Ministério da Verdade: por que evitar a Rede Jovem Pan (e agregados) como fonte de informação política, por Saulo B. S. dos Santos

A Jovem Pan é um dos maiores grupos de comunicação defensora do governo Bolsonaro, não à toa, recebe verba publicitária que gira em torno de R$ 1 milhão e 400 mil.

Ministério da Verdade: por que evitar a Rede Jovem Pan (e agregados) como fonte de informação política

por Saulo Barbosa Santiago dos Santos

            É notório que Bolsonaro segue o fascismo da ditadura brasileira, provocando o caos, mentiras, conspirações e discórdia para se manter no poder. Para fugir de tanta desinformação a cerca deste governo é necessário buscarmos informações que ultrapassem as linhas algorítmicas da trindade Zuckerberg (whatsapp, instagram, facebook). É urgente termos demarcação informativa aquilo que nos interessamos e não pode ser diferente no que tange à política brasileira, caso contrário, continuaremos entre os seis países mais ignorantes do mundo, segundo o instituto Ipsos Mori. O objetivo deste texto é demonstrar que a rede Jovem Pan, e seus agregados, não é uma organização jornalística confiável para as pessoas se atualizarem dos acontecimentos que envolve o presidente Bolsonaro.

            A Jovem Pan é um dos maiores grupos de comunicação defensora do governo Bolsonaro, não à toa, recebe verba publicitária que gira em torno de R$ 1 milhão e 400 mil. Claro que ela não pode impor pensamentos, mas consegue manipular seus ouvintes a um caminho obscuro, afinal o governo não escoará tanto dinheiro em propaganda a fim de perder, ele precisa de retorno. Para isso, a emissora põe trabalhos tendenciosos e, muitas vezes, com ajuda do próprio governo, só basta lembrar da fatídica imagem da deputada Carla Zambelli fazendo as vezes de repórter segurando um microfone da Jovem Pan, no entanto, também não devemos esquecer do humilhante fato quando o jornalista Augusto Nunes, na falta de argumentação, agrediu fisicamente o jornalista Glenn Greenwald no programa Pânico da Jovem Pan.

            De acordo com a ONG “Artigo 19”, Bolsonaro contabiliza, até o dia 09 de setembro de 2021, cerca de 3851 declarações falsas ou destorcidas, no entanto, a Jovem Pan e seus agregados fazem questão de repeti-las sem, ao menos, tecer críticas às falas ou informar o grau de veracidade, parece que “passar pano” faz parte das regras da emissora. O leitor deve se perguntar, alguma emissora já desmentiu seus jornalistas? Já e aconteceu com o jornalista Alexandre Garcia, quando a rede de televisão cujo trabalha, CNN, rebateu, ao vivo, sua fala distorcida sobre a COVID-19. E se mesmo assim algum jornalista da Jovem Pan criticar contrariamente o presidente, que acontece? Direito à liberdade de expressão? Não. Independência jornalística? Não. Apenas é sumariamente demitido e sem direito à explicação, como foram os casos do professor Marco Antônio Villa e do humorista Marcelo Madureira.

            Não é coincidência também que o próprio Bolsonaro haja para alavancar audiência – por consequência o lucro – da sua emissora favorita, pois. ele já concedeu entrevistas exclusivas por mais de 150 vezes ao programa Pingos nos I’s, e não basta só entrevistas, diversas vezes nas lives do presidente uma caneca com a marca da Jovem Pan ficava bem distinta à mesa.

            Portanto, a Jovem Pan, juntamente com seus agregados como Augusto Nunes, Rodrigo Constantino e Guilherme Fiuza, mas também poderia acrescentar a rede Record e SBT, faz parte da mamata paga para se posicionar sempre a favor do governo. Ela é paga para distorcer notícias e entrevistar pessoas sem mérito em assuntos técnicos, é irrelevante sua credibilidade porque não buscam a antítese e muito menos os fatos, se olharmos um equivale literário, a Jovem Pan assemelha-se ao Ministério da Verdade da obra “1984” de George Orwell no governo de Bolsonaro. O melhor a fazer é pesquisar e buscar informações em fontes sérias, não adianta você somente ler o que quer, não estará ganhando conhecimento, mas sim, reforçando o que pensa que  sabe e nada mais além disso.


Saulo Barbosa Santiago dos Santos – Guarda Civil, Professor de filosofia e Autista

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