Automóvel: necessidade, status e sacrifício

 
Por Otaciel de Oliveira Melo 
 
Automóvel: necessidade, status e sacrifício
 
(Um texto bem humorado para um domingo modorrento)                

Quando os automóveis desaparecerem, nós desapareceremos juntamente com eles; e seremos enterrados nos mesmos cemitérios.

Antônio trabalhava a 4,5 km de sua residência.

Nos tempos em que andava de ônibus, ele caminhava 1 km (10-12 minutos) até a parada mais próxima de sua casa e sentia que isso fazia um bem danado à sua saúde. O problema era que o Professor Antônio, uma vez na parada, não sabia quantos minutos esperaria pelo próximo grande ônibus lotado (GOL), e por isso diversas vezes chegou atrasado à sua aula de português das oito da manhã.

Por causa do deficiente sistema de transporte coletivo de sua cidade, ele resolveu comprar um automóvel. Mas inicialmente ele pensou no preço a pagar, na situação caótica do transito e na constante ampliação do número de carros em circulação. E fez as contas para si mesmo: “a cada dia útil o Detran emplaca 150 carros novos; e considerando 300 dias úteis por ano, temos mais 45 mil carros todos os anos circulando nas ruas esburacadas da cidade. Por outro lado, as pessoas estão comprando carros cada vez maiores e velozes. E a infraestrutura viária necessária para a circulação de todos esses monstrengos não acompanha a demanda.”

“E eu já notei uma coisa – acrescentou Antônio para os seus botões – com as exceções de praxe, quanto mais baixinho o proprietário (a), maior o tamanho do seu automóvel”.

Mas logo Antônio se esqueceu dessas reflexões iniciais. Disposto a comprar um carro novo de qualquer maneira, inscreveu-se numa autoescola, tirou a carteira de motorista e partiu para a pesquisa do modelo ideal.

Comparou os modelos importados com os “nacionais”. Dormiu mal durante algumas noites quando da decisão pela cor, entre três opções. Não sabia calcular as taxas de juros (Antônio era um bom professor de português, mas era ruim em matemática) e teve a impressão de que estava sendo engabelado pelos astutos vendedores que sempre falavam em porcentuais em torno de 0,7% ao mês. Mas como o que importava era o valor da prestação, se cabia ou não no orçamento, a taxa de juros passou a ser um detalhe insignificante.

Na hora da compra ele observou a velocidade máxima do “energívoro” escolhido: podia atingir 260 km/hora. E ele exclamou em voz alta: “esse quase voa!”. 

Antônio estava comprando um carro que atingia 260 km/h em menos de um minuto, para circular num trânsito com velocidade máxima permitida de 60 km/h, mas cuja velocidade média de fato talvez atingisse uns 20 km/h (os frequentes congestionamentos não permitem uma velocidade muito maior do que esta).

Mas, o que isto importava? O carro era potente (1.6, 16 válvulas), bonito, confortável, completo e tinha até airbags; encantava as mulheres, fazia inveja à vizinhança, custava “apenas” 55 mil reais e 80% deste valor podia ser financiado em até 60 meses. E a prestação era de apenas 880 reais/mês. E quando Antônio terminasse de pagar as prestações, o carro velho ainda valeria algo em torno de 16 mil reais, se não tiver levado muitas porradas ao longo de todo esse tempo e/ou saído de linha.  “E os 20% de entrada estavam na poupança”, pensou Antônio em voz alta e com o coração disparando.

 Mas no momento da compra, Antônio, marinheiro de primeira viagem, não se lembrou de algumas despesas adicionais: esqueceu-se, por exemplo, do IPVA, do emplacamento e do seguro quase obrigatório. Mas o vendedor, sempre solícito, foi logo dizendo: “não se preocupe, nós financiaremos tudo isso para você; aqui o cliente é quem manda. Não quer colocar alguns acessórios no seu carrão?”.

 E por conta dessas despesas adicionais previsíveis, o valor das 10 primeiras prestações subiu de 880 para 1.300 reais. Antônio titubeou, mas o negócio já estava praticamente fechado. E então o nosso jovem Professor sussurrou para si mesmo: “desgraça pouca é bobagem”.

Antônio saiu com o seu carro novo da concessionária pisando em ovos. Quase bateu noutro carro ao tentar desviar de um dessas centenas de buracos que os motoristas encontram no asfalto das grandes cidades brasileiras. E xingou o motorista do carro ao lado com palavrões. E logo Antônio, que praticava ioga, e por isso pensava que nunca se envolveria numa discussão no trânsito.

Antônio morava no 2º andar de um bloco de apartamentos e sua chegada em casa dirigindo o carro novo foi apoteótica. A mulher do nosso protagonista era evangélica e convidou algumas amigas da igreja para fazer uma oração em torno do carrão, ou seja, daquele maravilhoso Bezerro de Ouro. Elas só ficaram chateadas porque o carro não falava e elas não podiam convertê-lo.

Em compensação tinha um tremendo som (com um pen drive acessório para 20 mil músicas), cujo barulho fazia com que os objetos em cima dos armários e mesas dos apartamentos mais próximos da garagem vibrassem, ao sabor dos hinos evangélicos, como se estivessem dotados de uma energia interior malévola.

Antônio era católico e devoto de Santa Tereza D’Ávila, a padroeira dos Professores. Tinha uma pequena estátua desta Santa sobre a sua escrivaninha que foi empurrada para fora dela pela trepidação gerada pelo barulho originado no som do automóvel, e despedaçou-se em cacos ao atingir o assoalho daquele lar abençoado. Mas Antônio também não ligou para isto. O novo santo a ser venerado não se encontrava mais no interior daquele apartamento, mas em sua garagem.

À noite, o nosso protagonista começou a refazer as contas ao lado de sua companheira. Deitados na cama eles refaziam os cálculos das despesas obrigatórias que, juntamente com a prestação e a manutenção do “energívoro”, ultrapassavam em muito o salário líquido do casal.

E Antônio ponderou: “este sufoco só vai durar por 10 meses. Depois a prestação cai para 880 reais e aí sim, nós poderemos ir pelo menos um final de semana por mês à praia. E arrematou com determinação: “mas temos que limpar a areia dos pés quando entrarmos no carro, de volta”.

O casal ainda não tinha filhos, e a mulher do Antônio, que trabalhava à tarde vendendo cosméticos a varejo, começou a fazer uma lista das “coisas que não são tão necessárias assim”.  E na sequência enumerou:

– Por que não podemos deixar de comer carne, frango ou peixe, às segundas, quartas e sextas? Afinal, ovo é uma excelente fonte de proteínas.  Além disso, nós estamos gastando uma fortuna com produtos de limpeza e as francesinhas (um tipo renitente de barata miúda) continuam a circular pela nossa cozinha à noite. Não precisamos mais comprar água sanitária que só serve para acabar com o brilho da nossa cerâmica. E eu posso economizar bastante detergente na hora de lavar os pratos do almoço. Estou pensando inclusive em cancelar o meu plano de saúde. Como você é mais velho, você continua com o seu. Em compensação, você deixa as suas aulas de ioga de lado. Agora, a coisa que mais me preocupa são os aumentos abusivos na taxa de condomínio. Todo mês aparece uma despesa extra e uma taxa adicional é cobrada por fora. Mas, se a coisa apertar demais, você atrasa o mês de novembro e com o seu 13º salário você bota as contas em dia.

Nesse momento Antônio se lembrou dos planos que o casal fizera para ter dois filhos nos próximos quatro anos de casamento e comentou com a esposa. E a mulher então retrucou:

”Filho agora só daqui a 70 meses, e se não trocarmos de carro.”

E foi dessa maneira que o casal se ajustou à nova realidade de “proprietários” de um supercarrão.

Premido pela necessidade de contar gastos, nosso personagem só tirava o carro da garagem para rodar o estritamente necessário: dar aulas, ir ao supermercado à procura de promoções, e levar a mulher para o culto evangélico aos domingos. Mas durante toda a manhã do primeiro dia da semana, Antônio e sua esposa Milena “lambiam” o carrão: davam um banho completo no bichano, poliam, limpavam os tapetes, o painel, todo o revestimento interno, os bancos, o para-brisa, os vidros laterais… Não escapava nada que não fosse minuciosamente alisado e abrilhantado. Por último, eles examinavam com uma lupa de Sherlock Homes a lataria para ver se identificavam um arranhãozinho qualquer por menor que fosse, como dois masoquistas a procura de uma justificativa insignificante que os fizessem sofrer por semanas a fio.

Nos velhos tempos de GOL (grande ônibus lotado), o Antônio utilizava as manhãs de domingo para ler alguns capítulos de um bom livro. Ele conhecia quase toda obra de Machado de Assis, Guimarães Rosas e Lima Barreto, mas agora ele não tinha mais tempo para “essas leituras do século passado”. Ele havia trocado os livros pelo manual de instrução do carro.

Nos primeiros 10 meses o veículo circulara tão pouco que o odómetro registrava apenas 300 quilômetros rodados. No final daquele período de sufoco, o professor pegou uma calculadora e fez as contas que não sabia fazer na ponta do lápis: em dez meses ele havia gasto, à guisa de prestação,  R$ 13.000,00. Considerando que aquela altura do campeonato a taxa de depreciação do veículo deveria beirar os 10% do valor da compra (R$ 5.500,00), e considerando ainda que ele gastou R$ 500,00 na concessionária autorizada para fazer uma revisão desnecessária quando o carro tinha apenas seis meses de uso (ou faz ou perde a garantia), ele chegou ao valor de R$ 19.000,00. Mais R$ 1.500.00 que haviam sido queimados em combustíveis, e eis a totalização dos gastos: R$ 20.500,00.  Dividindo esta “insignificante” quantia pela quilometragem no odómetro ele chegou a impressionante cifra de R$ 68,6/km rodado nos dez primeiros meses de uso. E em dez meses ele tinha desfrutado do conforto do seu carro por no máximo trezentas horas. E não foi considerado nos cálculos o valor correspondente aos 20% de entrada

Mas sem nenhum arrependimento repetiu a frase que havia sussurrado no dia da compra: “desgraça pouca é bobagem.”

Um sonho acalentado pelo Professor Antônio durante suas noites insones por causa das dívidas era um dia poder ir a uma praia distante dirigindo o seu próprio automóvel, e ver se aquela velocidade máxima que aparecia no painel do dito cujo (260 km/h) poderia ser atingida em menos de 1 minuto, como anunciava o manual de instrução. Ou pelo menos fazer um longo percurso a uma velocidade de uns 160 km/h, isto já seria o suficiente. E esse dia chegou.

Era um final de semana prolongado e a previsão do tempo era de lindos dias ensolarado.

Antônio abordou a mulher e disse: “sábado nós vamos fazer a nossa primeira longa viagem em nosso carro. São 160 km até a praia da Baleia e o Professor Josué, esposa e filhos vão nos acompanhar pelo menos na ida”.

Josué, amigo de Antônio, lhe chamou a atenção para o fato dele nunca ter dirigido numa autoestrada, com uma frase muito simples: “na cidade a gente bate, na autoestrada quase sempre a gente morre.”

 Mas, por não beber nunca, o nosso personagem sentia-se um verdadeiro ás do volante, porque para ele todos os acidentes envolviam sempre dois motoristas alcoolizados.

Na ida à praia o transito estava camarada e o nosso herói conseguiu realizar o seu sonho pisando fundo no acelerador e atingindo a velocidade máxima de 160 km/h por alguns segundos.

Na volta da praia o ritmo do transito era de procissão e a velocidade média era de 40 km/h. O nosso mestre ficou irritadíssimo e pela primeira vez disse alguns palavrões cabeludos na presença da mulher. Lá para as tantas, um motorista embriagado e que trafegava a uns cinquenta metros atrás resolveu forçar a barra e ultrapassar em alta velocidade alguns carros à sua frente. E para não bater no carro que vinha no sentido contrário, precisou de um espaço entre o carro do Antônio e do caminhão à sua frente. O irritado Antônio não percebeu de imediato o que estava acontecendo e o carro do infrator bateu no para-lama esquerdo do carro do nosso abstêmio, que milagrosamente acionou o freio do seu veículo o suficiente para não colidir na traseira do carro do infrator e nem ser atropelado pelo carro à sua retaguarda.

Antônio deu alguns sinais de luz e acenou com a mão para que o motorista bêbado parasse no acostamento para discutir o prejuízo.  Mas, numa curva, o motorista embriagado conseguiu ultrapassar o caminhão e se distanciou na poeira do tempo. 

A Milena estava em estado de choque e começou imediatamente a fazer a conta de quanto seria o prejuízo. E também, começou a culpar o Antônio pela sua inabilidade no trânsito, comentários que o irritaram profundamente.

Uma vez em casa, discutiram o valor do conserto do carro com a vizinhança. O orçamento variou de 1.500 a 5.000 reais. E um dos vizinhos então perguntou: “o carro está segurado? Qual o valor da franquia?”

Antônio leu os documentos enviados pela seguradora e constatou que a franquia, ou prejuízo mínimo (seria melhor que assim a chamassem), era de R$ 1.500,00. Milena e seu esposo ficaram então torcendo para que o orçamento fosse muito acima daquele valor.

Na segunda de manhã Antônio “gazeou” a aula para ir à concessionária. O conserto, juntamente com a substituição da peça danificada, uma exigência inegociável do nosso Professor, custou 3.000 reais. Demoraria uma semana e o nosso personagem teve direito a um “carrinho” para substituir temporariamente o “carrão”.

Este incidente, tão corriqueiro na vida de tantos proprietários de automóveis, provocou a primeira crise séria no relacionamento do casal. Todas as pessoas com quem a Milena conversava diziam que a culpa fora do Antônio por não ter dado espaço para o carro do motorista embriagado. “Além disso – dizia a Milena – o nosso carro nunca mais será o mesmo, ainda que o conserto seja feito numa autorizada.”

Finalmente o carrão voltou para casa e ninguém notou nenhum defeito na lataria do veículo. E na noite daquele dia o Antônio então desabafou:

– Eu não disse a você, Milena, que o carro ficaria perfeito.

E a Milena replicou:

– Meu amor, um carro batido é como um filho que em um acidente de trânsito sofreu uma fratura exposta na perna esquerda. Ele pode voltar do hospital sem nenhuma sequela, mas a gente nunca esquece que um dia o garoto foi acidentado.

9 Comentários

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Suricato

- 2017-01-12 13:21:43

automóveis e capitais

Criaturas humanas transvestidas de automóveis. Consumidoras de capitais na direção de automóveis.  Assunto para antropólogos e psicólogos irreverentes escumarem  o canto da boca. Começa pela fraqueza humana escondida na potência forte do motor. Passa pela transmutação da imagem, da roupa de aço que tem performance, do isolamento no mundinho confortável, da aparência superior, do elitizado, do estratificado, do diferencial, do vencedor, do troféu...

Maxwell Kempes Gomes de Souza Arruda

- 2015-07-29 15:28:24

Fato

Crônica fatídica e trágica de nosso cotidiano. Quem me conhece sabe que amo andar, caminhar correr... Já tive condições para comprar um carro, mas apliquei o capital em prioridades. Estou muito feliz por ter feito isso. kkkkkkkkk

Fabio Hideki

- 2015-07-27 02:43:32

Carro = Cigarro

O marketing consegue convencer pessoas a fumarem e a comprarem carro sem necessidade.

Ze Guimarães

- 2015-07-26 22:42:36

55 mil reais

Existem soluções mais baratas do que gastar 55 mil reais para chegar no serviço. Bicicleta, moto, metrô, . No caso, o carro é a pior opção para quem mora em São Paulo, pois com os congestionamentos, até de a pé as vezes você chega mais rápido, dependendo do trajeto. .

rita scaramuzzi

- 2015-07-26 19:59:32

Cheguei na agência X e

Cheguei na agência X e encontrei o carro dos meus sonhos. Tá certo que não era nenhuma jóia rara, era um básico, sem cambio automatico, sem airbags. Mas mesmo assim ele estava lá, brilhando, aquela cor metálica.. Tá certo que o modelo era meio antigo, cinco anos.. Mas o design era de arrepiar. A paixão foi maior. Uso a matemática e entre noves fora e cai um encontrei a operação perfeita das parcelas que cabem no bolso. Saí correndo da agência X e me dirijo a uma outra, a bancaria. E num piscar de olhos transfiro todas as economias de uma vida para o proprietário do carro, uma outra agência bancária. Calma caro leitor. Essa transferência trata-se da entrada. E lá vou eu saltando em nuvens voltando para a primeira agência, a de carros, e de lá sair com o meu possante.A noite foi carregada. Mal pude dormir...

Segundo dia: estou a caminhar com o meu carro novinho, mas nem tanto assim,dirigindo em uma ladeira, morro acima. Quando uma vaga de estacionamento veio a me premiar o dia. Faço a baliza, aciono o freio de mão e... sonho rolando ladeira abaixo...

veras

- 2015-07-26 18:51:41

Eu me tornei uma pessoa mais

Eu me tornei uma pessoa mais feliz a partir do dia que vendi meu carro. Agora ando a pé, de ônibus e de taxi. Nessa ordem. Em São Paulo. É possível, sim!

 

J. Alberto

- 2015-07-26 17:51:17

Para as montadoras e

Para as montadoras e concessionárias está tudo ótimo.

O consumidor, otário, compra achando que o carro só custa a entrada e a parcela. Gasta uma fortuna no fim das contas e corta a carne da mesa mas não corta o carro.

O dinheiro continua girando e está tudo bem.

É por isso que sou habilitado (e já custou caro, 2 SM) mas não faço questão de ter veículo próprio. Por mais que a rotina do transporte público mine silenciosamente a nossa paciência, existe outra pessoa habilitada dirigindo por nós, evitando o sacrifício psicológico de milhões de cabeças. E a chance de sofrer um acidente do ônibus ou trem é bem menor.

De quebra, nas chances raras de ir sentado, dá pra ler um livro, conversar pela internet ou até mesmo (uau) interagir com o mundo à sua volta.

Até táxi ou carro alugado compensa mais.

Carro não vale nem um pouco a pena pra quem gasta mais de 10% do orçamento com ele (tirando a entrada). Sim, 10%. Só ricos e funcionários abastados deveriam se dar ao luxo de ter carros novos. Carro usado, ainda vai. Só assim o custo não pesa.

João Alexandre

- 2015-07-26 15:52:32

E em pensar que 80% ou mais

E em pensar que 80% ou mais da frota de veículos novos e seminovos são adquiridos dessa forma. E mais, agora, com essa crise, nem cortando o ovo frito está dando para pagar as prestações.O resultado, é o aumento vertiginoso das buscas e apreensões judiciais... 

Gilson.Raslan

- 2015-07-26 15:36:05

Muita boa.

Crônica gostosa e verdadeira. Meu domingo já ia ser bom com almoço em família e tudo, mas com a leitura da crônica vai ser muito melhor.

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