Ministro da Defesa diz que não haverá intervenção militar


No Rio, Jungmann participou da solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) – Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

Por Vladimir Platonow

 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que não existe qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil, por conta da crise política, conforme pregam alguns setores da sociedade e até militares da ativa. Segundo o ministro, as Forças Armadas estão em paz dentro dos quartéis.

Raul Jungmann participou neste sábado (21) da solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), depois de 13 anos de atuação.

Após o evento, ele conversou com os jornalistas e garantiu que não há espaço para qualquer participação militar no país fora do que é determinado pela Constituição. As afirmações do ministro contrariam correntes políticas que pedem a volta do regime militar, caso a sociedade civil não resolva os impasses políticos e jurídicos.

Para Raul Jungmann, existe paz e tranquilidade dentro dos quartéis e nas Forças Armadas.
Para Raul Jungmann, existe paz e tranquilidade dentro dos quartéis e nas Forças Armadas. Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

“Existe paz e tranquilidade dentro dos quartéis e nas Forças Armadas. Resumo o que as Forças Armadas entendem para o momento da seguinte maneira: dentro da Constituição, tudo, fora da Constituição, absolutamente nada”, respondeu o ministro, que questionou a validade de uma intervenção para o país.

“Para que intervenção militar? Para resolver o problema da Previdência? Para resolver o problema democrático, que está resolvido? Para resolver o problema da inflação, que está sendo resolvido? Para resolver o problema do desemprego, que está caindo? Para que intervenção militar, se o Brasil está sendo passado a limpo? Temos a Lava Jato, que está punindo aqueles que são responsáveis pela corrupção.”

Leia também:  Os erros do PT que conduzem a Maia, por Wilson Luiz Müller

Jungmann destacou que o Brasil vive um momento bom, punindo os corruptos. De acordo com o ministro, o país sairá desta fase fortalecido. Acrescentou que a situação atual é de democracia.

“Não existe nenhum tipo de possibilidade de qualquer intervenção militar, porque  vivemos uma situação democrática e é isso que vai continuar sendo, com o apoio das nossas Forças Armadas”.

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18 comentários

  1. Jungmann: o pedante pernóstico

    Raul Jungmann é cúmplice de um governo de ladrões. Sua fala não merece qualquer credibilidade.

    Alguém acha que esse sujeito tem alguma liderança sobre os militares em geral ?

    Ele pode ter um excelente relacionamento com o general Sergio Etchgoyen – segurança de Temer. E olhe lá…

  2. Máfia tucana dos inférno!! Tomaram os 3 poderes e tudo +

    Do jeito que estão esquartejando o Brasil e os brasileiros, até gostaríamos que existissem forças armadas para por um fim nisso… 

                    

     

  3. Só pra lembrar, o jungmann é

    Só pra lembrar, o jungmann é aquele que, sem mandato, ficou de papagaio de pirata na votação do im-pi-cha na câmara, ao lado de cada deputado que votava “em nome de deus, da famiglia, da propriedade, da esposa e do amante”. Tanto esforço foi recompensado, virou ministro da de-fe-sa (a gente sabe bem que interesses o presidente golpista “defende”). Podemos ficar sossegados agora, né?

  4. Os Militares estão em paz nos

    Os Militares estão em paz nos quarteis, quem está sem paz é o povo fora dos quarteis. O País que juraram defender está sendo destruido e eles estão em paz. Afinal pra que servem mesmo esses “militares”?

  5. Só o fato desse assunto estar

    Só o fato desse assunto estar em discussão já revala o subdesenvolvimento político do país.

     

    O menosprezo à democracia é algo gravíssimo. De repente, aquilo que parecia sepultado para sempre, por ter se revelado um completo fracasso sob qualquer ponto de vista que se analise, reaparece anunciado aos quatro cantos do país, por meio de manifestações pedindo a volta dos militares e apontando tal medida como a salvação da pátria, militares de alta patente ventilando tal absurdo como plausível, o século XX inteiro de golpes e contragolpes sem que estas intervenções tenham se revelado positivas ao desenvolvimento e avanço civilizatório do país, deveriam representar lições bastantes para a intransigente defesa da democracia pelos brasileiros, o saudosismo  de um tempo de exílio, cassações, prisões arbitrárias e falta de liberdade para a livre manifestação é um sinal da imensa dificuldade do país para avançar rumo ao caminho do amadurecimento definitivo em que a democracia se tornará um valor em si mesmo, seja qual for a crise na qual estivermos imersos.

    Deveríamos nos inspirar no que disse o estadista britânico Winston Churchill: a democracia é a pior forma de governo, exceto todas as demais.

    • No pensamento coxinha o

      No pensamento coxinha o “regime militar” é o tipo de governo onde a esquerda não chegar ao governo, qualquer forma democrática pode permitir a chegada de um governo de esquerda e ameaçar seu status quo.

       

  6. Credibilidade: ZERO.

    O que esperar do “ministro” de um governo de ocupação com 97% de rejeição?

    Palavras ao vento, sem qualquer credibilidade.

    O ponto é que a “interpretação” constitucional do comandante do Exército – dito em rede nacional – é de que as Forças Armadas podem sim intervir – em caso de “caos”, seja lá o que isso signifique na cabeça do general.

    Com raríssimas exceções, os militares foram mais problema que solução nas questões políticas nacionais. A consolidação de uma democracia no Brasil passa, obrigatoriamente, por uma transformação de nossas Forças Armadas – a começar pela formação dos militares e pelos processos de escolha dos generais.

  7. Esperar o que de um Exército
    Esperar o que de um Exército que só tem culhões para massacrar o próprio povo, tipo infiltrar espiões em grupo de estudante com o fim de condena-los a anos e anos de prisão….enquanto isso a Amazônia eh ocupada…enquanto isso tudo eh dado aos nossos algozes: satélites, Base de Alcântara, Pré-Sal, este calculado em pelo menos 30 trilhões de reais, fora as áreas não mapeadas. Nem no Iraque ocorreu entrega desse tipo, pois parte do petróleo ficou em poder das províncias e aqui nem isso: vamos virar um Haiti logo logo. E nem um movimento das Forças Armadas em defesa do interesse nacional, os que tem se manifestado são reacionários a favor da entrega total das nossas riquezas aos nossos algozes, ou seja, estão afinados com os donos do golpe de 2016.

  8. Midia

        A midia da muito espaço, sei lá porque, para que o inepto Jungmann comente sobre uma totalmente improvavel “intervenção militar “, parece que as vezes a midia atua como porta-voz de setores minoritários ( histéricos e idosos ) de setores – principalmente da reserva – das FFAA.

         Deixem de ser ridiculos, afinal para que serviria hj. uma “intervenção militar “, é desnecessária tanto no aspecto tático como estratégico, pois para os “weirdos” ainda existentes, pela primeira vez avizinha-se a possibilidade concreta que um deles ( Jair do Ouro – ” O Impedido” ) seja eleito, ou mesmo que não seja alçado pelo voto a PR, já está claro que ele será um dos grandes “eleitores” no futuro pleito, portanto intervir para que ?

  9. Comentário inócuo

    O ministro da fazenda diz que a economia vai crescer

    O ministro das minas e energia diz que não haverá falta de energia

    Nada mais inócuo e desnecessário que a declaração do Ministro da Defesa e, ainda, inócua a publicação desta matéria.

  10. Revolta

    Pode até ter paz dentro dos quartéis que estão recebendo os salários altos e em dia, mas grande parte da população está sem emprego, e a LAVAJATO pelo que eu estou vendo, vai terminar em pizza, por causa dos Ministros que estão envolvidos. O Sérgio Moro  prende, mas o Gilmar Mendes e outros soltam. Estamos numa canoa furada infelizmente! 

    A Bíblia diz :

    2 Timóteo 3

    1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.

    2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

    3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,

    4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,

    5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.

     

     

    Tudo está se cumprindo!

     

     

  11. + comentários

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