Submarino Tamoio encerra ciclo depois de 20 anos de proteção à Amazônia Azul

Sugerido por Gilson AS

O Brasil que não está na mídia.

Primeiro submarino construído no Brasil, Tamoio, realiza “load-in” para início do período de manutenção no Rio

Do Ministério da Defesa

Após 20 anos de bons serviços prestados à Marinha do Brasil, na vigilância e proteção da chamada “Amazônia Azul”, área oceânica de 4,5 milhões de km² que concentra riquezas naturais, o submarino Tamoio (S-31) iniciou novo Período de Manutenção Geral (PMG).

A iniciativa, que ocorre a cada seis anos, tem como finalidade restabelecer as condições de operação de seus equipamentos e sistemas.

De acordo com o diretor do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), contra-almirante Mário Ferreira Botelho, a manutenção obedece a rigorosos critérios de qualidade, o que é essencial para garantir e resgatar a capacidade operacional do submarino.

“Durante esse período são reparados diversos sistemas mecânicos, elétricos e eletrônicos, bem como realizadas inspeções estruturais, incluindo possíveis reparos do casco resistente”, explicou o almirante.

No início do processo, o submarino Tamoio foi retirado da água e levado para um galpão do AMRJ. Nesse procedimento, conhecido como load-in, o submarino “pousa” em cima de uma balsa alagada, dentro de um dique. Após a retirada da água, a balsa é suspensa, permitindo que o submarino seja movimentado e alinhado ao galpão, junto com a balsa.

Após essa etapa, a embarcação foi transportada para o interior da própria balsa por duas carretas, com importantes cálculos de engenharia, em trabalho que durou mais de quatro horas.

O Brasil é o único país do Hemisfério Sul que possui know-how para realizar load-in de submarino. Para efetuar toda a operação, profissionais da Marinha passaram por 20 dias de intenso planejamento e preparação.

Força de Submarinos

Durante o período de manutenção do Tamoio S31, permanecem em operação no patrulhamento e vigilância da costa nacional os submarinos Tupi S30, Timbira S32, Tapajo S33 e Tikuna S34.

Além dele, a Marinha irá incorporar cinco novos submarinos, atualmente em processo de desenvolvimento, como resultado de parceria entre o Brasil e a França. O acordo possibilitará a transferência de tecnologia dos modelosscorpénes.

Quatro desses submarinos são à diesel-elétricos e no Brasil receberão a nomenclatura S-BR. O quinto submarino, com propulsão nuclear, será fabricado no Estaleiro e Base Naval em Itaguaí (RJ), com tecnologia totalmente nacional.

Os cinco submarinos vão incorporar a Força de Submarinos, que completou 100 anos em 2014. 

Submarino Tamoio e a história do Brasil

Durante todo seu atual ciclo de operação, iniciado em 2005, o submarino Tamoio participou de diversas operações em toda a extensão nacional, tendo atuado na vigilância de áreas estratégicas, como as bacias petrolíferas do pré-sal.

Incorporado em 1995 à Marinha do Brasil, o Tamoio foi batizado e lançado ao mar em 1993 e, ao longo desse período, já passou por vários testes operacionais. O submarino, da Classe Tupi, tem tecnologia brasileira e projeto alemão.

“A construção dos submarinos, Classe IKL-209 – número de série atribuído pelo fabricante ao projeto deste submarino –, no país representou a concretização de uma importante aspiração da Marinha. O desenvolvimento tecnológico mundial, assim como o relacionamento entre os países, transformaram o submarino em uma arma de fundamental relevância ao exercício do domínio no mar”, acrescentou o almirante Mário Ferreira.

Os submarinos são embarcações especializadas para operarem submersos e, por esta peculiaridade, são utilizados militarmente, também, por serem difíceis de localizar e destruir. Atualmente a Marinha possui cinco submarinos, sendo quatro da classe Tupi, com projetos de 1989, e um da classe Tikuna, com projeto de 2005. Todos possuem 1,4 mil toneladas.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

10 comentários

    • Contratos

        O S-34 um IKL 209/ 1500, em sua construção teve varios melhoramentos em relação a “Classe Tupi “, incluindo a susbstituição de varios sistemas importados por nacionais, com supervisão do estaleiro alemão, portanto o S-34 praticamente todo construido no AMRJ, não seria a base de uma nova classe, mas comprovaria a expertise do AMRJ na construção de subs modernos, com cooperação alemã ( TKM ou HDW ), as classes 212 ou 214.

         Ocorreu que na concorrencia estabelecida em 2005/2006, a proposta da HDW, foi derrotada pela proposta francesa da DNCS, com o Scorpene.

    • Não existe submarino operando

      Não existe submarino operando na Amazônia, e sim na faixa litorânea considerada a Amazônia Azul. 

      • Ué… num filme gringo famoso

        Ué… num filme famoso (O outubro vermelho) um submarino russo muito maior que este sobe um riozinho gringo menos largo e profundo que o Amazonas. Este ai não pode subir o rio Amazonas flutuando na superfície?

        • Calado

            Navegando na superficie, um submarino nuclear, mesmo lança misseis balisticos, tipo o russo Delta-III, ou um Oscar ( como o Kursk) ou um imenso americano Classe Los Angeles, possuem um “calado” relativamente baixo, no máximo, carregado, de 11/12 mts ( 40 pés ) – se limpar o Rio Tiete, dá para passear, por São Paulo.

  1. Por “culpa” do PT os próximos

    Por “culpa” do PT os próximos submarinos serão à propulsão nuclear.

    Da pagina da Marinha    “Submarino de propulsão nuclear brasileiro é um submarino nuclear cuja a fonte de energia é um reator nuclear, cujo calor gerado vaporiza água, possibilitando o emprego desse vapor em turbinas. Está sendo construído com a parceria da França e tem previsão para operação em 2020.1

    O projeto do submarino nuclear brasileiro remonta a década de 1970. Em um périplo de, aproximadamente, 20 anos, a Marinha do Brasil dominou o ciclo do combustível nuclear e pôde dar início a construção do reator nuclear que esta sendo desenvolvido no Centro Experimental Aramar em Iperó, que será comportado no submarino. O trabalho de Projeto, que foi iniciado no dia 6 de julho de 2012, percorrerá um longo caminho. Serão três anos para alcançar o projeto básico do submarino de propulsão nuclear, para então ter início a fase do projeto detalhado, simultaneamente com a construção do submarino, em 2016, no estaleiro da Marinha que está sendo construído na cidade de Itaguaí no Rio de Janeiro.

    A primeira embarcação será batizada de SN 10 Alvaro Alberto, em homenagem ao vice-almirante da Marinha brasileira e cientista brasileiro Álvaro Alberto da Mota e Silva.

    O Brasil é um dos poucos países do mundo que detém um projeto para a construção de um submarino nuclear voltado exclusivamente para a caça de outros submarinos, que não carregará mísseis balísticos.

     

     

    Fico imaginando se o PSDB voltasse ao poder como ficarima esses projetos.

    Dá frio na barriga só de pensar !

  2. Pentagono, US Navy, Lockheed Martin and US$ 35 M

       A noticia é boa para explicar um pouco como funcionam contratos militares, pois o “load in” do S-31 tambem irá contemplar o retrofit e modernização de seus sistemas de combate e controle, como já ocorreu com o “Tikuna” e o “Tamoio”, com a instalação do sistema Lockheed Martin AN/BYG 501 – 1D + os softwares e modificações nos tubos, visando a utilização dos torpedos pesados MK-48 ADCAP mod 6, equipamentos no “estado da arte”, utilizados por marinhas da OTAN, da Coréia do Sul, Taywan, Israel e Estados Unidos. Como foi:

        Por volta de 2005, já no governo “esquerdista – bolivariano ” ( de acordo com quem lê Veja), nossos submarinos  ( 5 ), estavam com suas habilidades comprometidas, pois estavam recheados de tecnologia alemã dos anos 80 em seus sistemas de combate, portanto a MB, através do MinDefesa, lançou uma RFP ( request for proposal) em 2006, para varios fabricantes ( alemães, franceses, holandeses, britanicos etc..), para o “retrofit” eletronico destes submersiveis, e exigindo do fornecedor parte da “arquitetura aberta ” e a instalação de um sistema de treinamento em terra ( é mais caro que o embarcado, pois necessita de toda uma infraestrutura, modificação de softwares, rotinas de treinamento etc.. ).

         Das propostas apresentadas,  a que contemplava as exigencias, foi a americana, da LM, inclusive em preço , formatação da arquitetura e principalmente: apoio técnico da US Navy., total de US$ 35 milhões.

         Como funciona: O “vendedor” ( LM & Raytheon) leva a proposta ao Pentagono, a DSCA ( Defense Security Cooperation Agency ), que junto ao Depto de Estado, analisa as condições politicas da venda, caso aprovadas apresenta-as ao Senado dos Estados Unidos para confirmação, e coordena o financiamento a longo prazo ( no caso de “nações amigas ” como o Brasil ( tipo 2, allied out-Nato) – sem adendos do DeptState ou Senado – quem adquiri os sistemas é o Pentagono ( Dept of Navy ) e repassa a Marinha do Brasil – a US Navy/DoD é a “avalista”, e quem emite o TAA ( technical assistence agreement ), que permite as modificações exigidas, e que técnicos navais, militares e/ou civis, acompanhem “in loco” a instalação, treinamento e manutenção.

           Quanto foi liberado: A DSCA libera não de acordo com o que é solicitado, mas o que ela analisa como necessário, neste caso o valor foi de até US$ 56 milhões de crédito imediato, pois alem dos sistemas ( 6 ) ocorreu a liberação dos torpedos MK-48 ADCAP/6 ( retirados dos estoques NATO), e a possivel e NÃO aceita pela MB, aquisição de misseis Sub-Harpoon.

            O acordo foi assinado, pelo governo brasileiro – LM&R – DSCA, em 29/01/2008,  vem sendo rigorosamente cumprido, inclusive a “validação” dos sistemas, caso do Tapajó, foi realizada ano passado, nas raias de tiro da USN em Porto Rico, quando por 6 meses – não se espantem – este submarino brasileiro ficou adido/comissionado a famosa 4a Frota da US Navy, aliás o Tikuna e o Tapajó, em manobras da NATO e da US Navy, emulando taticas chinesas e holandesas, referentes a submarinos não-nucleares, conseguiram “soluções de tiro ” factiveis e comprovadas, nos sistemas e analise posterior de dados, contra dois porta-aviões: o espanhol Principe de Asturias, e o USS Harry Truman.

              P.S. : Governo do PT, não é considerado “bolivariano”, nem no Pentagono.

        

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome