Bolsonaro, o predador, por Francisco Celso Calmon

O Brasil está mais pobre, o patrimônio nacional foi alienado a preços vis e nas barbas dos que se dizem ou se acham nacionalistas.

Bolsonaro, o predador

por Francisco Celso Calmon

A elite do poder dominante é desprovida de ética, pudor, bom senso, compromisso com a história e com o devir do país.

Bolsonaro e o bolsonarismo resumem tudo o que é atrasado e já foi excomungado pela história universal.

A maneira de governar do presidente genocida e prevaricador é a de atrito permanente com os poderes e instituições da República. Provocar o temor, medo, e ameaçar com o pior, são características do estilo presidencial. O ministro Paulo Guedes é a sua encarnação na economia.

Mesmo com todas as reformas neoliberais primitivas que fizeram, não trouxeram benefício ao povo e ao país.

Se a bolsa de valores expressa os “sentimentos” dos agentes do capital financeiro, podemos afirmar que a política bolsonarista não está transmitindo segurança há algum tempo, fazendo muitas marolas de volatilidade e tornando o investimento muito arriscado e pouco atraente.

O Brasil está mais pobre, o patrimônio nacional foi alienado a preços vis e nas barbas dos que se dizem ou se acham nacionalistas.

Mais de 120 milhões de brasileiros, segundo estimativas não oficiais, estão entre a pobreza e a miséria; entre desempregados, desalentados e subocupados são assustadores os números de aproximadamente 60 milhões; inflação em alta atingindo os mais pobres; o PIB cresce pifiamente sem minorar a vida dos mais necessitados, e o auxílio das migalhas federais (período sim, período não) serve para prolongar o estado letal, para um dia não comer e no outro comer um pouco, bem ao estilo sádico do nazifascismo instalado no governo central. 

Florestas queimadas, terras indígenas invadidas e reduzidas, política ambiental predatória, um pária internacional, sem o devido respeito do concerto das nações; a marca Brasil, termômetro para auferir investimentos, caiu dez posições apenas entre 2019 e 2020.

O país está sempre sob o fio da navalha ou com a sensação de.

O presidente e responsável pela realidade traumática do país não sofrendo punição pelo impeachment ou pela cassação da chapa pelo TSE, será um parâmetro do que pode ocorrer novamente no futuro do Brasil.

Como assinalou Engels: o elemento determinante final na história, é a produção e reprodução da vida real.

A elite do poder dominante não admite perder privilégios e menos ainda adequar a sua ideologia escravocrata à modernidade capitalista, muito aquém ainda de se espelhar na social democracia, ou seja: no Estado do bem-estar social.

O capitalismo de desastre vigente ainda trará muitos maléficos à nossa sociedade.  

Para o Brasil entrar nos trilhos da civilidade da distribuição de renda, da soberania popular e nacional, será necessário, imprescindível, além de eleger o Lula, com terceira via e tudo mais, eleger um Congresso democrático, livre, pelo menos, das parcelas nazifascistas. Os arranjos estaduais deverão visar o resultado eleitoral de senadores, principalmente, e de deputados federais.

Nesta terça feira, 21, o representante do Brasil fará a tradicional abertura da Assembleia da ONU, e por maior que seja o contorcionismo do discurso do presidente predador, os efeitos serão desgastantes, pois sua palavra perdeu toda e qualquer credibilidade, e se mantiver o discurso alinhado ao seu viés ideológico, os efeitos serão mais negativos.

Na véspera, segunda feira, dia 20, a foto nos jornais do Brasil e do exterior é a do predador e equipe comendo pizza na rua de Nova Iorque, por não ser permitido comer no restaurante do Hotel sem estar vacinado, sendo que para piorar um dos membros da delegação brasileira testou positivo. E o atestado pedido é da vacina contra a covid-19, não foi a antirrábica. 

Vexaminoso para a imagem do Brasil. E a elite ri, com o traidor e prestidigitador Temer, apesar da situação tragicamente escatológica, como as hienas.

Mas o povo degrau a degrau está se indignando. Como disse Paulo Freire em uma de suas últimas entrevistas: “É PRECISO BRIGAR PARA QUE SE OBTENHA O MÍNIMO DE TRANSFORMAÇÃO!”

Francisco Celso Calmon, coordenador do canal pororoca e ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça

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