#ChacinadoJacarezinho: queremos respostas do governador Cláudio Castro e do STF

A Rede de observatórios denuncia a barbárie, manifesta seu repúdio à continuidade e à escalada de letalidade das ações policiais no RJ em plena vigência da determinação do STF de controle das operações policiais na pandemia.

Reprodução G1

da Rede de Observatórios da Segurança

#ChacinadoJacarezinho: queremos respostas do governador Cláudio Castro e do STF

Nunca presenciamos ações tão chocantes quanto as ocorridas na favela do Jacarezinho durante a manhã desta quinta-feira, 06 de maio, que ficará marcada como o instante do massacre. Foram ao menos 25 mortos, na operação policial mais sangrenta da história do Rio de Janeiro e a segunda maior chacina do estado – ficando atrás apenas da chacina da Baixada que registrou 29 mortos e que foi praticada por grupo de extermínio. 

Hoje, moradores tiveram suas casas transformadas em locais de tortura onde pessoas foram executadas. Homens já rendidos levaram tiros a queima roupa. Quem saia de casa encontrava corpos pelas ruas. Um menino foi executado e colocado sentado numa cadeira de plástico no meio da rua, com o dedo na boca, em uma pose de chacota para que todos pudessem ver. Parte das ações foram filmadas e circulam nas redes sociais. 

O que assistimos hoje é na verdade uma escalada da letalidade nas ações policiais no Rio de Janeiro: a Rede de Observatórios registrou 19 chacinas policiais no primeiro trimestre do ano, com 71 mortos. Em 2020, foram 9 chacinas e 31 mortos no mesmo período. O primeiro trimestre de 2021 já é o mais letal em termos de mortes decorrentes de toda a série histórica. Pelos dados oficiais de março publicados pelo Instituto de Segurança Pública, são mais de cinco pessoas mortas pela polícia diariamente. 

A Rede de observatórios denuncia a barbárie, manifesta seu repúdio à continuidade e à escalada de letalidade das ações policiais no RJ em plena vigência da determinação do STF de controle das operações policiais na pandemia. Também prestamos solidariedade a todas as mães que choram pelos seus filhos. 

A ação aconteceu há 17 dias da audiência pública para mostrar ao STF a anatomia da violência policial no RJ. O governador Cláudio Castro, que oficialmente ocupa o cargo há cinco dias, desafia o STF e as polícias do estado entram na favela para demonstrar poder. Até quando vamos fingir que isso é democracia? 

Queremos respostas do governador Cláudio Castro! 

Queremos respostas do STF!

Rede de Observatórios da Segurança

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