“Tanta gente clama, tanta gente cala”, por Rui Daher

Havendo eleições para a prefeitura de São Paulo, se não mantida ou, pelo menos, remarcada, antecipo meu voto, e “daqui não saio, ninguém me tira”.

“Tanta gente clama, tanta gente cala”

por Rui Daher

Reconheço eu ser o principal motivo para o clima baixo astral que aqui se instala. Não estou aguentando. Sinto o suicídio lento, aos poucos. Como imaginar pessoas tão amigáveis, inteligentes, educacionalmente bem formadas, passivamente, assistindo ao teatro de horrores de RIP, o Regente Insano Primeiro?

Mas não é a isso que vem o BRD, neste GGN. Desde quando foi aventada a hipótese de Guilherme Boulos e Luiza Erundina formarem uma chapa para concorrer à prefeitura de São Paulo, nossa Redação e o Conselho Consultivo Celestial Dominó de Botequim (conhecem a composição, né?), já estavam 90% convencidos da melhor opção.

De minha parte, confesso logo, sabedor de que, fosse quem fosse, exceção a Ciro – eu em brutal dúvida – a direita venceria a eleição de 2018, a recuperar o Acordo Secular de Elites. Apenas não podia acreditar na adoção da ultradireita, acéfala e ignorante. Mas foi o que veio.

Na época, meu voto consciente era Boulos. Percebendo o perigo, e reconhecendo excelência em Haddad-Manu, sufraguei seus nomes duas vezes. Coerência, mas ignorância sobre um País já dominado pela direita, desde o impeachment de Dilma Rousseff.

Retornaremos a um Estado Democrático de Direito, respeitado por outras nações do planeta, que não a do “Orange Skin” norte-americano, que percebeu um presidente despreparado no comando de um país rico e pronto a ser preparado para a coonestação?

Sei lá. Pouco sei de mim, inclusive. Apenas isto: chega de utilitarismo! Aos 7.5, e o fiz poucas vezes, eleitor eterno do Partido dos Trabalhadores (PT), exceção quando fui utilitarista.

Continuarei. Mas não quando houver uma chapa com explícita posição de esquerda, vida pregressa de honestidade, e consubstancia intelectual comprovada.

Havendo eleições para a prefeitura de São Paulo, se não mantida ou, pelo menos, remarcada, antecipo meu voto, e “daqui não saio, ninguém me tira”.

Se à vezes aprofundo, noutras sou raso, como não serei agora: não fosse lembrar-me de todas as dificuldades que o PT criou para Luiza, quando na gestão municipal; não fossem as poucas conversas que tive com Guilherme Boulos, no templo gastronômico e cultural paulistano “Al Janiah”, em seus primórdios, exerceria meu direito de não comparecer às urnas.

Mas não. Se tiver, irei. E meu voto está declarado. Boulos e Erundina.

O empurrãozinho que faltava veio de Mino Carta, na última edição de CartaCapital.

A esquerda não deveria promover o ciúme para colocar o Brasil no caminho do desenvolvimento social.

Inté!

https://www.cartacapital.com.br/politica/mino-carta-conversa-com-luiza-erundina-nesta-segunda-as-16h/

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