Hoje o céu estará em festa, lá se vai Nelson Sargento, por Eduardo Jones

Nelson se virava para sobreviver e manter sua família, cantando, compondo, pintando paredes e quadros naif.

Hoje o céu estará em festa, lá se vai Nelson Sargento, por Eduardo Jones

Conheci Nelson em 1982, na cantina do IAB, na Conde de Irajá, rua que eu e Gallotti também morávamos.

IAB era destino de músicos profissionais sempre depois de seus shows, e também abrigava nós músicos amadores amantes do samba e do choro.

Eram noites mágicas e de aprendizado musical.

Logo então, tive o prazer e tocar em shows de bolso que Nelson fazia em bares da zona Sul, além de Paulão 7C, Camilo no pandeiro e outros.

O horários desses shows não combinavam com o último ônibus que levaria Nelson a sua casa no Lote XV, em Duque de Caixas e por conta disso recebia Nelson para passar a noite em meu cafofo na Paulo Barreto.

Daí nasceu uma amizade e tive a honra de ser parceiro em dois sambas, que permanecem inéditos.

Nelson se virava para sobreviver e manter sua família, cantando, compondo, pintando paredes e quadros naif.

Por conta de sua arte de pintar, meu cafofo foi agraciado duas vezes, quando meu querido e saudoso amigo maestro Aécio Flávio disse que o rodapé deveria ser assinado como um quadro.

Hoje o céu estará em festa.
Todos cantaremos suas músicas.
E “Samba agoniza mas não morre’…

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