Vale diz que chances de ruptura em Barão de Cocais são baixas

Depois de duas semanas de tensão, população tenta voltar à rotina normal; Novo relatório aponta que alude tende a deslizar para dentro da estrutura

Imagens do Google Maps da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG)

Jornal GGN – A Vale S.A, mineradora responsável pela barragem que se rompeu no dia 25 de janeiro em Brumadinho, matando 270 pessoas (26 ainda desaparecidas), divulgou nesta terça-feira (28) que há grande probabilidade de que não ocorra ruptura da Barragem Sul Superior, na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais.

Há cerca de duas semanas a companhia e a Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgaram que ocorreu uma movimentação atípica no talude de uma cava da Mina de Gongo Soco. Talude é o nome técnico a um paredão inclinado de vários degraus usado na escavação de minério.

No dia 20 de maio, o secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais, Germano Vieira, confirmou que a estrutura estava em vias de se romper. Moradores da região foram retirados às pressas sob o risco iminente. Em fevereiro, famílias que viviam perto da barragem já haviam sido deslocadas. A Vale previa que o rompimento ocorreria até o último domingo (25), o que não aconteceu.

Após as semanas de tensão, o comércio e os bancos do município voltaram a abrir nesta segunda-feira (28) e a população tenta retomar à rotina normal.

A Vale também assegurou no comunicado de hoje que adotou todas as medidas preventivas e mantém o monitoramento da situação 24 horas por dia. A mineradora disse que agora tem mais elementos de análise sobre o comportamento da estrutura mostrando que a tendência é que parte do talude deslize para dentro da cava.

“Esta hipótese diminui a possibilidade de impacto na barragem Sul Superior”, informa em nota.

De acordo com a mineradora, mesmo que não haja ruptura, a barragem Sul Superior permanecerá no nível 3. “Para garantir a segurança de todos, moradores e trabalhadores, a empresa não irá fazer obras na cava, para evitar ter pessoas no local. Já as obras de contenção continuam. A maior das obras é a construção de uma espécie de bacia que, no caso extremo de rompimento da barragem, ajudaria a reter parte dos rejeitos de minério. Além disso, estão sendo colocadas telas e blocos de granito para diminuir a velocidade do rejeito”, completou a mineradora.

Segundo informações mais recentes do ANN, divulgadas também nesta manhã, a velocidade de deformação da parte inferior do talude é em média de 19,5 centímetros por dia. Em alguns pontos a deformação alcançou 23,9 centímetros por dia. Comparado ao registro de 21 de maio, houve movimentação de 9 centímetros por dia.

*Com informações da Agência Brasil

 

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