semiótica, por Zê Carota

semiótica

por Zê Carota

como sindicalista, organizou e liderou greves vultosas e tensas.

como expressiva liderança progressista, protagonizou inúmeros atos pelas Diretas Já.

como candidato, fez comícios, passeatas, carreatas e corpo a corpo para eleger-se, primeiro, deputado federal constituinte, depois, e por duas vezes, presidente.

como estadista mundialmente reconhecido e requisitado, rodou ocidente e oriente.

já septuagenário, como liderança única (no sentido mais poderoso dessa palavra) por uma democracia que se conquista para demolir seu simulacro permitido, não conseguiu resgatá-la, mas precisou de apenas um dia – repetindo, UM DIA – para conseguir o que somente ele seria capaz: em meio ao mais sólido campo de concentração de poderes já construído pelo capital (nacional e internacional), pela mídia e pelo escritório de advocacia de ambos, o judiciário, encontrou o milímetro necessário para gritar ao mundo o GOLPE (mais um) em curso nesse misto de cassino para punheteiros (lucro, afinal, é gozo unilateral) e disneylândia do ódio a que o Brasil ‘precisa’ ser reduzido.

nesses seus 40 anos de estrada, Lula sempre esteve não somente COM o Povo, mas EM MEIO a este, trocando suores, lágrimas e perdigotos derivados de exclamações, sendo engolido por bololôs daquela esperança que só a promessa que se vê e se sente no olhar da legitimidade da história de vida e de luta pode promover, e arrastado por tsunamis de todos os sentimentos derivados da Dignidade por DIREITO que conferiu a todos que só a conheciam pelos dicionários ou, mais comum, a intuiam em sua versão doente, naquele arremedo de vida dos que os exploravam.

em todos esses fuzuês, aqui e no exterior, maior fosse a tensão do momento, piores fossem os conflitos, Lula nunca sofreu nem sequer um arranhão nas bochechas.

ontem, você soube, os elementos do stf que legitimou a ilegalidade do GOLPE em Dilma e, colocando-se de joelhos para um ordenança do imperialismo lotado em Curitiba, prendeu Lula, escandalizando juristas do mundo inteiro, criaram, no aeroporto de Brasília, uma área vip para si, alegando razões de “segurança”.

quem, afinal, cometeu crime e está preso?
responda para si mesmo, você aí, que apoiou o GOLPE – e que, não, não tem acesso ao conforto covarde daqueles para os quais não tem mais serventia, ou uso.

#LulaLivre

 

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1 comentário

  1. Mêdos e identidade

    Achei esse “mimo” no MSN que me pareceu combinar com o assunto.

    Artistas pró-Aécio falam em perseguição e relembram discurso do ‘medo’ de Regina Duarte

    InfoMoney14/10/2014    © Foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/Agência O Globo Lobão disse que tem sofrido ameaças de morte por suas críticas ao PT.

    Em 2002, na então campanha de José Serra (PSDB) para a presidência, a atriz Regina Duarte falou que sentia medo sobre uma possível vitória de Lula nas eleições. Agora, 12 anos depois, artistas voltam a falar no “medo” e começam a dizer que estão sendo perseguidos pelo atual governo, o qual chamam de ditadura.

    Esse é o discurso de pessoas como o cantor Lobão, a atriz Lucia Veríssimo, o ator Fulvio Stefanini e o empresário Sérgio Dantino, que na noite de segunda-feira (13) falaram para uma plateia pequena no Teatro Frei Caneca, em São Paulo. Com capacidade para cerca de 600 pessoas, o evento em favor da campanha de Aécio Neves (PSDB) não tinha mais que 200 pessoas, sendo que entre os ausentes estavam nomes como a própria Regina Duarte e o ator Lima Duarte.

    “Neste momento nós estamos vivendo uma ditadura, sem nenhum tipo de hipérbole. Estamos sendo muito cerceados na nossa liberdade”, disse Lobão, que também afirmou que no primeiro turno não votou em nenhum candidato: “não saí de casa”, completou. “O povo brasileiro está descrente. Todos os dias eu vejo gente dizendo que quer se mudar para Miami”, continuou o cantor.

    “Acho que nós deveríamos ficar aqui e dar as passagens para o Lula e para a Dilma. Eles vão, a gente fica”, completou o Stefanini, enquanto o público gritava “Para Cuba, não para Miami!”. Na mesma linha de discurso, a atriz Lucia Veríssimo se disse perseguida – mas não disse por quem -, aproveitando para declarar sua paixão pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quem ela chama de “imperador”.

    Lobão também falou sobre isso e completou dizendo ainda que tem sofrido ameaças de morte por suas críticas ao PT, mas negou que tenha medo. “Eu não tenho medo, eu sou o Lobão”, disse o cantor. “Eu não tenho medo, mas eu tenho c…. O País está numa decadência terrível, você acha que eu vou ficar aqui dando sopa? Eu não tenho medo de enfrentar. Mas eu posso levar uma emboscada, alguém pode entrar na minha casa e me incendiar. Uma coisa é você não ter medo, outra coisa é você ser imprudente”, completou, ressaltando que irá deixar o Brasil caso a presidente Dilma seja reeleita.

    “Se tivesse no segundo turno um partido do satanás e o PT, eu votava no partido do satanás. Nós somos anti, somos contra esse regime atual”, disse Sérgio Dantino, que é proprietário do Teatro Frei Caneca onde ocorreu o evento.

    Os artistas também falaram sobre o tema da “divisão” que as duas candidaturas têm criado, com petistas afirmando que um governo tucano seria voltado para as elites, onde seriam realizadas muitas privatizações. “Me disseram que se eu votar no Aécio, vão privatizar meu c…. Mas meu c… sempre foi privado”, disse Lucia.

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    https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/artistas-pró-aécio-falam-em-perseguição-e-relembram-discurso-do-medo-de-regina-duarte/ar-AA6NzhW

     

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