Tomada de três pinos: segurança dos usuários, suspeita de lobby e o fim da obrigatoriedade

Josemir Coelho Santos, professor do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica  da USP, fala ao GGN sobre o tema

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Os embates em torno da obrigatoriedade do padrão da tomada de três pinos foram retomados após Jair Bolsonaro (sem partido) falar em acabar com o dispositivo, que chegou a ser chamado de “tomada do PT” e garante ao usuário segurança contra acidentes por choque elétricos. O Jornal GGN conversou com o professor Josemir Coelho Santos, do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Escola Politécnica  da Universidade de São Paulo (USP), sobre o tema.

Santos desmistifica a discussão de que o padrão de tomada nacional seja novidade, uma vez que os estudos sobre a questão foram iniciados por volta de 1985, já no governo de Tancredo Neves, que não chegou a assumir a presidência. Em 1998, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabeleceu a norma NBR 14136, nome técnico do modelo que conta com um terceiro pino, chamado de pino terra, pensado para diminuir os acidentes por choques elétricos.

nos anos 2000, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) aprovou o padrão NBR 14136 e estabeleceu o prazo de 10 anos para que as empresas e distribuidores pudessem se adequar à regra.

“O uso de uma tomada no Brasil com um terceiro pino, que é o pino de terra, é um elemento obrigatório para a segurança das instalações, dos equipamentos e principalmente das pessoas. É um item fundamental, ele não é desejável, não é aconselhável, ele é fundamental. O tipo de instalação elétrica que é usado no país, exige que tenha o pino de aterramento”, explica Santos.  

A versão da tomada de três pinos adotada no Brasil segue as origens de um modelo similar, o IEC 60906-1, criado em 1986 na sede da Comissão Eletrotécnica Internacional (International Eletrotechnical Comission, a IEC), em Genebra, na Suíça. 

Assumido como um padrão principalmente pela questão da segurança dos usuários, no entanto, o terceiro só funciona em imóveis com aterramento. Assim, para ser eficaz, a tomada precisa estar conectada a uma barra de cobre de cerca de três metros cravada no solo. Mas, estudos apontam que metade das residências brasileiras não tem aterramento elétrico, assim o novo padrão não seria tão eficaz quanto parece. 

Para Santos, o fato de casas não terem aterramento, nada tem a ver com a segurança garantida pelo padrão de tomadas de três pinos. “Teoricamente todas as construções têm a obrigação de ter aterramento. Mas, se as pessoas não estão preocupadas com a própria segurança, não se importam com normas de segurança, estão se colocando em risco, isso não é motivo, não é argumento, para você simplesmente abolir esta norma”, pontua.

Atualmente, somente a Suíça e a África do Sul usam o mesmo padrão de tomada de tomada obrigatório No Brasil. Santos explica que uma nação não deve escolher um  padrão pela popularidade do modelo. “Não se trata de aderir ao padrão mais popular, não é uma competição em termos de qual é o padrão mais adotado no mundo. O que importa são as características técnicas que garantem a segurança e atenda os critérios econômicos. No Brasil, a adequação aconteceu pela questão da segurança e depois seguiu padrões técnicos de conveniência para não se perder a compatibilidade com a maior parte das instalações já existentes até então”.

Suspeita de Lobby da “tomada do PT’’

Em julho de 2011, durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ninguém mais pode fabricar ou importar plugues ou tomadas fora do padrão de três pinos. A oposição, então, passou a chamar o modelo de “tomada do PT”. A principal dúvida persiste: quem ganhou com a obrigatoriedade do novo padrão uma vez que, em 2017, o mercado brasileiro de tomadas, plugues e cabos faturou R$ 23,7 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee)?

Uma reportagem da Revista Época, publicada em junho de 2018, afirma “que no auge da discussão para tornar a norma obrigatória, a multinacional francesa Pial Legrand trouxe para o Brasil os moldes prontos para produzir o padrão que aqui tinha acabado de se transformar em norma. A empresa é uma gigante que atua em 180 países com um faturamento anual de € 4 bilhões, quase R$ 18 bilhões”. 

Com base nessa premissa, o executivo do setor elétrico, Marco Aurélio Sprovieri, levantou a suspeita de que lobistas a serviço da gigante francesa tenham influenciado o Inmetro a tornar a tomada de três pinos obrigatória no Brasil. “Acredito que houve um acordo com o Inmetro para estabelecer isso”, disse à Época. 

No entanto, o suposto lobby não teria sido “uma ação a mando de governo” e sim uma “ação meio que pessoal”, afirmou o executivo na entrevista. “Alguém da área técnica do Inmetro aceitou essa ideia como uma ideia a ser levada adiante”, completou. 

Santos também destaca ao GGN que a obrigatoriedade de um padrão de tomada de três pinos “nada tem a ver com o governo Lula”. “A tomada de três pinos no Brasil é uma necessidade, por conta da segurança elétrica, para que os riscos de choque elétrico e incêndios sejam minimizados, reduzidos e até eliminados. A norma sobre esse tipo de tomada não tem nenhuma conotação política, partidária ou ideológica”, diz. 

“Em [19]98 foi aceito pelo Inmetro a tomada como um padrão e foi dado o prazo de 10 anos até que o uso fosse obrigatório, para que o mercado, os consumidores e os fabricantes se preparam. Isso aconteceu durante o governo FHC, mas o prazo venceu durante o segundo governo do ex-presidente Lula e ele não teve absolutamente nada a ver com essa história”, dispara. 

Por quê o governo Bolsonaro quer acabar com a tomada de três pinos?

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Uma das bandeiras defendida pelo atual governo é o desejo de colocar um fim na obrigatoriedade de uma padrão de tomada. De acordo com Santos, uma revogação da medida não irá trazer “nenhum benefício pra sociedade”, já que a adoção de um padrão único não afetou de forma negativa a cadeia produtiva das tomadas, que teve dez anos para se adaptar à nova regra.  

Santos aponta que a o fim da obrigatoriedade teria zero impacto econômico e aponta para a única consequência que a medida poderia ter. “Se isso for feito [o fim da obrigatoriedade], as pessoas poderão encontrar pra vender tomadas de dois pinos, sem aterramento, e poderão optar por essa tomada por qualquer motivo que seja. Mas, a tomada de dois pinos não tem aterramento e, portanto, é menos segura, ocasionando maior risco de e acidentes e mortes por choque elétrico. Ou seja, uma medida deste tipo tem apenas uma consequência: ela vai aumentar a insegurança das instalações elétricas paulatinamente ao longo do tempo e, com isso, favorecer ocorrências de acidentes elétricos”, explica. 

Com a adoção de um padrão de tomadas exigido pelo Inmetro, a média anual de mortes por choque elétrico passou de 1.500 para 600. 

“Uma medida reversa só teria consequências negativas na segurança e na economia, porque aumentando a taxa de acidentes de choque elétrico isso tem custos para a sociedade e um custo incalculável para as famílias das pessoas que vierem a falecer ou sofrer acidentes por conta disso. Além dos prejuízos financeiros no sistema de saúde e no sistema de trabalho, porque as pessoas vão perder horas de trabalho, equipamentos vão ser destruídos”, completa Santos. 

Em nota, o Inmetro afirma ao GGN que “a tomada do padrão brasileiro, instalada conforme as determinações das normas técnicas, garante a segurança do cidadão e das instalações pela utilização segura dos aparelhos elétricos e eletrônicos” e que, além da questão do aterramento, “o próprio design da tomada no padrão brasileiro evita o choque elétrico. O formato da tomada brasileira impede que um pino do plugue seja inserido e o outro pino energizado fique para fora, que ocasionaria, também, o choque elétrico”.

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38 comentários

  1. Já faz anos que está tudo normalizado, tomadas, plugues e aí o maníaco vem falar as groselhas de sempre para alegrar as hienas, nem parece que nesse momento não estamos atravessando a maior pandemia dos últimos 100 anos e 130 mil pessoas mortas. Em resumo, esse governo Bolsonaro é um governo para palhaços assassinos.

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  2. Correndo o risco de parecer idiota, vou expressar minha opinião sincera a respeito do assunto, acrescentando outros tantos, inexplicáveis para o consumidor ordinário:
    1- Não deixei de levar choques ou ter eletrodomésticos queimados com a tomada de 3 pontas. Muito pelo contrário. Há plugs que não encaixam nas tomadas comuns de 3 pontas e que exigem a compra de adaptadores pois que são fabricados com pontas maiores como medida de “segurança” . Exemplo: fogões elétricos, fritadeiras, entre outros, são os primeiros a queimarem uma das pontas na tomada inutilizando o fio do equipamento, obrigando a troca total e compra de novo adaptador.
    2- Nenhuma empresa nacional estava preparada para exigência imediata de adaptação das tomadas, tampouco as nossas empresas de equipamentos eletrônicos, de modo que não há como não suspeitar de lobby.
    Quero trazer à baila também, outro assunto de segurança que parece seguir o mesmo caminho, o de lesão ao consumidor: o preço do álcool e a sua inexplicável diminuição de grau.
    Antigamente, todo o álcool vendido ao consumidor variava de 96 a 92º(G.L.), e as pessoas chegavam ao cúmulo de usar espiriteiras dentro de barracos de madeira para cozinhar. Acidentes aconteciam e pessoas morriam.
    Em vez de tirá-las dos barracos, culpamos o álcool, e com o passar do tempo, o álcool 92º, passou a 46º com o preço de 92º, tendo a indústria majorado em 100% o preço do produto, na cara dura e sob “os auspícios da lei” sem que o consumidor dissesse um ai.
    Agora o “perigoso” álcool 70º é o mínimo indicado para a desinfecção, é fabricado em gel e também disponível (por enquanto) em líquido, com o preço nas alturas, em detrimento da boa fé do consumidor, enquanto os usineiros exultam. Logo teremos de novo a nova água alcoolizada em nome da segurança, e o número de acidentes não terá diminuição significativa.
    Assim acontece com a obrigatoriedade do gás de rua e a proibição de se manter o gás de cozinha, tanto quanto a vela seria proibida a quem tivesse um bico de luz elétrica.
    É sim, lobby, tudo em nome do lucro e assim como o saco de leite, o parafuso de fenda philips e sua respectiva chave, bem como o pino de três pontas, são invenções cujos mentores deveriam levar algumas chibatadas em praça pública.

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    • se o pino do aparelho que se quer ligar é mais grosso (20A) que o buraco da tomada, a instalação (10A) não suporta o aparelho. Já é um aviso de que usar adaptador vai causar acidente ou dano ao aparelho. Tem que arrumar a instalação.

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    • Item 1) – “Há plugs que não encaixam nas tomadas comuns de 3 pontas e que exigem a compra de adaptadores pois que são fabricados com pontas maiores como medida de “segurança” . Exemplo: fogões elétricos, fritadeiras, entre outros, são os primeiros a queimarem uma das pontas na tomada inutilizando o fio do equipamento, obrigando a troca total e compra de novo adaptador.” Para sua informação, esse sistema de 3 pinos tem a ver com a amperagem! Toda tomada para ser usada com equipamentos motorizados ou de aquecimento são para 20 amperes; os demais são para 10 amperes! Desculpe-me, mas vc falou besteira!

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    • “Nenhuma empresa nacional estava preparada para exigência IMEDIATA de adaptação”.
      Será que li errado? Não tiveram 10 anos para se adaptarem?

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    • No item 1 me pergunto onde você compra aparelhos que precisam de adaptadores, pois TODOS os equipamentos vendidos no Brasil há mais de 15 anos devem, obrigatoriamente, usar os plugs padronizados. Até produtos do AliBaba vem com estes plugs.
      Se o plug tem pinos grossos (20A) que não entram em sua tomada (10A), você não deve usar um adaptador! Deve chamar um profissional para trocar a tomada e, principalmente, verificar se sua fiação está adequada para esta corrente maior.
      Fechando o item, se você está tomando choques em seus equipamentos, sua instalações elétrica é completamente inadequada e extremamente perigosa! Deve ser revisada por um profissional com urgência!

      Já no item 2 você errou feio….
      Leia a entrevista, mas não acredite nela, pesquise, antes de fazer afirmações peremptórias, sem embasamento fático.
      O padrão adotado foi discutido pelos profissionais da área e pela indústria por uma década (desde o Sarney) e a indústria e o comércio tiveram mais outros 10 anos para se adaptar (de o FHC2 a Lula2) e estes prazos venceram há mais de 10 anos.
      Ou seja, reiterando, a indústria e o comércio tiveram mais de 10 anos para se adequar.

      Agora, 30 anos depois do começo deste processo, querem invalidá-lo com base em “achologia”?

      No final, você confunde tomadas de 3 pinos com o padrão IEC. Note que quase todos os padrões (França, Alemanha, Reino Unido e EUA, p. ex.) usam tomadas com 3 pinos. O pino de aterramento é essencial para garantir a segurança dos usuários.
      Deveriam levar chibatadas os curiosos que fazem instalações fora de normas e gambiarras, colocando em risco a vida dos usuários e também aqueles que acham isso normal.

      Por fim, você tem alguma fonte para embasar suas opiniões (além de Cabeça, Minha Própria ou ainda Arial 12)?

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    • AMORAIZA meu caro. Quanta besteira num texto só, vai postar essas bobagens em outro lugar, me desculpe porém tudo que disseste é produto da tua ignorância sobre o assunto. Pare com o achismo, porque neste local não tem idiotas.

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    • Estou muito satisfeito com a instalação elétrica da minha casa. Ela foi construída seguindo os padrões de segurança normatizado. Todas as tomadas são de 3 pinos, e o aterramento com barra de cobre de mais de 3 metros. Já moro nela a mais de 8 anos, e nunca ninguém levou choque conectando tomadas. Aparelhos com tomadas fora da norma estabelecida são produzidos em outros países, e vendidos no comercio interno. E aí é que está o erro.

  3. No mundo todo se usa o terceiro pino. O Brasil na verdade estava atrasadissimo na adoção do padrão, e de quebra escolheu um dos melhores desenhos de tomada do mundo, o suico. O americano e uma droga, o inglês é pavoroso, o alemão chega a assustar as crianças.

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  4. o melhor padrão seria aquele já existente no Brasil, semelhante ao modelo dos computadores ( duas aberturas chatas e uma semicircular para aterramento) , porém a tomada ideal teria também duas fendas circulares, dessa forma atendendo a todo tipo de plugue : dois redondos, dois chatos e mais o aterramento.
    Só precisaria fazer o modelo com afundamento, e todo mundo ficaria feliz.

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    • Essa tomada que você citou á a padrão NEMA, tipo 15 (norma estadunidense). Este tipo de tomada era usado no Brasil pela influência de equipamentos importados dos EUA. Pesquise, além do tipo 15 há quase uma dúzia de tipos de tomada nos EUA. Deveríamos adotá-los?
      Os modelos “universais” – que aceitavam pinos IEC e NEMA – eram gambiarras, que não conseguiam assegurar um bom contato a longo prazo.
      O padrão adotado é baseado em norma IEC, foi discutido pelos profissionais da área e pela indústria por uma década e a indústria teve mais outros 10 anos para se adaptar.
      Agora, 30 anos depois do começo deste processo, querem invalidá-lo com base em “achologia”?

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  5. Uma detalhe sobre as tomadas. Quando por ventura o equipamento é de maior potência, a tomada macho tem os pinos com diâmetro um pouco maior. Quem mora em residência antiga, compra o adaptador e descobre que o pino não entra no adaptador, e torce para encontrar no mercado um que se adapte.
    90% (100?) das novas construções os pinos fêmeas são de com diâmetro estreito, o que força, novamente, o indivíduo sair e comprar um adaptador. Agora, qual o problema de se estabelecer como padrão o pino mais largo? Ou alguém acha que vai se refazer as instalações elétricas por causa de algum equipamento mais potente?
    Resumindo: os caras foram toscos.

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  6. Pior são algumas idiotisses cometidas.

    Tem o pino de 6mm e o de 8mm sendo esse ultimo para eletrodomésticos que consomem até 20A. O problema é que está proibida a comercialização de adaptadores de 6mm macho pra 8 mm femea o que é correto.

    Ai você instada uma tomada de 8mm e tudo fica bem, ná? Né não. Também esta proibida a comercialização de adaptadores de 8mm macho para 6mm femea o que é um contrasenso pois nenhum risco eletrico ao se inserir um eletrodomástico de baixo consumo num pino qua aguenta até 8mm.

    Única solução. Colocar, ao inves de 1 tomada, 2 tomadas na cozinha em cada espelho.

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    • As tomadas de 20A aceitam tanto plugs de 20A (grossos) quanto os de 10A (finos).
      Não há necessidade desse adaptador que você citou.
      Para instalar uma tomada de 20A, a fiação deve suportar esta corrente, o que nem sempre ocorre.
      Assim, numa casa antiga, as tomadas devem ser trocadas por profissional capacitado, para determinar se basta uma simples troca ou se é necessária a troca da fiação.
      (lembrando, ainda, que a vida útil de um cabo elétrico é de 20-25 anos, pela deterioração da isolação de pvc, sendo recomendada sua substituição)

    • A padronização veio justamente para eliminar qualquer tipo de adaptador, pois este é um risco por si só. Se o plugue de seu aparelho não entrar na tomada é porque ele consome mais de 10A e por isso veio com pinos mais grossos (20A) e a tomada na parede é de apenas 10A (mais fina). É preciso então revisar a instalação daquele ponto para suportar a corrente mais alta (fio disjuntor e tomada). Incêndios acontecem por causas disso, aparelhos de alta corrente como fornos elétricos sendo plugados em tomadas projetadas para servirem a liquidificadores e batedeiras de baixo consumo.
      A tomada de 20A aceita também os plugs de 10A (mais finos), o inverso é que não entra.

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    • Você está equivocado!
      As tomadas de 20A aceitam tanto plugs de 20A quanto de 10A.
      Já as tomadas de 10A aceitam apenas plugs de 10A.
      Caso seja necessária, a troca de tomadas deve ser feita por profissional capacitado, que deverá verificar se a fiação suporta as novas correntes exigidas.

      • Não estou. Fica frouxo. Com o tempo começa a dar mal contado e esquentar porque está faiscando.

        Se fosse indiferente era só comercializar tomadas de 8mm para qualquer tipo de pino.

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        • Pare de citar números errados: a tomada de 10A tem pinos de 4,0mm e a de 20A tem pinos de 4,8mm.

          E deixa eu entender, um grupo de engenheiros de universidades e indústrias define um padrão, diversos grupos de projeto nas indústrias projetam tomadas conforme este padrão, mas todos são uns incompetentes, segundo Li de Brusque, incapazes de projetar tomadas que tenham uma vida útil razoável.

          E fechando, não, não se pode comercializar somente tomadas de 4,8mm (20A) pois nem todas as instalações tem fiação que suporta esta corrente e nem todos os pontos de consumo necessitam de tomadas de 20A (em geral somente os de cozinhas e banheiros, onde são usados fornos, secadores e congêneres).

          Eu não sou médico, portanto não questiono a dosagem de antibiótico que ele me prescreve.

          Você tem o conhecimento técnico para discutir o dimensionamento e especificação dos materiais de uma instalação elétrica? Ou é só formação em achologia pela universidade whatsapp?

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  7. Segundo alguns comentários, basta trocar o pino fêmea para o macho mais grosso ser introduzido. Pois é meus caros, potência dissipada vem com o quadrado da corrente,pelo visto, foda-se se a fiação foi planejada para tal. Sinto, não é tão simples. Como sei como é em minha casa, encaro.
    Quando o crédito começou a ficar acessível, primeira coisa que classe média e remediada fez no Rio foi comprar as condicionado. A fiação e fusíveis (atenção moçada, não havia desjuntor) não suportava. Solução, põe fusível maior. Dá para imaginar as consequências.

  8. Marco Aurélio Sprovieri, fonte única em que se baseia a a matéria da Época não é um “o executivo do setor elétrico”. Ele é um anti-petista profissional que usa sindicatos patronais como o SincoElétrico, a Fecomércio e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para tentar alavanca uma carreira política. É um caso curioso de liderança empresarial que se esforça para que o setor ele representa faça menos negócios. Uma espécie de Paulo Skaf da eletricidade.

    Segue um exemplo da atuação “empresarial” de Marco Aurélio Sprovieri entre tantos outros que podem ser encontrados na pagina da entidade presidida por ele:

    https://www.facebook.com/sincoeletrico/posts/965150233563065

  9. Marco Aurélio Sprovieri, fonte única em que se baseia a a matéria da Época não é um “o executivo do setor elétrico”. Ele é um anti-petista profissional que usa sindicatos patronais como o SincoElétrico, a Fecomércio e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para tentar alavanca uma carreira política. É um caso curioso de liderança empresarial que se esforça para que o setor ele representa faça menos negócios. Uma espécie de Paulo Skaf da eletricidade.

    Segue um exemplo da atuação “empresarial” de Marco Aurélio Sprovieri entre tantos outros que podem ser encontrados na pagina da entidade presidida por ele:

    https://www.facebook.com/sincoeletrico/posts/965150233563065

  10. Que maravilha, a tomada de três pinos mais uma vez vira polêmica. O ruim do GGN é não se poder mais postar imagens, posto que valem mais que as mil palavras que estamos desperdiçando nesse “imbroglio”.
    A todos os que me acusam de achismo posso oferecer de presente a minha fritadeira “air fry” da moda, devidamente danificada não obstante a peça adaptadora de calibre na tomada. Quanto ao meu fogão elétrico, um simples, de duas bocas, também usado na mesma tomada que danificou a minha fritadeira da moda, o adaptador foi-me gentilmente cedido pela loja que mo vendeu, a popular Lojas Mel (uma em cada bairro de São Paulo), e tanto em tomadas antigas de velhas construções como nas modernas, como a de onde moro agora, exige adaptação.
    Não posso desmentir os fatos, de maneira que só posso manter as afirmações, sejam quais forem as normas técnicas que estejam me apontando. Não me cabe, assim como a qualquer consumidor, perguntar ao construtor do meu barraco se a construção foi aterrada ou não, se eu posso ligar uma simples fritadeira sem queimar ou não, se tudo o mais do cotidiano vinha funcionando normalmente, especialmente se moro em prédio. Esses pormenores a gente só descobre depois que sobrevive de uma eletrocussão no chuveiro.
    Mantenho, portanto, tudo o que afirmei, inclusive sobre os saquinhos de leite e a manipulação dos alcoóis.
    Mantenho ainda com mais fervor a crença de que essa exigência de implantação da tomada de três pinos não passou de um grosso lobby que enriqueceu brutalmente as empresas de material elétrico.
    Como pessoa acumuladora que sou, tenho todo o tipo de adaptador e tipos de tomadas de vários países, nenhum é tão inconveniente quanto a tomada de três pinos que adotamos.
    As opiniões sobre ela são unânimes – ela é capaz de indignar 10 entre 10 brasileiros e não ser aceita como padrão internacional.
    https://super.abril.com.br/blog/oraculo/quem-inventou-a-tomada-de-tres-pinos/

    • Caro AMORAIZA. Também fui idiota como tu foste, comprei uma bosta dessa fritadeira e ela não funciona, é uma vida para fritar uma coxinha de galinha.
      Fui mais burro do que tu foste, pois sabendo termodinâmica (já até dei aula sobre o assunto) podia ter imaginado que não funcionaria pois o calor específico do ar é cinco vezes menor do que o óleo, logo ele não tem muita capacidade de transportar energia. Ou seja, sei a teoria e comprei por compulsão e burrice, logo não encha o saco com a tomada e doe para alguém esta tua fritadeira.

      • Esticando o assunto, vou lhe contar sobre a eletrocussão, as instalações, os eletricistas e os bons chuveiros.
        Certa feita, há mais ou menos 8 anos, aluguei uma kit por um ano no centro da cidade. Prédio antigo, instalações antiquadas, embora tivesse manutenção e empregado da administradora para os prédios do proprietário.
        Antes de me mudar, resolvi, saindo da rotina, comprar o melhor chuveiro para instalar no dito apto., pois que sempre comprei do mais barato coroninha.
        Instalei, me mudei, dei uma olhada antes nos disjuntores e segui a vida. Notei que o registro da torneira do chuveiro não estava segurando. Pedi pra trocar a borrachinha mas em breve tempo ela se gastou. Estava eu, numa tarde, enchendo uma bacia de água aproveitando a água quente do chuveiro, e percebi que o chuveiro estava esquentando demais. Tentei fechar a torneira e ela diminuiu o fluxo mas não fechou, deixando água mínima que ferveu, superaqueceu o chuveiro, que explodiu e passou a corrente diretamente por mim através da torneira, paralisando o meu braço e quebrando-me um dedo, como constatei depois.
        Seria de se esperar que quando do superaquecimento a resistência se queimasse e o chuveiro desligasse ou que o disjuntor caisse. Não foi o que aconteceu, a resistência do chuveiro superaqueceu mas não queimou, o chuveiro simplesmente explodiu. Botei meu braço na água quente até ele dar sinal de vida, me mandei para o pronto socorro, engessei o dedo e mais tarde o eletricista apareceu, não explicou por que o disjuntor não desligou e nem porque a torneira do chuveiro não fechava. Ele apenas trocou a torneira, o que já deveria ter sido feito quando me entregaram o apartamento e instalou um chuveiro vagabundo, sob o qual nunca mais tomei banho. Banho ali, só de canequinha.
        Então, meu caro, na casa dos outros não se coloca disjuntor DR, instala-se chuveiro bem baratinho, que na temperatura verão já queima a resistência. É mais seguro.

    • Caro AMORAIZA. Também fui idiota como tu foste, comprei uma bosta dessa fritadeira e ela não funciona, é uma vida para fritar uma coxinha de galinha.
      Fui mais burro do que tu foste, pois sabendo termodinâmica (já até dei aula sobre o assunto) podia ter imaginado que não funcionaria pois o calor específico do ar é cinco vezes menor do que o óleo, logo ele não tem muita capacidade de transportar energia. Ou seja, sei a teoria e comprei por compulsão e burrice, logo não encha o saco com a tomada e doe para alguém esta tua fritadeira.
      Quanto a eletrocussão compre um disjuntor DR que simplesmente em centésimos de segundos desliga quando tomas um choque.

      • Sabe o que é, Rogério, estamos aqui discutindo política quando deveríamos estar discutindo direito do consumidor.
        O “x” da questão é a eventual permissão de lobby das indústrias (e comércio) de material elétrico durante o governo do PT, que por acaso não aconteceu no governo de FHC.
        Mas, meu caro, esquecemo-nos de que vivemos num regime capitalista e que o capital não tem partido, não tem lei, não tem misericórdia e não contempla direitos além dos que lhe interessem. O capital escolhe, permite e financia o poder, de maneira que não importa quem tenha cedido ao lobby, ele houve e continuará havendo.
        Sobre as fritadeiras, ora, as fritadeiras, o problema é a tomada de três pontas, que é um saco, e que para meu terror, os profissionais da construção arrancam o terceiro pino sem constrangimento e mantém suas furadeiras e demais acessórios de trabalho funcionando em qualquer tomada, nova ou velha, adaptada ou não, como se nada tivesse acontecido.
        Fiz o mesmo, e não é que dá certo?
        Cansei de levar prejuízo.
        Ainda assim, volta e meia tenho que trocar as réguas e benjamins porque além de 3 pinos, a ditas ainda são fundas e as fontes não encaixam.
        Veja você que estou escrevendo pra você diante da tv, onde está ligado o meu pc, o dvd, e o aparelho da net. Para esses três últimos teremos que contar com 4 tomadas, pois só uma das fontes toma dois lugares, os demais ficam encaixados nos furos se a extensão ( o grande “benjamim”) não for de capinha. É claro que uso três extensões(com fusíveis) dessas no rack bancada e mais duas tomadas de parede para evitar sobrecarga, pois tenho outros aparelhos para ligar, e não fosse assim, não estaria assistindo tv enquanto trabalho e me comunico.
        Tenho 3 scanners, que preciso utilizar no meu outro computador, fora a impressora, e cada um deles tem um padrão diferente MAS que as antigas tomadas aceitavam. Agora, nas extensões novas, tenho que colocar adaptadores se quiser ligar todos os meus aparelhos.
        Como já disse, só ilustrando a desordem que essa simples exigência veio trazer ao nosso dia a dia.
        Abrs.

        • A “gentil loja”que lhe cedeu um adaptador colocou sua casa e sua vida em risco !!!!

          Estes adaptadores para ligar pinos de 20A em tomadas de 10A são proibidos de serem fabricados e comercializados.
          Sendo proibidos, são fabricados clandestinamente por empresas de fundo de quintal, sem nenhuma qualidade (chegam a usar chapas de lata no lugar de lâminas de latão).
          Ou seja, dão mau contato, gerando superaquecimento que danifica o próprio adaptador, o plug de seu aparelho e a tomada em sua parede.

          A “gentil loja” deveria ter recomendado que você fizesse uma revisão de sua instalação elétrica, trocando tomadas e se necessário fiação e disjuntores.

          Sobre esses scanners, você deve ter trazido de muamba na mala, pois de 10 anos para cá, qualquer aparelho (até chines comprado na 25 ou no ALiexpress) vem com plug ABNT. Deixe de teorias de conspiração e faça as coisas do jeito certo: troque os cabos de força destes scanners (coisa de R$10-15… cada)

          Sobre furadeiras, carregadores de celular e outros aparelhos, observe que eles tem um símbolo de 2 quadrados um dentro do outro, indicando que tem dupla isolação e não podem ter o terceiro pino no plug (a segurança fica assegurada pela isolação reforçada). Assim, pedreiros, encanadores e eletricistas não arrancam o terceiro pino das tomadas de suas furadeiras e outras ferramentas elétricas.

          De novo, reitero, se não entende da área, procure uma pessoa de sua confiança que entenda, para não ficar propagando fake-news e colocando a sua vida e de seus familiares em risco.

          Mas, um aviso: cortando os pinos de aterramento de seus aparelhos e desligando o fio terra de seu chuveiro, você está concorrendo a uma viagem grátis para o céu (ou inferno, sei lá). Boa viagem no seu próximo banho!

          • Renato, agradeço muito suas “admoestações” mas quem vive a minha realidade sou eu. Se estivéssemos ilustrando o que está sendo falado as opiniões seriam bem mais aproveitáveis.
            Quanto aos meus aparelhos, todos de marca, e comprados por recomendação da OAB, posso responder que tanto scanners como impressoras e copiadoras, bem como notebooks, entre outras bugigangas fazem a diferença de suas marcas justamente por essas particularidades. Não há uniformização, e se a diferença não é no plug, é no contato com o aparelho. E, como lhe digo, esse não é assunto que se discuta com calores políticos, é assunto de consumo que tem interferência política.
            A propósito, o adaptador ao qual você se refere é rígido, de boa qualidade, e tem me servido nas ocasiões necessárias há muito tempo.
            Convido-o a reler o que falei sobre fios terra, aparelhos elétricos e terceiro pino de tomadas.
            São assuntos e circunstâncias diferentes, locais e épocas diferentes e, sinceramente, ou você não entendeu nada do que eu disse ou você não faz nada em casa. Talvez nem mesmo dê a descarga.
            Abraços.

        • Seus textos sobre este assunto condizem apenas com seu mundo interior, mostrando total desconhecimento sobre eletricidade.

          As informações que aqui passei são frutos de décadas de atuação em Engenharia Elétrica e da análise de normas e literatura técnica, e são complementares às informações do entrevistado.

          Se eu der uma opinião ridícula sobre uma liminar, citando como fonte “CABEÇA, MINHA PRÓPRIA”, você certamente irá reduzir meu texto a pó de traque. Mas, usando uma expressão da moda, aqui é meu lugar de fala!

          Há pelo menos uma década, nenhum, repito NENHUM, equipamento pode ser vendido no Brasil com plugues incompatíveis com o padrão atual!!!!
          Portanto, ou você trouxe seus scanners na mala ou a OAB está recomendando aparelhos contrabandeados ou você está usando equipamentos obsoletos ou você está inventando.

          E sobre sua última frase, é típica de quem não tem argumentos e parte para ofensa pessoal.

          Boa sorte com sua casa perigosa!

          • Seu argumento é aceitável para os engenheiros tanto quanto os meus o seriam para advogados se estivéssemos cada qual na sua área.
            Quem faz as leis não é o mesmo que as aplica, mas pode ser aquele que delas abusa, se beneficia ou as descumpre.
            O mesmo se dirá da engenharia. Pouco se me dá se o seu aparato está nessa ou naquela norma, o que eu quero é praticidade e aproveitamento.
            Quem faz a estrada não é o mesmo que transita por ela, tampouco aquele que projeta o transporte público tem o dissabor de viajar nele. As profissões e os ofícios estão sempre a serviço de algum interesse.
            Se você sempre viveu no mesmo lugar, na mesma casa, trocando tudo o que tem pelo que acha mais moderno, se você se rende à obsolescência, respeito, é o seu mundo particular. O que não se pode confundir é mundo particular com mundo interior.
            Mundo interior não tem tomada e o meu dia a dia não é “mundo particular”, é o quotidiano das pessoas que trabalham e cuidam de si mesmas, e que são muitas.
            Outrossim, lamento se o fato de eu perceber que você sequer dar descarga na sua casa possa tê-lo ofendido.
            Ser folgado não é ofensa, é privilégio.
            Você, como não precisa lidar com inconvenientes, pode muito bem desconhece-los, só não pode desmentir os inconvenientes que não enfrentou.
            A propósito, se você conseguir pra mim baratinho do Paraguai aparelhos melhores que , scanners da HP, da Kodak (este com 5 anos de garantia, impressoras HP, Cannon, para eu “me atualizar”, vou pensar em trocar os meus aparelhos, que são da mesma marca e com a mesma obsolescência planejada.
            Tenha um bom dia!

        • Repito, veja se entende: é proibido fabricar, importar e comercializar equipamentos com plugues fora do padrão ABNT.

          Você está afirmou que a HP e e Kodak estão violando este dispositivo legal.

          Bom, ou você tem síndrome de Munchausen ou é um advogado que não consegue usar o CDC em seu próprio interesse (o que diz muito sobre você).

          Em qualquer dos casos, adeus. Discutir com terrraplanista é perda de tempo.

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          • Onde se lê “tem síndrome de Munchausen” leia-se “é descendente de Munchausen”.
            (síndrome é uma doença psiquiátrica)

          • Você pode até se achar um bom engenheiro, mas para interpretar um texto, valha-me deus!
            Acho que o problema é situar a realidade de cada um. A sua é estática, a minha é dinâmica. Enquanto você ainda mora na casa em que nasceu, eu me mudo a cada dois anos, em média. Você pode saber do que está falando enquanto exigência técnica, eu sei do que estou falando enquanto vivência.
            E se, realmente, da discussão nasce a luz, também dela pode nascer a treva e, antes que resvalemos para o perigoso terreno da agressão verbal, onde, aliás você já está patinando, vamos encerrar por aqui.
            Desejo-lhe bom sono para que você acorde de bom humor e consiga raciocinar melhor. A privação do sono dificulta o entendimento das coisas.

      • Rogério, algumas observações técnicas.

        A NBR-5410 considera como proteção principal a isolação (ou afastamento) e como secundária o aterramento (ou mais tecnicamente eqüipotencialização). O DR é, pela NBR-5410, uma proteção subsidiária, adicional às demais.

        Por fim, instalar um DR corretamente exige, além de conhecimento técnico do eletricista, uma instalação com isolação e aterramento adequados (e tomadas 3 pinos, seja lá qual modelo…)

        • Renato, não entendeste o meu objetivo principal, para o AMORAIZA instalar um DR ele necessariamente precisa verificar toda a sua instalação, que pelo visto está um verdadeiro bordel, pois se não verificar o DR não arma.E tem mais, nenhum “elitricista” picareta nem aceitará fazer o serviço, pois ele sabe que se houver alguma fuga o DR não arma. Mas se ele já levou um choque nessas máquinas de eletrocussão, que são os chuveiros elétricos, ele deve estar ressabiado, se ele não fizer isso em breve receberemos uma nota fúnebre dele ou de alguém da família (espero que pelo menos que não seja de um familiar) inclusive acho que chuveiro elétrico, algo que só é permitido talvez em poucos países do mundo além do Brasil, deveria ser proibido no país pois provoca muitas mortes por ano no nosso país e os nossos colegas engenheiros elétricos insistem em não fazer campanha contra esse equipamento absurdo no nosso país.

          • Aê, Rogério, vamos reler as narrativas, veja a época, a circunstâncias e a atualidade.
            Faz muito tempo que sofri o acidente do chuveiro, acho que foi em 2012. Veja que aluguei aquele apto. por apenas um ano, pois morava no litoral e precisava manter um pé na capital.
            Hoje não moro mais lá, o apto. onde moro é bem servido e as instalações seguem as normas da ABNT inclusive quanto a instalações de ar condicionado, que não uso, o que não me livra dos perrengues que cansei de descrever. Se eu quiser ter o serviço da net, por exemplo, vou ter que aceitar os modems deles, que andam de casa em casa e têm as fontes fora de padrão. Se eu quiser utilizar meus eletrodomésticos antigos, vou ter que adapta-los, que não vou jogar nada fora por causa de uma tomada. Acho que para alguns é difícil entender porque são coisas que as pessoas técnicas já têm pré determinadas. Se estivéssemos numa plataforma mais ampla, tipo zap, email ou a antiga ggn, era só eu fotografar e mandar. Não haveria qualquer mal entendido.
            Mas, é isso, o assunto rendeu, a gente, enquanto consumidor tem muito o que reclamar, e em vez de lava jato o ministério público deveria fazer uma força-tarefa na defesa do consumidor entretanto, com exceção de alguns poucos mortais, membros do MP, juízes e políticos em geral, não viajam em transporte público, não fazem tarefas domésticas, não andam a pé, não veem pessoas, trocam de automóvel, de eletro-eletrônicos e de informática todos os anos e sempre tem quem faça por eles as tarefas mais comezinhas. Não dá pra reparar, portanto, nas aflições do povo.
            Não fosse a preguiça eu faria uma tese sobre obsolescência planejada, consumismo, abuso de poder econômico e dano ao consumidor.
            Não fosse o cansaço, e a defenderia numa ação coletiva, como tantas outras e ficaria esperando a até a peruca do Fux ficar branca.
            Abraços.

  11. Kkkkkkkk, o nível dos comentarios e resposta ao AMORAIZA foi dos melhores, nem vou me dar ao trabalho de responder também. O Maestri disse tudo e mais um pouco.

  12. + comentários

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