A corajosa índia Paraguaçu

PARAGUAÇU  –  Filha do morubixaba Taparica, da nação Tupinambá da Bahia. Casou-se com o português Diogo Álvares Correia, conhecido como Caramuru – homem de fogo. Conta a lenda que Diogo naufragou na Maraquita em 1510. Como era de costume de alguns povos, ia ser devorado, e salvou-se graças a índia Paraguaçu, que intercedeu a seu favor. Embora ela estivesse prometida para o índio Gupeva, conseguiu unir-se a Caramuru e quando já tinham alguns filhos viajaram para a Europa. Chegaram em Saint Malo em julho de 1528, onde foi batizada como Catarina Alvares, em homenagem a Catharine des Ganches, mulher do capitão do navio que os levou para lá. Voltando à Bahia, o casal foi muito importante no estabelecimento de alianças entre os Tupinambá e os portugueses.

Contam que Paraguaçu era muito corajosa, salvou seu marido de emboscadas, construiu igrejas e viveu o suficiente para casar seus filhos com personagens da corte, gerando importantes famílias baianas. Mas esta história nos leva a outra índia, Moema, também esposa de Caramuru e pasmem, irmã de Paraguaçu.

De dominio publico

Catarina Paraguaçu foi uma índia Tupinambá nativa da região onde hoje é o estado da Bahia. Segundo a certidão do batismo, realizado em junho de 1528, em Saint-Malo, na França, e encontrada no Canadá, seu nome verdadeiro seria “Guaibimpará” e, não, “Paraguaçu” (nome que significa “mar grande”), como escreve o Frei José de Santa Rita Durão em seu poema Caramuru.

Teria sido oferecida por seu pai, o cacique, como esposa ao náufrago português Diogo Álvares, o Caramuru, que gozava de grande proeminência entre os Tupinambás da Bahia. Adotou o nome cristão de Catarina do Brasil. É considerada a mãe biológica de boa parte da nação brasileira. Faleceu em idade avançada por volta de 1586 e elaborou testamento existente até hoje no qual deixa seus bens para os monges beneditinos. Seus restos mortais repousam na Igreja da Graça, em Salvador.

De dominio publico

Missa lembra valor histórico da índia Catarina Paraguaçu

Celebração foi realizada na igreja da Graça, onde o corpo da esposa de Caramuru foi sepultado

Quatrocentos e dez anos se passaram desde a morte da índia Catarina Paraguaçu. Para comemorar a data, familiares e membros da comunidade em geral realizaram, na manhã de ontem, uma missa solene na Igreja da Graça, onde o corpo da esposa de Caramuru está sepultado. Considerada um dos maiores símbolos femininos da história do país, por ter exercido um papel fundamental na integração das raças que formaram o povo brasileiro, Catarina Paraguaçu foi lembrada durante a celebração religiosa – coordenada pelo Dom Abade Manoel do Amaral e por D. Bernardo – como a mãe das mães brasileiras, o esteio e a origem da família no país. Durante a missa, membros da família presente fizeram a doação de uma cópia do brasão da ermida de Nossa Senhora da Graça, do Armorial Histórico da Casa da Torre, para a paróquia.
    

De acordo com o neto em 13º grau da heroína brasileira, o historiador Christovão de Avila, a maior importância nessa comemoração está relacionada ao resgate histórico do berço da sociedade nacional. “Inúmeras pessoas conhecem a figura de Catarina Paraguaçu (batizada em Saint-Malo, na França, como Catherine du Brésil ou ainda Catarina Álvares Caramuru), mas não têm a dimensão do seu papel na construção dos nossos costumes, da nossa vida social”, ressalta. Para o historiador, a festa dos 450 anos de Salvador e a homenagem a essa grande mulher no Carnaval são ótimas oportunidades para que a história seja levada ao conhecimento de todos.

A missa do aniversário de morte da índia Catarina trouxe ainda como novidade o anúncio da restauração da Igreja da Graça e da Casa do Castelo Garcia D’Avila, na Praia do Forte. Esse último local mereceu referência, em virtude da união das famílias de Diogo Álvares Caramuru e Garcia D’Avila, através do casamento do neto do primeiro com a filha do último.

Relação com a igreja é explicada

A estreita relação entre a índia Catarina Paraguaçu e a paróquia da Graça teve início em 1.530, quando a esposa de Caramuru teve um sonho onde ela via, numa extensa praia, um navio destroçado com náufragos tremendo de frio e morrendo de fome. Junto aos marinheiros estava uma mulher branca e fascinante, que segurava uma criança no colo.

Sabendo do sonho da esposa, Diogo Álvares mandou que a costa fosse explorada. Na primeira tentativa nada foi encontrado, como o sonho persistia, Caramuru insistiu nas buscas e por fim encontrou um grupo de 17 navegantes espanhóis, que garantiram não haver presença feminina naquela embarcação.

Na noite que voltou para a família em Vila Velha (local onde estão hoje a Graça e a Vitória), Caramuru soube que a esposa havia sonhado de novo com a senhora. A dama lhe pedia que fosse buscá-la para sua aldeia e para que ela construísse uma casa. Finalmente, Diogo encontrou, numa oca de um índio, uma imagem da Virgem Maria com o menino Jesus nos braços. A imagem havia sido recolhida na praia e hoje adorna o altar-mor da paróquia da Graça.
http://www.casadatorre.org.br/19990127corrba.htm

Diogo Álvares Correia, o Caramuru

(Viana do Castelo, Portugal, 1475 — Salvador, 1557)

Viajando para São Vicente por volta de 1510, o fidalgo da Casa Real Diogo Álvares naufragou nas proximidades do rio Vermelho, na baía de Todos os Santos. Seus companheiros foram mortos pelos tupinambá, mas ele conseguiu sobreviver e passou a viver entre os índios, de quem recebeu a alcunha de Caramuru, que significa “moréia”. Conhecedor dos costumes nativos, contribuiu para facilitar o contato entre estes e os primeiros missionários e administradores. No entanto, não foi capaz de impedir a expulsão do primeiro donatário da capitania, Francisco Pereira Coutinho. Casou-se com a índia Paraguaçu, filha de um chefe tupinambá. O casal teve quatro filhas, que se casaram com colonos portugueses vindos com Martim Afonso de Sousa, dos quais descendem, entre outras famílias importantes, os Garcia d’Ávila. Quando o primeiro governador-geral, Tomé de Sousa, chegou à Bahia em 1549, Caramuru ainda vivia, assim como durante o governo de Duarte da Costa. Foi sepultado no mosteiro dos jesuítas em Salvador, ao lado da mulher, que ao ser batizada recebeu o nome de Catarina.
http://www.historiadobrasil.com.br/viagem/bios01.htm

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Dia do Índio – Índia Paraguassú
Paraguassú – A Índia que encantou Caramuru – Diogo Álvares Correia.

CATARINA PARAGUASSÚ, índia filha do chefe da Tribo Tupinambás, Cacique “Itaparica”. Viviam no litoral baiano. Esposa do navegador português Diogo Álvares Correia.

Que naufragou no litoral baiano geograficamente numa praia do bairro do Rio Vermelho, localizado na praça da Mariquita – Largo do Rio Vermelho – Estado da Bahia. hoje um bairro boêmio da Cidade do Salvador.

Após ser abordado por índios considerados canibais, o mesmo navegador disparou sua arma de guerra para se defender dos ataques índigenas, que assustados diziam: “Caramuru” – “Deus do fogo Rei do trovão”. E deram a ele a índia Paraguassú para esposa então, filha do Cacique Morumbixaba.

Alguns historiadores, afirmam que o jovem Caramuru a levou a países, lá a índia foi batizada com o nome de Catarina de Médicis (mesmo nome da Rainha). Que lhe serviu de madrinha e ali mesmo foi realizado seu casamento. Paraguassú teve quatro filhas que se casaram dando origem a descendências ilustres de muitas famílias baianas. Uma de suas filhas Madalena foi a 1ª mulher brasileira a saber ler e escrever. E muito se empenhou para a libertação do elemento servil do Brasil.

Desta família faz parte a celébre casa da Torre Garcia D´Avilla, na Ba – Importante pelos serviços prestados ao Brasil.

Com mais de 80 anos, morreu Catarina Álvares ou Paraguassú, sendo enterrada na Igreja do Mosteiro de Nossa Sra. Da Graça. Que a mesma fundou junto ao seu esposo. E dizem que um dos seus presentes de casamento assim como alguns dos jardins “ hoje de propriedade particulares” do bairro da Graça.

Na sua sepultura lêem-se: “Sepultura de Dona Catarina Álvares Paraguassú, Senhora que foi desta Capitania da Bahia, a qual ela e seu marido Diogo Álvares Correia, natural de Viana, deram aos senhores Reis de Portugal: Edificou esta capela de Nossa Sra. da Graça e deu-a com as terras anexas ao Patriarca de São Berto no ano de 1582.”
*Biografias de Personalidades 7ª Ed. Profª Carolina Rennó Ribeiro de Oliveira – 1966.

DADOS HISTÓRICOS ATUAIS – Fonte 2: Os livros escolares de História do Brasil narram o célebre episódio ocorrido entre o europeu Diogo Álvares Corrêa e os índios tupinambás. Mas não especificam em qual trecho do litoral de Salvador o encontro teria ocorrido.

Relatam apenas que o jovem Diogo, sobrevivente de um naufrágio, desferiu um certeiro tiro numa ave que voava à vista dos inamistosos nativos. Por desconhecerem armas de fogo, os índios ficaram perplexos e começaram a gritar: Caramuru! Caramuru! Caramuru!, que na língua tupi significa “homem de fogo”; filho do trovão; dragão saindo do mar”.

“De acordo com historiadores baianos, dentre eles Pedro Calmon e Cid Teixeira, foi no bairro do Rio Vermelho que tudo aconteceu, tendo como palco a Pedra da Concha, uma ilha rochosa situada na enseada da Mariquita. Esse acontecimento marcou a chegada do primeiro homem branco em terras do Rio Vermelho. Em vista disso, o Caramuru, como Diogo Álvares Corrêa ficou conhecido, constituiu-se no Descobridor do Rio Vermelho.”

Fonte: ACIRV – Associação que preserva a imagem do navegador Caramuru, idealizadora de dos muitos feitos no bairro do Rio Vermelho em preservação do local, realização de obras. Visite e conheça mais sobre a história do bairro, programações, história do casal histórico, suas praias e diversões. ACIRV http://www.acirv.org/hp/revista.asp?id=29&tipo=geral
http://pac-brasil.blogspot.com/2008/04/dia-do-ndio-paraguass.html

1 comentário

  1. Correção dos fatos históricos sobre Catarina Paraguaçu

    Os historiadores que me perdoem, mas quem esteve aqui no Brasil, em 1527, e levou Caramuru e sua esposa Paraguaçu para a Bretanha, não foi Jacques Cartier, como eles dizem, mas sim Giovanni da Verrazano, conforme podemos ver no seguinte texto:” Verrazzano organizou uma segunda viagem, com apoio financeiro de Jean Ango e Philippe de Chabot , que partiu de Dieppe com quatro navios no início de 1527. Um navio foi separado dos outros em um vendaval perto das Ilhas de Cabo Verde , mas Verrazzano chegou à costa de Brasil com dois navios e colheu uma carga de pau brasileiro antes de retornar a Dieppe em setembro. O terceiro navio voltou mais tarde, também com uma carga de pau-de-brasil” Outro fato histórico intrigante é que, segundo testemunhas, Paraguaçu tinha cerca de 16 anos quando foi batisada e portanto deve ter nascido em 1512, quando Caramurú já estava a 2 anos na Bahia. Portanto não foi ela quem o salvou, (muitos falam que foi a índia Moema). Muitos fatos históricos à respeito de Caramuru e Catarina precisam ser bem melhor investigados! Por exemplo: quem era a segunda índia que estava no dia do batismo e porque a Certidão de Batismo de Paraguaçu estava no Canadá? Será que Caramuru foi mesmo casado com Paraguaçu, ou ele era casado com outra índia?

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