“With all my heart, Mr. President”, por Rui Daher

Antes de tudo, desconsidere tudo o que falei sobre Sua Excelência durante a campanha.

“With all my heart, Mr. President”, por Rui Daher

Escrevo em minha língua Pátria Amada Brasil. Um tradutor fará com que ela chegue aos seus olhos azuis, em inglês.

Antes de tudo, desconsidere tudo o que falei sobre Sua Excelência durante a campanha. Encantei-me com a forma como seu antecessor tratou a mim e a meu filho, reconhecendo valor quando ele trabalhou em Nova York. Valoroso rapaz, como todos os zeros de minha prole. Pode não parecer, mas sou bem-humorado.

(Como, Mourão, quer parar de ficar lendo o que escrevo por cima de meus ombros? O presidente sou eu, mando! Tenho meu estilo. E pode parar de usar essa máscara com o distintivo do Flamengo, e passar para uma com a bandeira do Brasil).

Desculpe-me qualquer coisa aí. Surgiu um vice aqui a me incomodar. Eles são chatos e inúteis. Pior quando mulheres. Cuidado com essa Kamala, prenhe de características ameaçadoras.

(Porra, Mourão, me deixa escrever. Foi apenas um “War Ning”. Viu como estou melhorando com as aulas do Ernesto? O quê? Tudo junto? Qual a diferença?).

Como Sua Excelência, sempre fui democrata, mais do que republicano. A democracia eu determino, o republicanismo entra muita gente para atrapalhar. Se cuide, pois. Congresso, Judiciário e mídia nunca entenderão o que representa aprovar armamento para que nossos cidadãos se defendam.

(De novo, Mourão? Joe Biden é a favor dessas merdas? Pelo menos, você tirou a máscara com o distintivo do Flamengo. Ainda não entende que, depois dos 01, 02, 03 e 04, torço para todos os clubes da Pátria Amada Brasil?).

Doutor Joe, assim como fiz com o inesquecível Donald (considere virtudes, o muro, por exemplo, para evitar cucarachas invadindo seu sagrado território, e tirando empregos dos WASP (White, Anglo-Saxon and Protestant).

(Obrigado, Ernesto Araújo, só posso contar com você. O Mourão, como qualquer Sérgio Moro, está a me trair).

Sua Excelência, presidente da maior nação do planeta, estamos juntos, embora simpatizasse com a pele alaranjada de seu antecessor e sua bonita e elegante primeira-dama. Chuchu, não? Desculpe-me a galhofa. Minha forma de conquistá-lo para o futuro amigo.

Pela forma como o senhor entrou correndo para um evento, percebo sermos parecidos. No exército, consideravam-me uma gazela atleta.

(Porra, Mourão. Vai segurar arame farpado. Estou fazendo conexão com Joe).

Dear (obrigado, Ernesto, sabia você poliglota) Joe. Acho que a magnitude de nossas nações, amigas históricas, permitem-me assim magnificar nossa parceria. Lembre-se do padre Peyton e da CIA, em 1964. Pela sua idade, deve ter presenciado. Salvaram-nos do comunismo de Jango e Brizola que nos ameaçava.

Mas, Joe, vamos lá ao presente. Dizem-me correto comprometer-me com você sobre o meio ambiente e a Amazônia.

Contrariando o ministro Ricardo Salles (uma desconfiança de ele ser quinta-coluna de João Dória), comprometo-me em salvar a Amazônia, nossa biodiversidade, e depois, se reeleito, entregá-las aos EUA. Saberão se contrapor às deletérias ONGs. Vocês sabem como se equilibrar entre o, supostamente, correto e seus interesses nacionais.

(Finalmente, livre para escrever sem interferências. Mourão vestiu o pijama e foi dormir).

Joe, da minha altiva posição, desejo-lhe sucesso, baseado nas intenções publicadas em carta, tardiamente, exposta pela mídia, pois sempre cri em suas justas intenções.

(Como falsidade, Rede Globo?).

Conte comigo, Joe, para defender a Amazônia e o meio ambiente. Segundo meu Posto Guedes Ipiranga, também poderemos vende-los baratinho. É só propor, mas espere até 2022, quando serei reeleito.

Com muito carinho, Messias, por esperança, não certeza.

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