A morte de “Pé na Cova”

Editado em 11/02/2024 para inclusão de autor no Editorial Pé na Cova

Por Odayr Baptista, da rádio Camanducaia

Boa tarde Luis, como vai meu amigo ??.

Encontrei este texto me lembrei de vc. Notícia da Santa terrinha ! Mas antes o anexo.” A Seleção Olímpica de Natação de Camanducaia já está em Guadalajara -México.”

Um grande abraço e bom fim de semana.

odaÿr.

11.07.2011

Entrevistado: Dr. Julio Falaschi Costa – Ortopedista

Editorial

por William de Oliveira

Morreu em Poços de Caldas, aos 44 anos, Marcos Antonio. No anonimato, assim como diariamente nos deixam Josés, Marias, Pedros, Aparecidas, Sebastiãos e tantos outros. Com certeza, a morte de Marcos será sentida principalmente pelos familiares e amigos mais próximos e, a eles, nosso respeito e solidariedade.  Só que Marcos Antonio não era uma pessoa tão comum assim. Ele era singular e marcou (com o perdão do trocadilho) sua presença na vida de centenas de pessoas, notadamente, dos jovens que viveram a década de 1980 em Poços. Marcos era uma figura popular, destas de personalidade diferenciada por sua autenticidade e veracidade em atitudes, vestuários e comentários.  Assim, com seu alto astral fazia a alegria e a descontração das rodinhas que se formavam em bares e boates da noite poços caldense.

Em uma manhã de inverno de céu cinzento e triste, acordamos com a notícia da morte de Marcos Antonio Ferreira, o popular “Pé na Cova”.  Leva com ele um pouco da história de cada um que vivenciou a Poços daquela época. A sua ausência, nos traz presente na memória, pessoas que são “enterradas” e esquecidas nesta cidade que cresce a cada dia e se expande por todos os lados.

A história de um município é construída por homens ilustres, por prédios ilustres, por fatos ilustres que registram o desenvolvimento e o crescimento de uma comunidade. Mas, é na gente mais simples, naqueles que por um diferencial humano e, por vezes, folclórico, é que a cidade escreve suas páginas mais significativas.  Como esquecer José Domingos de Alcântara e Silva, o Zé Biri?   Pessoa de grande popularidade e que, de acordo com a historiadora Nilza Megale, “ao final da Segunda Guerra, cada pracinha que voltava a Poços de Caldas, er a levado para casa carregado nos ombros por Zé Biri”.

Como não lembrar o “Seu Margarido” que subia a rua Rio Grande do Sul, com seu carrinho de mão e que, diziam,  fazia comida com carne de gato? E da “Inocência” que gritava sempre contra “a pulicia”? Na década de 80 também, o inesquecível e ainda vivo “TKR”- um verdadeiro show man que cantava em várias línguas na Praça Pedro Sanches imitando um locutor de rádio, com um copinho de iogurte (“microfone”) nas mãos?  E da “Ximbica”, da Maria Borsuda, João Gamela, Bebé Chorão, Onofre e Cacilda? Por onde anda (se é que es tá vivo?) o “Pacência”?

Todos eles, pessoas que fizeram (e fazem) a vida mais humana e sensível e que nos mostraram (e mostram) que “loucos” somos nós, personagens “lúcidos” do século XXI, correndo atrás do vil metal, em frente à tela de um computador.

Luis Nassif

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