Livro defende que poder militar veio para ficar no Brasil

"Essa volta dos militares ao cenário político no governo atual, que espantou tanta gente, é muito maior do que o governo Bolsonaro em si. É uma tendência que está se solidificando", disse um dos autores

Jornal GGN – A eleição de Jair Bolsonaro no Brasil significou não apenas o avanço da ultra-direita no país, como também a volta do poder militar: essa é a interpretação de André Ortega e Pedro Marin, no livro “Carta no Coturno – A volta do Partido Fardado no Brasil” que acabam de lançar pela Baioneta Editora.

“Essa volta dos militares ao cenário político no governo atual, que espantou tanta gente, é muito maior do que o governo Bolsonaro em si. É uma tendência que está se solidificando à frente de nossos olhos – em 2016 era o começo, na época éramos loucos, Villas Bôas era o “general democrata” etc; agora aquilo que observamos está se consolidando. O nosso alerta é que este não é o fim, é o meio; que Bolsonaro é um presidente fraco cercado por figuras fortes, que ele sim é passageiro – o Partido Fardado não”, disse Pedro Marin.

“Nossa preocupação não é só buscar as “lições pragmáticas” do realismo político, mas recordar nossos leitores da constituição das ideias que marcam a ideologia dos militares no Brasil até chegar na Doutrina de Segurança Nacional e os tempos de hoje. Nesse sentido, é um exercício de hermenêutica. Se hoje existe toda uma ideologia sendo repetida nos comandos das Forças Armadas, nos seus materiais de formação e em alguns portais, isso possui alguma relação com a realidade – não cabe tratar como ‘absurdos’ ou ‘burrices'”, manifestou André Ortega.

Leia também:  Um trilhão para o Guedes, por Paulo Kliass

SOBRE O LIVRO:

Título: Carta no Coturno – A volta do Partido Fardado no Brasil
Autores: André Ortega, Pedro Marin
Editora: Baioneta
ISBN: 9788585338039
Editora: Baioneta
Páginas: 240
Ano: 2019
Formato: 16x23cm
Venda disponível no site da Baioneta Editora

 

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8 comentários

  1. Duas coisas abriram caminho para a Vitória fraudulenta de Jair Bolsonaro: o golpe de estado de 2016 “com o Supremo com tudo” e; a prisão injusta de Lula em 2018 decidida por um juiz parcial que conspirou junto com o Procurador para prejudicar o trabalho do Advogado do réu.

    FHC apoiu ambas com alegremente. Portanto, ele deveria ter prefaciado essa bosta de livro que enuncia o que ele ajudou a criar.

  2. Com certeza…
    dos povos guerreiros da antiguidade, os líderes dos que chegavam para conquistar determinada região e por lá permanecer por um longo período ou para sempre, mandavam queimar os seus navios de transporte assim que desembarcavam

    mesma mensagem na atualidade: não tem volta, ou vencemos e ficamos ou lutamos até a morte

    Como nunca se viu tanta movimentação de tropas no Brasil, concluam

  3. Mostrem nos UNZINHO governo militar onde o povo se deu bem…

    NA HISTORIA DAS CIVILIZACOES.

    PELOS ULTIMOS MIL ANOS.

    So unzinho.

  4. Tenho dito isso, que querem é man-dar. A criminalidade e a violência são só pretextos. Não desprezem as bobagens que eles falam, entre outras, sobre Gramsci, é a hegemonia que eles visam.

  5. Milicos voltaram para ficar?

    Quer dizer que a destruição, o atraso, as truculências, as barbaridades e ilegalidades que vocês milicos costumam fazer, apenas de tempos em tempos, no Brasil, agora será permanente?

    Saibam que nada dura para sempre e que um dia, seguindo sua permanente determinação castrense, vocês conseguem de fato ferir o Brasil de morte.

    Nesse dia, vocês também apodrecerão e voltarão para a lata de lixo da história de onde jamais deveriam ter saído.

  6. O atual Modelo de Gestão Pública é estático, incoerente, obsoleto e inconstitucional. Esta visão de que os militares chegaram para ficar é mais uma linha dentre muitas. A nossas instituições são caras e não funcionam como consequência e a origem é o Modelo Político – Partidário – Eleitoral. Logo, sempre serão admitidos guetos predominantes. A Democracia de fato exige que as funções e deveres com o Brasil sejam exercidos pelas instituições, cada uma girando a administração pública de forma integrada. Para exemplificar na forma pragmática a vida pública e de gestão está carregada de brigas, sem projeto e, portanto, apresentando objetivos dispersos.

  7. Eu penso que o silêncio e a paciência do poder militar, liderado pelo exército, em relação a todas barbaridades praticadas pelo governo Bolsonaro/Olavo/Usa está na certeza de que não haverá eleição para presidente em 2022. Imagino que consideram como certa e necessária a interferência militar para ordenar os rumos do país e para isso acontecer, da forma que melhor lhe agrade, o comando das três forças militares devem ter decidido que só uma nova intervenção militar no Brasil teria autoridade para executar essa missão, sem medo da reação popular. Reconheço que esse meu pensamento possa ser uma imensa sandice, porém não seria nenhuma imprudência se imaginar que possa exixtir alguma coisa muito maior por trás do silêncio e do vergonhoso papel que o poder militar se submete ao se aliar de corpo e alma a um governo chinfrim e que demonstra intenções terrivelmente anti-nacionalistas.

  8. É sabido a incompetência dos militares na gestão de seus recursos.
    Desvios de insumos (munições, medicamentos, equipamentos), deterioração acelerada de seus bens, desperdícios de toda ordem, falta de planejamento, controle ineficaz, superfaturamento, corrupção etc.
    Como podem administrar com responsabilidade um País?
    Eu jamais acreditei que o militarismo fosse o paradigma da moralidade.

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