Música: “The 9” com Christian Scott, por Alfeu ESF

Conheça um dos grandes nomes do trompete atualmente: Christian Scott. Ele sugue pela trilha do Jazz contemporâneo e durante sua caminhada colheu influencias como o rock, fusion, soul, na música caribenha entre outras

Christian Scott. Imagem: Divulgação

“Nem todos na América desfrutam do mesmo tipo de liberdade.” Christian Scott.

É um dos grandes nomes do trompete atualmente. Christian Scott sugue pela trilha do Jazz contemporâneo e durante essa caminhada obteve diversas influencias como o rock, fusion, soul, na música caribenha entre outras.

Nascido em Nova Orleans, iniciou sua formação musical lá mesmo pois é onde o ar que se respira tem o cheiro e o som do Jazz. Mas não ficou só aí não, foi estudar em Boston e pouco tempo depois se profissionalizou.

Mas nesse período de afirmação profissional aconteceu um fato que iria marcar para sempre a sua vida pessoal e influenciar o seu trabalho; o furacão Katrina.

O álbum “Anthem”(2007), que contem a faixa “The 9”, é a visão de Christian Scott do rescaldo que Nova Orleans passava como resultado do desastre provocado pelo Katrina.

Enquanto que se discutia as falhas das barragens que deveria evitar o desastre, imagens de uma população depauperada, não só pelo Katrina, mas pela ausência do Estado, reabriu as velhas feridas dos EUA; a America negra excluída ainda estava presente.

Depois do caos, a reorganização do espaço público acabou sendo  oferecido ao setor privado. O cruel conservadorismo da região retoma seu território e também as suas práticas.

2008. Numa madrugada, voltando de um show, a polícia faz um sinal para  encostar o carro  que ele dirigia; ao parar sente o cano da arma do policial na nuca, que manda ele tirar a roupa e deitar no chão. Essa situação teve dois resultados: a música “KKPD” (“Ku Klux Police Department”) e um maior ativismo político que influenciaria também a sua obra. Até porque, como já declarou o músico em certa ocasião “… eu cresci em um ambiente onde corpos negros podem ser levados ou exterminados e não há nenhum recurso para a comunidade, historicamente, impedir isso de acontecer.”

Obviamente que o seu discurso político incomoda, e é esse o objetivo. E como é de se esperar seu ativismo encontra resistência até entre as pessoas mais próximas. Perguntam sempre se ele está zangado, com raiva e porque suas musicas estão muito carregadas politicamente.

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Elas não entendem ou não querem entender que essa democracia americana que se lê em livros, só foi feita para alguns. Para aqueles, como a população negra, que não há um que tenha sido ameaçado por um policial, essa democracia é simplesmente uma ficção.

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