Debatendo a arte

Que tal se o blog falasse um pouco sobre arte?

Na semana passada li numa manchete que alguns desenhos provocavam polemica na atual Bienal.

Fiquei feliz. Achei por um momento que os artistas, depois de experimentarem bichos empalhados, tomates podres e todos os tipos de excentricidades, estavam voltando ao básico, ao lápis e papel.

Num certo momento a musica, precisamente o jazz, resolveu  tambem radicalizar. No free jazz muitas bandas deixaram de usar o piano ou outros instrumentos harmônicos. O som de um saxofone ou de um trompete são maravilhosos, mas não ha nada mais terrível do escuta-los por muito tempo sem um acompanhamento harmônico. Alguns pianistas, ao invés do dedilhado dos teclados, optaram ate por agredir as cordas do instrumento com os próprios sapatos.

Com o tempo, depois da musica se tornar tão chata com tanta radicalização, felizmente, os músicos descobriram que a melhor maneira de dizer qualquer coisa com um piano seria mesmo dedilhando o teclado.

LendLendo a manchete sobre a Bienal achei que os artistas visuais tinham chegado a conclusões semelhantes aos músicos do free jazz.

Mas logo vi que não era bem assim. Ao lado de urubus e de outros elementos exóticos, os desenhos só haviam encontrado  espaço ali porque mostravam o Lula degolado, o presidente do Irã torturado, assim como outras escandalizações do gênero.

Esses artistas exóticos acham que estão sendo de “vanguarda”. Outros bem antes, no começo do seculo passado, como Man Ray, inventaram ate um ferro de passar roupa com pregos na chapa, mas não se limitaram a passar suas vidas nessas excentricidades. Graças a Deus Man Ray também nos deixou maravilhosas fotografias,maravilhosas pinturas.

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Mas num ponto certas coisas estão mudando nas artes visuais. Ficaram tão chatas e tão repetitivas em seu discurso de “vanguarda” que perderam o publico. So interessavam aos galeristas e curadores.

Agora pelo menos o publico começa se manifestar.Na ultima Bienal revoltados contra as paredes vazias, algumas pessoas resolveram picha-las. Desta vez novas pichações contra o uso de urubus reais, ao invés de desenhos com simples lápis e  papel, como fazia com maestria e sentimento o Goeldi.

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