Nos EUA, começa o cadastramento de vítimas da TelexFree

do iG

Telexfree: autoridade dos EUA cadastra vítimas

Por Vitor Sorano

Brasileiros podem preencher ficha de reclamação; medida pode ajudar na identificação de quem teve prejuízo com a empresa

 

Ficha de cadastramento: divulgador terá de informar quantos VoIP vendeu

A autoridade norte-americana que denunciou a Telexfree abriu cadastramento de pessoas que se julguem prejudicados da empresa, acusada de ser uma pirâmide financeira. A medida ajudará a identificar eventuais vítimas pela empresa para um eventual ressarcimento no futuro. Brasileiros podem participar.

O grupo Telexfree teve as contas bloqueadas nos Estados Unidos em 15 de abril, acusado de captar mais de US$ 300 milhões (R$ 670 milhões) de forma fraudulenta, sob a fachada de um sistema de revenda de telefonia VoIP. No Brasil, o negócio atraiu ao menos 1 milhão de pessoas e seus responsáveis também tiveram bens congelados.

A ficha de cadastramento está disponível no site da Secretaria de Estado de Massachusetts desde a última quinta-feira (24), e tem recebido de 75 a 80 registros por dia, segundo departamento de imprensa. O interessado deverá informar quanto investiu na Telexfree e se já entrou com ação contra a empresa.

O documento também pede que o divulgador – como são chamados os investidores – informe e quantos pacotes de telefonia VoIP comprou e efetivamente vendeu. Dados preliminares da Securities and Exchange Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) apontam que a empresa comercializou  26,3 mil pacotes VoIP, embora admita ter cerca de 700 mil divulgadores .

Também há um campo para que o investidor da Telexfree indique quem o apresentou ao negócio. Como num sistema de marketing multinível, os candidatos apenas podiam aderir se indicados por quem já era participante.

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Segundo a secretaria de Estado, o cadastramento é livre para moradores de qualquer país.

No Brasil, uma ação civil pública pede o ressarcimento de todos os divulgadores. O caso está na 2ª Vara Cível de Rio Branco, mas ainda não tem data para ser julgado.

Procurado, um porta-voz da Telexfree não comentou a informação até a publicação desta reportagem.

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