Sobe para 60 número de mortes confirmadas em Brumadinho

Equipes de busca encontraram segundo ônibus submerso, mas acesso ao local ainda não foi possível
 
Divulgação
 
Jornal GGN – De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais subiu para 60 o número de mortes após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A tragédia aconteceu na última sexta-feira (25).
 
O porta-voz do órgão, tenente-coronel Flávio Godinho, disse que 382 pessoas foram localizadas, 191 resgatadas com vida e 292 permanecem desaparecidas. Dos 60 mortos, 19 foram identificados até às 11h desta segunda-feira (28). Já o número de desabrigados da Vila Ferteco, atingida na tragédia, é de 135 pessoas.
 
Durante coletiva de imprensa, o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, destacou que a previsão é que menos pessoas com vida sejam encontradas nos próximas horas, mas existem chances de ainda haver sobreviventes. 
 
As equipes de resgate trabalha em 14 áreas prioritárias de busca, entre elas onde estão soterrados uma locomotiva, uma pousada, um ônibus e o refeitório da mineradora Vale, onde a maioria dos funcionários estava na hora do rompimento da barragem.
 
O tenente explicou que as equipes de busca vão se concentrar na região próxima ao local onde ficava a área administrativa da Vale. Sobre o local do refeitório, disse que há possibilidade de a lama ter deslocado a estrutura quilômetros à frente. O grupo conta, desde as primeiras horas da madrugada de hoje (28), com a ajuda de 130 militares médicos, engenheiros, bombeiros e técnicos de Israel. 
 
Na noite deste domingo, as equipes de busca encontraram um segundo ônibus submerso, mas o acesso ao local ainda não foi possível. 
 
“Não temos confirmação do número de mortos que vamos encontrar no interior desse veículo”, disse Aihara. No último sábado (26), foi encontrado um primeiro ônibus soterrado, mas sem sobreviventes.
 
*Com informações da Agência Brasil
 
 

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3 comentários

  1. E por falar em morte, Bolsonaro será o próximo???

    MOURÃO PEDE ORAÇÕES POR BOLSONARO; CIRURGIA JÁ PASSA DE 7 HORAS

     

        

     

    O presidente em exercício, Hamilton Mourão, afirmou que deseja sucesso na cirurgia de retirada da bolsa de colostomia e plena recuperação a Jair Bolsonaro; o presidente está passando por uma cirurgia iniciada às 6p0 desta segunda; o Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, informou que a previsão era de uma cirurgia com 3 horas e meia de duração, mas até depois de 13p0 Bolsonaro estava na mesa de cirurgia – mais de 7 horas de procedimento, o dobro do previsto

     

    28 DE JANEIRO DE 2019 ÀS 13:56 // INSCREVA-SE NA TV 247 

  2. Por que os militares brasileiros não participaram do resgate?

    Quem responde é Fernando Brito no Tijolaço:

    Ministro confirma que militar brasileiro foi excluído de ação em Brumadinho

     

    Este blog, ontem, botou o dedo na ferida: por que não se via militares brasileiros atuando no resgate de pessoas – ainda que apenas corpos –  no desastre da barragem da Vale em Brumadinho?

    Pergunta que só hoje ocorreu à imprensa fazer e o Estadão a fez ao Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que respondeu candidamente que os “Militares não estão na linha de frente porque governo de MG não solicitou“.

    Reproduzo, literalmente, o título pelo escândalo que representa.

    O governador de Minas teria pedido, disse ele, que os militares não entrassem porque “a área é restrita, sensível e que há pouco espaço para manobra”.

    General, com todo o respeito, conte outra, por favor. Ainda que Zema, por absurdo que se admita, tenha dito isto, caberia ao senhor propor uma organização que permitisse ter o máximo de socorristas atuando, em especial nas primeiras horas, quando são maiores as chances de resgate com vida.

    O trecho atingido pela lama tem pelo menos 10 km de extensão e centenas de metros de largura. Não se tratava apenas de definir uma área para receber a ação militar para que não houvesse “bateção de cabeça”?

    Um, dois, meia dúzia de pessoas ou de corpos resgatados para serem devolvidos às famílias já teria valido a pena.

    As Forças Armadas têm unidades de elite especializadas em socorro, a mais conhecida delas o Parasar, da FAB (para, de paraquedistas, e sar, de “search and rescue”, busca e salvamento em inglês).

    É óbvio que governador nenhum ia recusar estas tropas, como não ia recusar simples soldados que ajudassem, no mínimo, a ajudar numa eventual necessidade de evacuar a cidade, como aconteceu ontem, no alarme de rompimento iminente de uma segunda barragem. O que a gente via eram ruas vazias, sem homens que orientassem as pessoas, acordadas no fim da madrugada, sobre para onde deveriam ir.

    Diante disso, não é nenhum delírio pensar que os militares brasileiros ficaram na retaguarda para dar destaque ao socorro de militares israelenses – muito bem vindos, é certo  – que certamente não foi o governador de Minas quem pediu, mas Jair Bolsonaro.

    É inacreditável que os militares brasileiros sejam submetidos ao papel de “fantasmas-propaganda” de politicagem com Israel num desastre destas dimensões.

     

  3. Como bem lembrou Fernando

    Como bem lembrou Fernando Brito, no Tijolaço, e foi confirmado, os militares brasileiros capacitados para atuar em resgates não estarão presentes em Brumadinho. Além dos militares brasileiros das Forças Armadas, devemos observar que, onde há possibilidades de existirem mais corpos, nas áreas administrativas e no restaurante da Vale (fala-se em cerca de 140 corpos, mais da metade dos considerados desaparecidos), onde certamente as pessoas estavam entre quatro paredes, de alguma forma confinadas, os especialistas brasileiros nesse tipo de salvamento não se interessaram em atuar. Há um rígido controle das ações desenvolvidas pelas autoridades, foi criado até um Gabinete de Crise. Até parece que estão deixando essa área, o filé mignon (perdoem é o melhor termo para expressar o que desejo dizer) para os israelenses comprovarem sua competência e dos equipamentos que obviamente querem vender.

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