ProTeste desaconselha gasto com tecnologia 4G

 

A ProTeste – Associação de Consumidores e a AET – Associação dos Engenheiros de Telecomunicações, enviaram no dia 29 de abril, à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), um ofício questionando os primeiros passos da internet móvel com tecnologia de quarta geração (4G) e pedindo esclarecimentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo análise das associações, a Anatel não deveria permitir a comercialização de planos ditos 4G, pois a cobertura ainda é restrita. “Tem aparelho sendo vendido que sequer opera na banda de 2,5GHz, que é adequada ao 4G, pois tem grande capacidade para tráfego de dados, mas tem pouca abrangência”, diz a nota.

Segundo a ProTeste o lançamento do 4G pode ser enquadrado como propaganda enganosa, pois esses aparelhos e planos mais caros acabarão por trafegar em frequência destinada ao 3G. “Ou seja, depois de assinar o contrato de fidelidade com a operadora e se dar conta da limitação, o consumidor que precisar transmitir ou receber grande quantidade de dados se sentirá enganado”, aponta Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da ProTeste.

Conforme explicações da associação, a frequência com mais abrangência é a do 700 MHz, que têm regras para operação ainda em discussão por meio de consulta pública. Assim, o aparelho não operar no 2,5 GHz, irá funcionar na rede 3G, até a implantação da rede dos 700 MHz. “Como há equipamentos sendo vendidos como 4G que não operam na frequência de 700MHz, quando esta frequência estiver sendo utilizada pelas teles, o consumidor vai ter que trocar de aparelho, sendo que já pagou caro pelo que comprar agora”, aponta a nota. Portanto, “não é aconselhável o consumidor investir em uma tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível em poucas regiões de algumas cidades”, conclui Maria Inês.

Não bastasse, ainda há dúvidas sobre em quais faixas de frequência o serviço funcionará, que começou a ser oferecido antes do Dia das Mães, de olho nas vendas. Inicialmente o 4G funcionará na frequência de 2,5 GHz, com baixo desempenho em locais fechados, o que pediria a utilização de outras faixas de frequência direcionadas ao 3G e 3G Plus para obtenção das velocidades prometidas.

Ainda no Ofício encaminhado à Anatel, as associações pedem que esta informe “em quais cidades e sites estão instaladas as antenas capazes de servir de infraestrutura para suporte do 4G”. Pelo cronograma definido pela agência, as

Segundo constatou a ProTeste, foram homologados pela Anatel 11 modelos de aparelhos que operam na frequência de 700 MHz, adequada para o 4G. Os modelos de aparelhos oferecidos têm preços superiores a R$ 1.800,00, anunciados como compatíveis com a nova tecnologia, “mas que ou não operam na frequência 2,5 GHz, ou não operam na frequência dos 700 MHz”, pontua a associação.

A ProTeste alerta à Anatel para que oriente os consumidores a respeito dos aparelhos e suas características “quanto à adequação às diferentes frequências e ao risco de adquirirem equipamentos caros que deverão ser trocados num curto espaço de tempo, uma vez que há aparelhos vendidos atualmente configurados para as faixas já leiloadas, que não poderão ser usados na frequência de 700 MHz, com previsão de ser leiloada no ano que vem”, finaliza.

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