Exército fecha contrato com a Saab para sistemas antiaéreos

Sugerido por junior50

Na segunda-feira, a SAAB Defense Systems, anunciou em seu site, a assinatura de um contrato no valor de R$ 30 milhões, para fornecer sistemas antiaéreos para o Exército Brasileiro, do modelo RBS 70 NG/ Bolide II – não especificando a quantidade de mísseis ou de lançadores ( acredita-se, de acordo com a IHS Janes, serão 16 tripés + 6 conjuntos completos de simulação, portanto pela linha logistica comum deste armamento, serão fornecidos no minimo 50 misseis operacionais + 12 misseis de treino – “azuizinhos”).

-x-x-

Era antigo o desejo do EB em conseguir este sistema, ideal para operações de NÃO-Guerra ( o contrario dos Igla-S russos).

Transferencia de tecnologia: A SAAB se compromete, mesmo com uma encomenda tão pequena, a “abrir” o software de comunicação de dados ( link bateria – radar de tiro – radar de area ) do sistema, para que ele se agregue aos radares nacionais SABER -100/200 da BRADAR – EMBRAER ( ex- Orbisat), por consequencia a Rede Sisdabra/Comdabra, sendo que para este equipamento, tal “linkagem”, é inédita na América Latina ( Argentina e Venezuela tb. possuem este sistema), e nos demais 16 paises que o utilizam, apenas na Suécia o RBS70 é linkado em rede.

P.S.: Há meses em posts anteriores, coloquei que os suecos vinham com tudo, não apenas no Gripen E/F, portanto aconselho meus “tovarichts” da Roso/KMB Mastro/Almaz-Antey, a voltarem a conversar a sério, relativo aos Igla-S e principalmente aos Pantsyr ( o Pechora 2M – “Paraná” não nos interessa), ou as investidas suecas referentes ao BAMSE RBS-23 Br ( com ToT e linkagem NCW) ganham a “parada”. Observem “camaradas”: Datalink BR2 – Ericsson Ereye sendo atualizado pelos suecos + embraer, Gripen com Meteor/A-Darter, RBS70 – na equação o BAMSE entra como “uma luva”, alem do que o CFN já utiliza o radar compativel a ele (Giraffe).

Parem de encher-nos com vodka, blinis de beluga, festas etc.., conversem a sério.

www.cnbc.com/id/101460018  

Com informações do blog Forças Terrestres

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8 comentários

  1. 50 misseis para um pais do

    50 misseis para um pais do tamanho do Brasil e com uma fronteira enorme!  ou é o primeiro lote ou compraram apenas para dar uns briquedinhos para nossos generais!

    adorei o ideal para NÂO-guerra, são armas para serem usados em tempo de paz então!

    esses misseis deverão ficar todos alocados em Brasilia, pela pequena quantidade, para defender os predios principais da administração publica!

    isso parece mesmo compensação pela compra dos Grippens!

    • Vc. acertou

       Como os A-29 Super Tucanos, os RBS70 são ideais para operações “não guerra”, o que significa este termo:

        Proteção de grandes eventos, segurança de fronteiras, trafego ilicito de aeronaves, anti terrorismo, e demais ações que apesar de possivel nivel de violência, não são exercidas por outros Estados diretamente, como exemplo, atualmente é factivel a qualquer grupo, adquirir um “vant” de pequeno porte, e arma-lo, controla-lo remotamente, e lança-lo contra alguma estrutura ou evento, uma tipica ação de “não-guerra”.

         Apesar de possuirmos em inventário ( FAB e EB) aproximadamente 80 Iglas de modelo antigo (9K38) e alguns S, e nos Fuzileiros Navais, creio que 3 baterias de Mistrals (franceses), estes misseis, assim como nossas baterias de canhões anti aereos ( Bofors 70/40, Gepard, etc.), são “fire-and-forget” ( dispare e esqueça) – disparou não tem volta -, já o RBS70, com versão laser SACLOS, após disparado pode ser controlado pelo lançador, e em caso de emergencia ( erro de identificação da ameaça, cruzamento de colateral) o operador pode “desvia-lo” ou em ultimo caso, comandar a “auto-destruição” do missil disparado.

           Não ficarão estacionadso em BSB, são moveis, portanto devem ficar no Rio, nas sedes dos jogos, e creio que alocados em região do Planalto Central mas não BSB.

           Quantidade: Para nossos padrões de aquisição, é compra grande, até mesmo creio que o calculo de 3 misseis por lançador, é elevado, para vc. ter uma idéia, dos recem descomissionados Mirage F-2000C, o inventario de misseis disponiveis, em linha de voo e logistica (selados), entre os R530D + Magic II, não chegavam a 25 unidades, somadas.

  2. Menos. Não comparem o Júnior

    Menos. Não comparem o Júnior 50 com o AA. Os post do Júnior 50 são sempre equilibrados e didáticos, sem partidarismo ou torcida do contra. Já o AA… Por falar nisso aonde anda o AA?

  3. Pagode russo

    Brasil pode ser autorizado a vender sistemas russos Igla-S

    Foto: rbase.new-factoria.ru

     

    O Brasil pode ser autorizado a vender lançadores portáteis de mísseis Igla-S a outros países, comunicou Valeri Kashin, diretor-geral do Bureau de Projeção de Máquinas, companhia desenvolvedora dessas armas.

    O processo de elaboração de um acordo de licença de produção já está começando e, em breve, serão coordenadas as condições de transferência de tecnologias. Os lançadores Igla-S são destinados para abater alvos aéreos de voo baixo, sendo muito eficazes no combate a aviões e helicópteros.

    Em termos gerais, o Igla-S é uma arma temível. Basta recordar a história de presença de tropas soviéticas no Afeganistão. A tática de utilização combativa de helicópteros por tropas soviéticas mudou bruscamente em resultado de fornecimento de sistemas Stinger aos mujahedins afegãos pelos Estados Unidos. Enquanto antes do aparecimento de Stingers no Afeganistão, helicópteros Mi-8 voavam numa altitude limite de 6 mil metros, após o fornecimento de sistemas estas máquinas começaram a voar em altitudes baixas permissíveis de 30 a 60 metros, escondendo-se em dobras do relevo, aponta o analista militar Ruslan Pukhov e continua:

    “Essas armas mostraram perfeitas qualidades em alguns outros conflitos, em particular em 1995, no quadro de um breve, mas bastante intenso conflito entre o Peru e o Equador. Por isso, o interesse em adquirir lançadores portáteis de mísseis é muito grande. Ao mesmo tempo, há poucos países que produzem estes sistemas a um alto nível qualitativo. A Rússia é um desses países”.

    Contudo, durante a venda, não devemos esquecer experiência negativa do passado. Assim, as tecnologias de produção de sistemas Igla foram vendidas aos polacos que organizaram o sua própria fabricação dos sistemas Grom e não apenas para as suas necessidades, mas também começaram a vender armas a outros países, em particular à Geórgia, embora o contrato não previsse a possibilidade de reexportação do sistema e da sua entrega a um terceiro país sem o consentimento da Rússia. Mas estes entendimentos não foram respeitados e a Polônia vendeu em 2007 à Geórgia cerca de 30 lançadores Grom em conjunto com 100 mísseis e estas armas foram utilizadas em agosto de 2008 no quadro do conflito armado na Ossétia do Sul.

    No caso da América Latina, não podemos excluir que lançadores portáteis possam cair nas mãos de algumas organizações terroristas e extremistas, destaca Ruslan Pukhov:

    “Em tempos, organizações terroristas muito fortes existiam no Peru. Pelo visto, o poder central conseguiu esmagá-las, mas tais organizações podem aparecer novamente. Elas continuam a existir na Colômbia e por enquanto não se registram no Brasil. Mas levando em conta uma numerosa população do país e um alto nível de pobreza, sempre podem aparecer grupos terroristas ou criminosos que tentarão apoderar-se dessas armas”.

    Ao mesmo tempo, sistemas Igla vendiam-se ao Brasil no decorrer de quase 20 anos e durante este período não houve comunicados de que essas armas teriam caído em mãos alheias.

    Não existe um regime internacional direto que limita as vendas de lançadores portáteis de mísseis. No entanto, a Rússia observa o seu próprio regime. Todos os clientes devem assinar um protocolo, de acordo com o qual representantes russos podem chegar praticamente sem qualquer aviso para inspecionar locais de armazenamento de armas, para se certificar de que os sistemas continuam a ser controlados pelo governo legítimo e são utilizados por militares.

    Além da licença de produção de lançadores portáteis Igla, será examinada a possibilidade de montar no Brasil sistemas de mísseis antiaéreos Pantsir, que depende do número de sistemas a serem adquiridos pelo Brasil. Terá sentido de abrir uma linha de montagem, se forem comprados 25-30 sistemas.

    Em geral, existem perspectivas de alargar a cooperação militar-técnica entre a Rússia e o Brasil, mas não tão largas como, por exemplo, com a Venezuela, porque o Brasil já efetuou grandes compras de armamentos à Itália e à França para as tropas terrestre e a marinha e, recentemente, decidiu substituir obsoletos Mirages franceses por aviões suecos Gripen. Assim, o país terminou em geral o processo de rearmamento, o que, porem, não exclui a possibilidade de cooperar em alguns vetores.

    http://portuguese.ruvr.ru/2014_03_03/Brasil-pode-ser-autorizado-a-vender-sistemas-russos-Igla-S-8777/

     

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