E como eu morresse a cada passo de Minas, por Romério Rômulo

Pobres nós 2, estranhos e mortais sabemos que a vida é força quente

Guignard

E como eu morresse a cada passo de Minas

por Romério Rômulo

E como nós 2 só cabemos no escuro
num rasgo da paixão desesperada
pedaços estridentes de um muro
que atravanca o ritmo da estrada

Pobres nós 2, estranhos e mortais
sabemos que a vida é força quente
estranhos dos infernos, e bem mais
que o nosso amor é fogo e é serpente.

2.

E como eu morresse em cada passo
de Minas, caminho da sangria
na cara de um Cristo em estilhaço
com um cravo na mão já toda fria

E como eu só perdesse a carapaça
nos pedaços do tempo que me cria
nestas ruas verdugas de trapaças
na cara de um Cristo em agonia.

3.

Uma cruz por aqui toda é fumaça
de uma sombra que chega e nunca passa.

Romério Rômulo

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