Reforma administrativa vai permitir universo de 1 milhão de indicados

O deputado Arthur Maia (DEM-BA), autor da proposta, disse que vai modificar este ponto do texto, mantendo separado cargos de chefia de cargos de comissão.

Foto: Marcelo Carlini/Sintrajufe/Divulgação

Jornal GGN – A reforma administrativa, caso venha a ser aprovada no modelo proposto, vai permitir que indicações políticas preencham cerca de 1 milhão de cargos nas três esferas. A afirmação é de Vinícius Leopoldino do Amaral, autor de estudo sobre a PEC 32/20.

Com as mudanças de regras para a livre nomeação, a corrupção será elevada a um outro nível pois cargos comissionados e funções gratificadas (reservado a servidores) se tornam novos cargos de liderança e assessoramento. Isso elimina a necessidade de concurso.

O deputado Arthur Maia (DEM-BA), autor da proposta, disse que vai modificar este ponto do texto, mantendo separado cargos de chefia de cargos de comissão.

Segundo Vinícius, se a PEC não for modificada, haveria um aumento expressivo no número de postos ocupados por pessoas sem vínculo com a administração pública. Por exemplo, no governo federal, o número de indicados saltaria de cerca de 6 mil cargos para 90.271 cargos de livre nomeação para comissão e funções de confiança.

O Ministério da Economia disse que a proposta não fala em indicações políticas e que regras mínimas garantirão acesso. Tais regras seriam definidas por lei e poderão ser mais rígidas que as atuais para preenchimento desses cargos.

O consultor entende que tal justificativa é frágil por não haver prazo para a regulamentação e nem garantia do conteúdo. O que ser faria é substituir uma regra constitucional por uma hipotética regulamentação futura, diz ele.

Com informações do jornal O Globo.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome