também quem o apoia.

Hanna era analfabeta, mas nem por isso se perdoa por sua coadjuvação no que selou seu destino, como se vê na cena em que diz a seu jovem amante que “não importa o que penso agora, os mortos estão lá”, e principal: não perdeu a capacidade de amar.

agora ou num breve amanhã minimamente mais lúcido que sempre vem, tais atenuantes não se aplicarão a qualquer um que, em maior ou menor grau, saúda a caçada nazista a Lula, com todo o genocídio (simbólico ou de fato) que isso embute.

são analfabetos, mas vocacionais.

não pensam (pensassem, não seriam fascistas), então nem sequer questionam os comandos de quem lhes adestra ao ódio, e as consequências disso.

e principal: são incapazes de amar até a si mesmos, porque incapazes à percepção do suicídio que já cometeram servindo ao ódio de quem os usa – e também os odeia.

cadáveres insepultos.

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2 comentários

  1. Caro amigo Zê,

    amor em tempos de ódio é artigo inexistente; quem tinha, perdeu; que nunca teve, menos ainda. Há um vazio, há um oco em certos seres que jamais poderia ser preenchido pelo amor, de qualquer espécie. As provas, as verdades em nada importam. Cadáveres insepultos sim.

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