“Alice no País das Maravilhas” e o Ocultismo

Talvez Alice e Sophia sejam simplesmente as principais personagens da história arquetípica da viagem do herói que parte da segurança do lar em direção de terras estrangeiras que fazem pouco sentido, mas eventualmente oferecem grandes lições. A diferença é que Lewis Carroll (o autor de “Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho” e os gnósticos se atreveram a usar mulheres como protagonistas. A onda ocultista que invadiu as sociedades vitorianas no século XIX seria a principal inspiração desse atrevimento de Carroll.

Reproduzimos e traduzimos abaixo o post de Miguel Conner para o blog Aeon Byte Gnostic Radio onde o autor (apressentador do programa radiofônico semanal em Chicago “Radioshow on Gnosticism”) faz não apenas uma leitura gnóstica do clássico “Alice no País das Maravilhas” como, também, as conexões do autor Lewis Carroll com o Ocultismo e com todo o fluxo esotérico que invadiu as sociedades conservadoras vitorianas no século XIX. Essas conexões explicariam os profundos simbolismos míticos de Alice associado ao arquétipo de Sophia, a recorrente jornada do herói gnóstico que da Plenitude e Queda alcança,ao final, a Ressurreição e Renovação.

 

“Alice no País das Maravilhas” e o Ocultismo

Miguel Conner

 

O sucesso da adaptação de Tim Burton de “Alice no País das Maravilhas” não deve surpreender ninguém. “Alice no País das Maravilhas” (e sua sequência “Através do Espelho”) tem fascinado crianças e adultos há mais de um século e meio, merecendo sucessivas edições impressas e remakes em diferentes formas de mídias.

Muito tem sido escrito sobre as peripécias da Alice, mas muito pouco sobre as inspirações ocultistas da estória e do seu criador, Lewis Carroll (nome real de Charles Dodgson). Isto é surpreedente, considerando que “Alice no País das Maravilhas” é uma das obras mais mística e surreais de toda a literatura. Para além do seu impacto na cultura e arte contemporânea, o livro influenciou o ocultismo (Aleister Crowley exigia que seus discípulos lessem tanto “Alice no País das Maravilhas” como “Através do Espelho”).

 

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