Seções do novo submarino da Marinha brasileira chegam da França

Sugerido pelo blog de macedo no Brasilianas.org
 

Jornal GGN – As seções 3 e 4 de vante, construídas na França, do primeiro submarino convencional tipo Scorpene da Marinha brasileira, chegaram ao Rio de Janeiro no começo de junho. O conjunto, que pesa 220 toneladas, mede 25 metros de comprimento, 6 metros de largura e 12 metros de altura. As seções foram transportadas do Porto de Sepetiba, por balsa, para o cais da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) e de lá para a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), onde estão sendo construídas as demais partes do submarino.

Acordo Brasil França

A entrega dessas peças é parte do acordo que Brasil e França firmaram em 2008, ainda no governo Lula, que deu início ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O programa viabilizará a produção do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear e, antes dele, de quatro submarinos convencionais diesel-elétrico para patrulhamento da costa e das águas territoriais brasileiras.

Também faz parte do acordo a construção de uma base naval e um estaleiro em Itaguaí, no litoral do Rio de Janeiro, ambos em andamento. No mesmo complexo fica a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), para onde foram levadas as peças trazidas da França. 

Para a execução do PROSUB, a Marinha do Brasil contratou a empresa francesa DCNS -Direction des Constructions Navales et Services, que, por sua vez, associou-se à construtora brasileira Odebrecht para formar a Itaguaí Construções Navais – ICN, consórcio responsável pela construção dos submarinos.

Transferência de tecnologia

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As seções 3 e 4 do primeiro submarino convencional, fabricado em parceria com a França, levaram três anos para serem construídas. Participaram desse empreendimento 255 estagiários das empresas Itaguaí Construções Navais (ICN) e Nuclep, além de engenheiros, técnicos e operários da Marinha do Brasil. Durante esse período, foram ministrados 140 cursos envolvendo as diversas áreas de conhecimento.

As seções foram levadas, via terrestre, para a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), onde as seções 1 e 2 desse submarino estão sendo fabricadas. O Gerente do Empreendimento Modular de Obtenção dos Submarinos Convencionais, Contra-Almirante Sydney dos Santos Neves, garantiu que isso significa a materialização da transferência de tecnologia da França para o Brasil.

“O eixo de construção dos cascos passa definitivamente para o Brasil, com a chegada das seções 3 e 4. As seções 1 e 2 já começaram a ser construídas. A seção de qualificação, que habilita a fabricação, já está em fase final de conclusão na Nuclep, para depois chegar à UFEM”, afirmou o Almirante.

“É um marco digno de relevância. Através dessa transferência de tecnologia, será possível construir os cascos dos submarinos 2, 3 e 4 no Brasil”, disse o Almirante Neves.

Veja vídeo da Odebrecht / DCNS sobre o projeto naval 

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