Da triste perda de um artista genial, por Eduardo Ramos

Vá com Deus, Paulo Gustavo, obrigado por nos conceder seu talento, seu humor, para momentos impagáveis de deleite, riso, alegria. Sem a arte, não somos humanos na dimensão que alcançamos pela presença dela em nossas vidas.

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Da triste perda de um artista genial

por Eduardo Ramos

Lembro que eu estava morando sozinho na época, separado, entre 2009 e 2012. Detestava ir a teatro ou cinema sem companhia, mas estava tão interessado em assistir ao espetáculo “Minha mãe é uma peça”, com o ator jovem que todos elogiavam enfaticamente, que venci a resistência e fui ao Teatro da Gávea conferir. Poucas vezes ri tanto na vida, poucas vezes saí de um Teatro com tanta certeza de ter visto um talento imenso, natural, genuíno…

Por isso a tristeza que me invade! Lembro de mim com 42 anos, já vivi 19 anos a mais, quantas coisas realizei, algumas delas, estão entre as mais extasiantes e marcantes da história da minha vida!

Paulo Gustavo não terá esse direito, não terá mais a estrada da VIDA para percorrer… Precoce demais, triste demais…

É chover no molhado afirmar que essa, como uma parte enorme das mortes de brasileiros, não pertencem à pandemia, mas ao modo como foi enfrentada (foi???) em nosso país, pelas mãos do PRESIDENTE GENOCIDA. Como são co-responsáveis todos os cínicos ou fanáticos que o apoiam. 

Vá com Deus, Paulo Gustavo, obrigado por nos conceder seu talento, seu humor, para momentos impagáveis de deleite, riso, alegria. Sem a arte, não somos humanos na dimensão que alcançamos pela presença dela em nossas vidas.

(eduardo ramos)

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