Meu pai ucraniano, Konstantin Tkaczenko

Por Igor Tkaczenko 

Meu Pai, Konstantin Tkaczenko (Poltava – 1925) . Imigrou no pós-guerra (2ª), depois de ter sido soldado do exército vermelho soviético, ainda adolescente. Um dos milhares de meninos que lutaram na 2ª guerra, ucranianos, russos e afins. Um bom filme sobre esse assunto – o dos meninos soldados – se chama “Vá e veja (Idi i Smotri), direção de Elem Klimov.

Aqui no Brasil, meu pai foi diretor e produtor de cinema, premiado em fotografia com o Saci em 1955, pelo filme “Armas da vingança”, porém, não devolveu o prêmio em ocasião do apoio ao golpe militar de 64 feito pelo jornal Estado de São Paulo, que patrocinava esta premiação.

Dizia: meu mérito é meu mérito reconhecido. Fez filminhos bobos, chanchadas eróticas, mas fez coisinhas boas também, como o primeiro filme sobre Maria Bonita no Brasil, e que hoje está empacado, apesar do Canal Brasil ter demonstrado interesse. Acreditava na independência do cinema brasileiro, e como isso poderia promover o crescimento do país, ou seja, pensava na indústria audiovisual como carro chefe do progresso. Na verdade, queria espelhar uma face da economia norte-americana aqui no Brasil. Morreu em 1973, infarto.

verbete está na enciclopédia do cinema brasileiro. 

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