Verão sem chuva? As canções e as chuvas do Brasil, por Carlos Ernest Dias

Verão sem chuva? As canções e as chuvas do Brasil

por Carlos Ernest Dias

Não será preciso aqui “chover no molhado” e gastar muita saliva para dizer que nós, brasileiros, somos um povo altamente musical e criativo em matéria de canção. Podemos dizer que a canção é uma das melhores coisas e uma das que mais define o povo-nação brasileiro.

Outra coisa que mais nos define como brasileiros é a chuva. Não por acaso, uma rápida pesquisa no cifraclub.com.br com a palavra “chuva” resulta em cerca de quinhentos resultados. Já se pesquisarmos a palavra “chovendo”, a pesquisa traz igualmente um enorme número de canções.

É verdade que, sinal dos tempos, aparecem na pesquisa algumas “chuvas de louvores”, de “graças”, de “poder”, de “bençãos” de “avivamento”.

Mas “chuva” é algo presente em praticamente todos os gêneros de canção no Brasil, sem preconceito, de João Mineiro e Marciano a Raul Seixas, de Kid Abelha a Luan Santana, de Jorge Benjor a Leandro e Leonardo, de Sandy & Júnior a Zélia Duncan, de Marisa Monte a Paula Fernandes, de Ivete Sangalo a Rio Negro e Solimões, de Los Hermanos ao Chama Chuva, de Lô Borges aos Novos Baianos, de Amado Batista ao Roupa Nova, de Tom Jobim ao Falamansa, e por aí se escorrem as canções, como o atestam as clássicas “Chove, chuva”, “Na rua, na chuva, na fazenda”, “Chuva de Prata”, “Lágrimas e chuva”, “Chuva na montanha”, entre muitíssimas outras.

Todo brasileiro sente calor, mas sabe que após o calor virá a chuva trazendo a fresca, o alívio, o bem estar, o prazer de viver numa terra tão dadivosa. E nossas chuvas são boas, muito boas. Chuvisco, chuva fininha, garoa, “nubrininha”, quem não conhece? Eventualmente elas causam estragos, quase sempre porque nós brasileiros não aprendemos com os indígenas que não se pode construir casas nos morros e nas beiras dos rios, apesar de as grandes cheias brasileiras serem fenômenos relatados em escritos de viajantes desde o século XVI.

Assim como a Zélia, todos nós esperamos a chuva cair. No rosto, na casa, nas costas, no corpo todo. Somos um povo de chuva, de muita chuva, e de rios, muitos rios, desde o riachinho de água esperta ao vasto rio de águas calmas, como disse Tom Jobim. 

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Nossa chuva é real, verdadeira e explicada pela existência do fenômeno climático conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul, (ZCAS), que é um imenso rio voador que se movimenta na direção noroeste-sudeste empurrado por ventos caribenhos, o qual, ao longo de milênios, foi e é responsável pela formação dos grandes rios de nosso país, dos grandes aquíferos, da Amazônia, do Pantanal e da Mata Atlântica. De forma que é inconcebível qualquer coisa que avente ou suponha haver falta de chuvas no Brasil.

Isso foi o que eu e a minha geração (estou na casa dos 50) estudamos na escola e nos livros de Geografia e é o que se pode atestar como verdade indiscutível, sentida na terra e no ar, no corpo, na alma e no espírito de qualquer brasileiro.

Já o que é “mudança climática” nenhum governo consegue explicar de forma convincente.

O que nos leva a pensar que se trata de uma grande mentira, muito acima de qualquer fake news, talvez ela seja mesmo a mãe de todas as fake news, desenvolvida por tecnologias espaciais e rigorosamente vigiada pela grande mídia e pelos países que a criaram e que a usam como máquina de guerra, desalojando povos inteiros devido à fome e a sede causadas pela artificial falta de chuvas ou por tempestades devastadoras.
Precisamos de coragem para enfrentar as mentiras que tentam nos imputar sobre o nosso clima e sobre as nossas chuvas.

Por mais vistosos que sejam os modelitos da Maju Coutinho, não será a mentirosa “mudança climática” que irá apagar da memória dos brasileiros e das brasileiras as infindas canções da chuva que regam nosso corpo, nossa alma e nosso espírito.

Se fizeram isso na Síria e em diversos países da África, não farão isso no Brasil.

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Lembremo-nos do que disse o candidato Fernando Haddad na última campanha presidencial: “A coragem é a mãe de todas as virtudes”.

Lembremo-nos também do espetáculo de encerramento das Olimpíadas de 2016 no Maracanã, que teve como ponto alto uma lindíssima performance de corpos e luzes ao som da canção “Chovendo na roseira” de Antônio Carlos Jobim, a qual foi seguida pelo magnífico samba “Isto aqui, o que é?” de Ary Barroso.

“Isto aqui, ô, ô, é um pouquinho de Brasil, iá, iá, desse Brasil que canta e é feliz, feliz, feliz.

É também um pouco de uma raça que não tem medo de fumaça, ai, ai e não se entrega não”
 

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1 comentário

  1. Oi GGN.
    É sério que vcs estão
    Oi GGN.
    É sério que vcs estão publicando um artigo que chama a atual mudança climática, verificada por um grupo global de cientistas (o IPCC) de mentirosa???
    Cuidado com essas publicações, viu!?!
    Um dado importante de ser colocado aqui: os efeitos das mudanças climáticas (que são reais de acordo com a ONU) alteram especialmente os eventos extremos. Ou seja, a chuvinha pode deixar de ser fraca e ficar muito forte. As secas também.

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