Da omissão covarde das Forças Armadas, Mídia e Judiciário em relação a Bolsonaro e Pazzuelo…, por Eduardo Ramos

Nossas Forças armadas são pródigas em "auto-elogios", outro dia um dos generais falou várias vezes na TV em uma pretensa "honra verde-oliva".

Da omissão covarde das Forças Armadas, Mídia e Judiciário em relação a Bolsonaro e Pazzuelo…

por Eduardo Ramos

Há uma expressão que me acompanha desde a adolescência, que aprendi com um missionário em uma pregação sobre ética e justiça que nunca esqueci. Ele usou a expressão “Lealdade injusta”, que significava falas ou ações de nossa parte, querendo expressar lealdade a alguém, mesmo quando a pessoa ou grupo a quem estaríamos sendo leais, fossem um gesto injusto, um gesto que aplaudisse o que é perverso e produzisse o mal entre os homens. Achei lindo o conceito. E a vida me ensinou que OMISSÕES podem fazer parte dessa “lealdade injusta” – que, no Brasil, poderíamos acrescentar “…injusta e perversa!”

Nossas Forças armadas são pródigas em “auto-elogios”, outro dia um dos generais falou várias vezes na TV em uma pretensa “honra verde-oliva”. Sem querer ser injusto ou agressivo, eu gostaria de perguntar aos senhores militares, onde estava escondida essa “honra”, quando permitem que uma presidente honesta, sem crime cometido, seja tirada da presidência por um conluio Golobo-Moro-MPF-STF e generais como Heleno e o Villas Boas…

Onde estava escondida essa “honra”, quando permitiram que um juiz psicopata se arrogasse o imperador do Brasil e comandasse uma operação nefasta, hedionda, com claros objetivos de perseguir e massacrar um partido político e seu líder maior, Lula, num atentado óbvio e canalha contra a nossa democracia?

Onde estava escondida essa “honra”, quando Sérgio Moro humilhou e prendeu sem provas um dos mais dignos e sérios militares desse país, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado por muitos o pai do programa nuclear brasileiro, numa “estranha coincidência”, logo após Moro ser recebido nos EUA por autoridades americanas ligadas ao programa nuclear daquele país….

Pois em vez de defender a HONRA do almirante, não é que nossos militares preferiram beijar abjetamente as mãos de seu carrasco, Sérgio Moro?

Ora, por muito menos descalabros, esses militares deram um golpe de Estado em 1964. Porque não gritaram agora, contra o golpe dado pela direita brasileira através de Moro, mídia e Judiciário?

Porque a “lealdade” desses senhores não é ao Brasil e ao povo brasileiro, é às oligarquias, é à sua ideologia de direita, preferem a lealdade injusta a um Moro, a um Bolsonaro, a um Pazzuelo, do que a HONRA VERDADEIRA DE SE PERFILAREM JUNTO À VERDADE E À JUSTIÇA. Por isso foi tão fácil a eles, largarem na estrada o almirante Othon e dar medalhas a Sérgio Moro.

Mídia e Judiciário não ficam atrás em sua vilania. O escárnio que representou as manifestações de Bolsonaro em plena pandemia, no Maranhão e no Rio, sem máscara, comandando como um pateta-tirânico, um GENOCIDA, aglomerações com milhares de pessoas, produzindo mais e mais mortes, é algo sem precedentes nos países civilizados mundo afora….

É, na verdade, um “tapa na cara da sociedade” e da própria CPI, é um “dane-se”, é um “seguirei fazendo o que eu quero….” – típico dos sociopatas que nutrem o mais doentio desprezo pela vida humana.

“Lealdade Injusta” é isso: esse conjunto de falas, ações E OMISSÕES, onde homens e instituições são leais não ao povo, não ao bem, não ao justo, não ao verdadeiro, mas leais ao torpe, ao vil, ao injusto, ao insano, ao perverso….

É a própria sociedade, se e quando se cansar de tantas humilhações e violências do ser bestial, da mídia que o acoberta (sim, reportagens açucaradas e insossas é acobertar o mal…), do Judiciário que se omite, que terá que assumir a responsabilidade por seu destino. Nada virá de militares, mídia, MPF e Judiciário. Covardia e lealdade injusta os dominam hoje.

Estamos ao “deus dará….”

(eduardo ramos)

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