O caso dos pugilistas cubanos

Atualizado

Uma das críticas feitas ao Ministro Tarso Genro é a comparação com o que alguns leitores imaginam ter sido o caso dos boxeadores cubanos – que não teriam recebido o asilo solicitado. Está errado.

Lembrando:

1. Durante dias Ali Kamel, da Globo, testou a hipótese da tentativa de asilo solicitado e não obtido.

2. O jornal Extra, do próprio grupo Globo, levantou a história dos pugilistas. Foram enganados por um empresário europeu, passaram alguns dias em uma boa farra, enquanto aguardavam para fugir para a Europa e seguir carreira profissional. Até que se deram conta de que os empresários eram malandros.

3. Aí os pugilistas pegaram um táxi e se apresentaram (se não me engano) em uma delegacia, manifestando a intenção de voltar a Cuba. Com isso criaram um baita problema diplomático para o Brasil.

4. O erro de Tarso Genro foi o de ter providenciado a volta imediata desses pugilistas. Deveria tê-los detido por aqui, chamado a imprensa, para que eles próprios desfizessem o rolo que armaram. Mesmo por que outros atletas cubanos, durante o mesmo Panamericano, solicitaram asilo e conseguiram.

Todo esse material está disponível no Google e foi bastante analisado pelo Blog na época.

Do ombudsman da Folha

12/08/2007

Jornalismo nocauteado

(…) Na quarta, o editorial “Direitos nocauteados” afirmou que o governo “violou” a Constituição e o direito de asilo. Sobre a hipótese de “operação rotineira de repatriamento”, assestou: “Esse seria o caso de os atletas cubanos de fato desejarem voltar para seu país […]. As circunstâncias da deportação, entretanto, fazem dessa hipótese uma espécie de conto da carochinha”.

Prosseguiu: os desportistas “foram mantidos incomunicáveis”. Lamentou que eles não tiveram “contato com representantes de instituições independentes, como […] OAB, o Ministério Público […]”. “Se tais entrevistas tivessem ocorrido, ao menos não haveria dúvidas quanto à real disposição dos atletas de voltar”.

Até então o noticiário focara os depoimentos à PF, o bate-boca entre governistas e opositores e o simulacro jornalístico do “Granma”.

Uma admirável reportagem do jornal carioca “Extra” reconstituiu, na quinta, as quase duas semanas da farra em liberdade. Além de testemunhos sobre a fartura de picanha e pistoleiras, o jornal conversou com o salva-vidas e o pescador a quem os lutadores apelaram para chamar a polícia, a fim de regressar a Cuba.

Pelo que se sabe hoje, inexistiu pedido de asilo. Representantes da OAB e do Ministério Público estiveram com os estrangeiros e ouviram a vontade de “volver”.

Não é papel do ombudsman discutir o mérito de posições editoriais. É legítimo que o jornal as tenha e as divulgue. Nesse episódio, porém, pareceu haver opinião demais em contraste com informação de menos. E precipitação, ao conferir status de fato ao que era suposição. Desde a controversa “debandada”, o espaço opinativo aparentou influenciar o noticioso. (…)

Comentário

O contrato do ombudsman Marcelo Beraba não foi renovado pelo jornal, que acabou com as críticas diárias, sob o argumento de que eram utilizadas pela concorrência para atingir o jornal.

Por Antônio Mello, do Blog do Mello

Nassif,

escrevi sobre o assunto em meu blog: Sobre boxeadores cubanos, outros cubanos e dois americanos. A comparação com o caso dos boxeadores cubanos é uma aposta na falta de memória ou ignorância dos leitores (você decide):

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57 comentários

  1. Caro Nassif, vc acreditou
    Caro Nassif, vc acreditou nesta versão?

    Não havia nenhum elemento concreto que me impedisse de acreditar, depois da excelente matéria do Extra.

  2. A volta do assunto mesmo após
    A volta do assunto mesmo após a matéria do Extra e dos exclarecimentos da OAB, tem objetivos desgastar o governo Lula e nada mais. Faz parte do esquema da grande mídia de destruir este governo para eleger o o seu candidato.

  3. Como o sonho europeu não se
    Como o sonho europeu não se concretizou e no Brasil o boxe não dá dinheiro, os pugilistas preferiram voltar para perto de seus familiares em Cuba, se entregando à polícia. Não houve extradição e sim deportação, porque eles estavam ilegalmente no País e não pediram asilo político. Se não fossem cubanos não haveria repercussão.

  4. Caro Luis

    Não tem como
    Caro Luis

    Não tem como defender o Tarso nessa, ” o gilmar dantas ” , vai coloca-lo no bolso.

    E ai vamos ter que elogiar.

    Já estou achando que tudo isso, é um adrede.

    Abraços

  5. É impressionante a desfaçatez
    É impressionante a desfaçatez com que a MENTIRA é empregada pela nossa grande mídia na defesa de certas posições de classe – aquelas posições, aliás, que são as suas.

    Sempre a mesma lógica: pregar que devemos vender a alma aos países poderosos. Lamber as botas do poder, dos americanos, dos europeus. Demonizar, desprezar, achincalhar, os pobres e os fracos de modo geral; denunciar a “complacência” do governo para com os vizinhos latino-americanos “populistas”. Isso, independentemente de como os lindos e poderosos americanos e europeus nos tratam a nós – embargos, barreiras à importação de nossos produtos, desprezo completo por nossos cidadãos nos serviços de controle à imigração dos aeroportos, soco na boca arrancando dentes de Guinga, quem sabe amanhã na boca da sua ou da minha filhinha, né? mas tudo bem, soco na boca vindo de europeu é carinho. Devemos assumir que somos NÓS os culpados pelo modo como nos humilham, exploram e maltratam ; se fazem isso conosco, é porque alguns de nós não nos comportamos “bem”, então eles têm de fato TODO o direito de nos deportar de maneira preventiva, de nos insultar, de nos espancar…

    Mesmo que nossos hermanos latinos, trapalhões ou atrapalhados, importem cinco vezes mais nossos produtos hoje que há dez anos, e produtos de valor agregado muito maior que os americanos e europeus, que gostam mesmo é de comprar produtos primários a preço de banana, isso quando compram alguma coisa de nós, a nossa grande mídia se esfalfa em denunciar a complacência do governo para com os “populistas” e a falta de concessões suficientes para com americanos e europeus. Doutrina da bicicleta: “É pra abaixar a cabeça pros de cima e meter os pés nos de baixo”.

    Não tenho informações suficientes para julgar se a decisão do Tarso Genro nesse caso do italiano foi justa ou injusta. Mas, vendo a grande mídia MENTIR descaradamente para atacar a decisão do ministro, não consigo deixar de me alinhar com ela, por uma questão de princípio. Se esses CANALHAS do PIG praticam a desinformação deliberada, criminosa, para atacar alguma coisa, eu, por princípio, já sou a favor dessa coisa. Vão manipular e desinformar no raio que os parta!

  6. No episódio há a participação
    No episódio há a participação da OAB-RJ e de representante do Ministério Público. Estiveram com os pugilistas no hotel – não nas dependências da PF – em Niterói, foi-lhes oferecida assistência jurídica caso quisessem permanecer no país e ambos preferiram retornar a Cuba.
    O transporte foi providenciado pelo governo cubano.
    A meu ver não cabia “espetacularização” do episódio.
    Houve uma exploração sórdida por parte de setores da imprensa e q agora ressurge por conta do caso Battisti.
    Aliás, no caso Battisti, em q pese o editorial emocional de Mino Carta, há muito mais do q a mídia quer mostrar.

  7. De qualquer forma o Tarso
    De qualquer forma o Tarso está errado ; o bandido assassino Cesare
    Battiste deve ser extraditado , pois está condenado a prisão perpétua.
    O asilo “político” é um tapa na cara dos italianos ; aliás a esmagadora
    maioria dos internautas no Brasil , é contra o asilo !

  8. Nassif, essa é apenas a
    Nassif, essa é apenas a versão unilateral divulgada pelo Governo Brasileiro. Houve uma sucessão de erros ou de “coincidências” até hoje pendentes de esclarecimentos. Primeiro, os pugilistas foram proibidos de falar com a imprensa. Segundo, foram julgados, condenados e deportados mais rápido do que Daniel Dantas foi solto. Terceiro, nem os defensores dos direitos humanos, tampouco o diligente Senador Eduardo Suplicy quiseram ir fundo na questão. Quarto, entregar desertou a Cuba é o mesmo que entregar uma garrafa de Royal Salute a nosso Mário Anarquista e esperar que ele faça dela qualquer outra utilização, exceto consumo. Assim, como na minha idade não se acreditar mais em “coincidências,” nessa história toda, sou dou razão ao anarquista pelo bom gosto. Aliás, não se soube mais notícias desses dois jovens e incautos pugilistas. Ainda estão vivos?

    Bom domingo

    Edmar Melo

  9. O verdadeiro problema é que
    O verdadeiro problema é que com a falência e queda da máscara dos blogs do esgoto muitas abelhas varejeiras mudaram-se para cá, onde podem esparzir seus dejetos.

    Aquilo que eles diziam lá -e não tinha repercussão- agora dizem aqui e repercute.

    Basta comparar o que se dizia lá naquela época com o que dizem aqui, agora.

    Só isso.

    E o trabalho pedagógico é desmontar as afirmações falsas, discutir os conceitos e aceitar os argumentos que forem válidos. Justamente o contrário do esgoto.

  10. Como queremos ser, ou pelo
    Como queremos ser, ou pelo menos parecer, membros do clube dos ricos! E como queremos nos distinguir, custe o que custar, da “racaille”!

    Fiquemos de quatro para americanos e europeus!

    A Globo apresenta a posse do Obama com as palavras: “posse do presidente eleito Barak Obama”. Engraçado, esquece de explicitar: “posse do presidente eleito DOS EUA, Barak Obama”. Para bom entendedor… fica evidente: no entender da Globo, o presidente dos EUA é nosso presidente, mesmo. Imperador do Mundo!

    Aliás, torci muito pelo Obama. Mas não tenho ilusões. Ele vai privilegiar os interesses do país dele. E, Ali Kamel que me desculpe, o que é bom para os EUA nem sempre (ou quase nunca) é bom para o Brasil.

  11. Tão simples!

    Mas tudo aqui
    Tão simples!

    Mas tudo aqui se transforma em Fla X Flu, digo, tucanos X petistas.

    De vez em quando sobra para um São Paulo x Coritnhians.

  12. Nassif, não adianta apelar
    Nassif, não adianta apelar para a racinalidade. Dia desses eu vi o Arnaldo Jabor afirmar no Jornal da Globo que o Brasil resistiu à crise até aqui devido a herança bendita do FHC, mas como o Lula interrompeu as reformas, a crise já estava chegando por aqui também. Quando os analistas deixam de analisar os fatos, e passam a torturá-los para que se enquadrem em sua ideologia, argumentar é perda de tempo.

    Hehehehehehehehe…. A “herança bendita” do FHC é o próprio Jabor. FHC “bendiz” todo dia Jabor.

  13. “Como o sonho europeu não se
    “Como o sonho europeu não se concretizou e no Brasil o boxe não dá dinheiro, os pugilistas preferiram voltar para perto de seus familiares em Cuba”

    Primeiro o desejo deles era ir para Alemanha e não ficar no Brasil.

    Segundo por que um deles tentou fugir novamente e conseguiu ? Lembrando que Erislandy fugiu via México para depois ir para a Alemanha.

    Mesmo que não queiram comparar os casos, há pelo menos algo muito estranho no caso dos boxeadores, que súbita vontade foi essa de querer voltar e depois fugir novamente, será que Erislandy é um sujeito volúvel ?

    Pela matéria do Extra, é um atrapalhado que, no momento da fuga, estava mais animado com farras em motéis. Nessa primeira tentativa, pegou um manager picareta. Decidiu voltar para Cuba, onde foi proibido de boxear. Então deve ter feito a segunda tentativa em bases mais seguras

  14. Acho que não se trata de
    Acho que não se trata de discutir se os altetas foram deportados sem o seu consentimento. Parece ponto pacífico que eles decidiram realmente voltar para CUBA. E que infelizmente sofreriam represálias, parece óbvio.

    O que não ficou claro foi o mesmo empenho da administração PETISTA demonstrado em outros casos, como o dos sequestradores de ABILIO DINIZ, em que o PT atuou como intermediário entre os sequestradores e o governo, para obter suas expulsões do país.

    Ou no caso de Olivério Medina, em que se descobriu que o ministério da pesca empregava a mulher do dito cujo……

    CUSTAVA OFERECER UMA VAGUINHA EM ALGUM MINISTÉRIO PARA OS RAPAZES. PODIA SER AQUELE DA MATILDE cartão-corporativo RIBEIRO.
    QUE TAL?

  15. Os atletas cubanos, segundo
    Os atletas cubanos, segundo reportagem minuciosa da Folha, estavam numa praia da região dos lagos, quando dirigiram-se a um salva-vidas na suposição de que fosse uma autoridade policial. Disseram que estavam numa pousada, haviam sido enganados por um agente alemão e desejavam retornar a Cuba. O salva-vidas, que foi entrevistado pela Folha, acompanhou-os até a pousada, cujo dono também foi entrevistado pela Folha, para que pegassem suas bagagens. Depois, foi com eles até a delegacia, cujo delegado, também entrevistado, ficou coçando a cabeça sem saber o que fazer. Decidiu então transportá-los para o Rio e colocá-los em contato com a polícia federal. A Federal comunicou-se com o Ministério da Justiça, que providenciou transporte para o retorno dos boxeadores a Cuba.
    Esta reportagem foi publicada pela Folha, porém, quinze dias depois, o mesmo jornal já se havia entregue a versões fantasiosas que iam desde a captura dos cubanos pela Federal e seu embarque forçado, até sua prisão e sua entrega a policiais cubanos. As cartas de protesto à Folha, cobrando explicações pelo escamoteamento de sua própria versão inicial, não foram publicadas.

  16. Fatos crus:
    1. Os atletas não
    Fatos crus:
    1. Os atletas não são ativistas políticos. (confere? confere.)
    2. Eles pediram para voltar. (confere? confere.)
    3. Eles não estavam sendo procurados pelo governo cubano. (confere? confere.)

    Caso Batistti é a coisa #1
    Atletas cubanos é a coisa #2

    Coisa #1 é diferente de coisa #2.

    PS: Chamar a imprensa naquele caso dos cubanos para prestar contas seria mostrar fraqueza e insegurança. Kamel’s e que tais rolariam de tanto rir nos bastidores.

  17. Nassif,
    A OAB/RJ
    Nassif,
    A OAB/RJ explicou. Os atletas cubanos foram ouvidos por procurador da República, sem qualquer vínculo com o poder executivo. Mesmo assim, para manter a história da expulsão, questiona-se a explicação da OAB como se fosse a explicação do governo. Não adianta esclarecer. Para os críticos compulsivos os fatos que estragam a versão que encamparam serão ignorados neste ou em qq outro caso.

  18. Quando PHA cunhou o acrônimo
    Quando PHA cunhou o acrônimo PIG eu até achei meio exagerado, mas o dia a dia da nossa mídia confirma a exaustão, ela não só toma partido como tem o comportamento de um partido, tem uma ideologia e tenta, torturando a verdade, enquadrar a realidade a ela. O triste é ver um governo que tinha tudo para confrontar esse poder se curvar vergonhosa e covardemente aos seus desígnios, não precisava nem partir para o confronto bastava apenas confronta-lo e expô-lo quando em ocasiões como essa ele gritantemente falsea-se a verdade. Como se omite a tarefa fica para os Blog’s como este e os internautas que os frequentam.

  19. Prezados,
    apressado come
    Prezados,
    apressado come cru.
    Fui brindado pela Folha com o adjetivo de “esquerdista” por ter enviado carta ao ministro da Justiça pedindo que sua decisão fosse favorável à permanência de Battisti entre nós. Meu gesto foi de caráter humanitário. Se isso é ser esquerdista então está bem, aceito honrado.
    A Folha ainda escreveu que comemorei a decisão. Ora apenas cordialmente respondi a uma chamada de uma repórter que me ligou para confirmar se tinha escrito a carta ao ministro. Confirmei, disse que assumia meu ato com convicção e que iria escrever ao ministro cumprimentando-o pela decisão. Se isso é comemorar, tudo bem. Então tive uma atitude que me projeta na esquerda festiva (esquerdista que comemora é isso?).
    Até aqui tudo bem, é o meu que está na reta, mas continuemos neste exercício de lógica.
    A Folha comemorou à sua maneira o gesto do ministro, com um editorial de reprimenda à atitude do governo (sim, do governo, o presidente da República endossou o gesto do ministro).
    Mas, já que a Folha não quis colocar seus repórteres em campo para apurar na Itália as repercussões do gesto brasileiro, poderia ao menos ter esperado para assistir ao Jornal Nacional de ontem (16/01), na insuspeita Globo, quando a repórter Ilze Scamparini fez o trabalho que os editorialistas da Folha não quiseram fazer e ouviu políticos italianos. O único que se manifestou favorável à extradição foi um ministro do governo Berlusconi que ameaçou o Brasil com retaliações.
    O Jornal Nacional entrevistou um jurista dos Comunistas Refundadores que elogiou o gesto Brasileiro e o Jornal informou, ainda, que Francisco Cossiga (ex-ministro e que assinou a lei anti-terror) declarou ser a favor de uma anistia e que era contra o retorno de Battisti à Itália.
    Portanto, desconfio que:

    1 – a Folha anda mal informada sobre minha pessoa; e
    2 – muito mal informada sobre o caso Battisti.

    E, uma vez que, por ilação, conclui que sou esquerdista, também posso concluir que a Folha é jornal direitista berlusconiano.

    Abraços,

    Silvio Tendler

  20. 4. O erro de Tarso Genro foi
    4. O erro de Tarso Genro foi o de ter providenciado a volta imediata desses pugilistas. Deveria tê-los detido por aqui, chamado a imprensa, para que eles próprios desfizessem o rolo que armaram. Mesmo por que outros atletas cubanos, durante o mesmo Panamericano, solicitaram asilo e conseguiram.

    Esse trecho é essencial à discussão comparativa. Poderia ter desenvolvido melhor esse ‘erro’. Especialmente se levar em consideração as consequências do retorno dos cubanos. O Brasil, signatário de diversos tratados de direitos humanos, entregou dois seres vivos aos leões, impossibilitando-os de desenvolver suas melhores aptidões. Um acabou fugindo novamente (ainda bem!). E o outro? Quando voltará ao esporte que o consagrou?

    Ora, se somos coniventes o suficiente para dar refúgio a terroristas condenados (e sigo apenas a terminação legal de uma sentença judicial de um país democrático), não deveria faltar-nos a essência básica já transcrita em nossa constituição: a liberdade, tanto de locomoção, quanto profissional.

    Logo, ainda que quisessem voltar, deveria ser-lhes dada a possiiblidade de ficarem no Brasil, por sermos, em tese, um regime melhor que aquele que lá vigora. Não foi o caso. E não vejo ninguém falando exatamente sobre isso.

    Voltando ao erro: avião venezuelano, deportação em tempo recorde (menos de 48h após a apresentação dos cubanos), um cala-boca na calada da noite contra a imprensa, tudo tomado, claramente, no viés ideológico comum à ditadura cubana e Tarso Genro.

    Há quem ache correto. Eu não acho.

    Veja bem, pela própria entrevista do pugilista (concedida ao Estadão quando ele já estava na Alemanha) a decisão de voltar para Cuba foi deles, maiores e vacinados e acreditando na promessa do Fidel de que voltariam a boxear. Queria o quê? Que o Ministro negasse a depotação (solicitada por eles própios) alertando para os riscos que correriam? Não tem lógica, né.

  21. No mesmo panamericano outros
    No mesmo panamericano outros atletas cubanos pediram asilo e foram atendidos. Isto por si só demostra a inconsistência dos argumentos daqueles que asseveram que os boxeadores cubanos foram entregues ao carrasco.
    Além disso, tendo em vista o caso do italiano, não me recordo de ter ocorrido o mesmo salseiro na imprensa por conta da aceitação pelo Brasil dos pedidos de asilo político do ex-ditador do Paraguai Alfredo Stroessner (1912-2006) e dos paraguaios Lino Oviedo (ex-candidato à Presidência) e Raúl Cubas (ex-presidente), entre outros.
    Concluo que isto só está acontecendo porque o Presidente é o Lula e o asilado é ( ou foi) de esquerda.
    Quanto ao incoformismo do Governo Italiano, Lula deveria responder que que o ex-banqueiro Salvatore Cacciola manda lembranças.

  22. Isso! Os pugilistas cubanos
    Isso! Os pugilistas cubanos estavam com muita vontade de retornar a Cuba! Aliás, a delegação cubana inteira no PAN estava tão louca pra voltar pra Cuba que Fidel teve que mandar todos de volta às pressas, um dia antes do encerramento da competição, por medo de deserções em massa.

  23. Nassif, acho que o ombudsman
    Nassif, acho que o ombudsman que não teve o contrato renovado pelos motivos que vc expõe não foi o Marcelo Beraba, mas o que tinha Magalhães no nome.

  24. Nassif,

    convém citar
    Nassif,

    convém citar relevante matéria do Estadão que poderá ou não aflorar ainda mais a questão ideológica:

    Por Marcelo Auler, no Estadão:

    A concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti, ex-militante de esquerda, levou o advogado Carlos Augusto Gonçalves de Souza a rever a sua estratégia na defesa do ex-major argentino Norberto Raul Tozzo, que aguarda preso o julgamento da sua extradição.

    Inicialmente, Souza preferiu não recorrer ao Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), encarregado de analisar os pedidos de refúgio, pois isso paralisaria o julgamento da extradição no Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo o cliente preso no Rio e longe da família.

    O advogado vinha apostando na decisão do STF, que por tradição não concede a extradição a criminosos políticos. Seu cliente é acusado pela morte de presos políticos na Argentina, nos anos 90. No julgamento do Supremo, porém, não há praticamente recurso, enquanto a decisão do Conare pode ser contestada junto ao ministro da Justiça, como ocorreu com Battisti.

    Segundo Souza, Tozzo foi absolvido em um primeiro julgamento, posteriormente anulado. Foi preso em 2005, quando ganhou habeas corpus. “O juiz foi afastado do caso por pressões políticas e um novo mandado de prisão foi expedido”, diz. Ele então fugiu para o Brasil.

    PS: veremos se Tarso Genro utilizará dos mesmos critérios.

  25. Eu gostaria de acrescentar
    Eu gostaria de acrescentar mais um ponto: grande parte dos comentários aqui delineados têm certa postura de revanchismo nacionalista, em função dos pedidos de extradição pelo Brasil contra Salvatore Cacciola, o famoso banqueiro.

    Como você, Nassif, resolveu esclarecer a comparação feita com os boxeadores cubanos, creio que convém, também, deixar clara a situação de Cacciola e o porquê deste não ter sido extraditado. Não é certo, à luz da lei, fazer esta comparação. Se o governo agiu de tal forma, como muitos sugerem – com orgulho, inclusive -, cometeu, sem dúvida, não só um erro gravíssimo, do ponto de vista diplomático, como pior, atentou contra a própria Constituição que preside nosso país.

    Cacciola é cidadão italiano e, como tal, protegido pela constituição daquele país, que impede sua extradição, pelo fato de ser nacional. Nossa constituição, a brasileira, repete nos mesmos termos. Logo, brasileiro algum condenado no exterior será obrigado à extradição para que lá, no país onde cometido o crime, venha a cumprir sua pena.

    Fato é que Cacciola veio a ser condenado, porém, até hoje, existem recursos em andamento nos tribunais, que impedem o trânsito em julgado da sentença e, consequentemente, o cumprimento de pena. Assim, não há ainda que se falar em obrigação pelo estado italiano a conduzi-lo a prisão, como muitos sugeriram, visto que não houve pedido de cumprimento de pena pelo Brasil àquele país. Questão de tempo, morosidade – ou conivência, como muitos sugerem – de nossa justiça.

    Pessoalmente, creio que o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro é uma ofensa a ambas as constituições dos dois estados. E, finalmente, não é questão de ‘orgulho nacional’, ‘ego brasileiro’ ou qualquer atitude travestida de patriotismo dúbio (já que para certos réus é permitido, para outros não) que deve embasar essa questão. Valores democráticos não são negociáveis. Nem os deles, nem os nossos, principalmente. Até o editorial de Veja desta semana reconhece isso.

  26. Nassif,

    Há ainda uma
    Nassif,

    Há ainda uma questão ainda não debatida: o Min. Gilmar Mendes – o todo-poderoso – em seu despacho em que requer parecer pela PGR, pretende analisar um ponto de controvérsia nessa estória: a legalidade da decisão do Min. Tarso Genro, contrária à decisão do Conare, comitê responsável pela análise dos pedidos de refúgio no Brasil.

    Não há prazo legal para a manifestação do PGR, o que abre uma janela de recursos pelo governo italiano ao próprio STF – cuja ação não foi extinta – para rever a legalidade da decisão.

    Logo, fica a questão: pode o Min. da Justiça decidir de forma diferente do Conare ou estaria ele ‘obrigado’, melhor, vinculado a respeitar a decisão prévia?

    Tarso Genro foi o ministro que mais reviu decisões do Conare (são 8, segundo matéria do Estadão).

    Será, então, que o STF pode alterar decisão do Min. da Justiça?

  27. O texto abaixo foi publicado
    O texto abaixo foi publicado no blog “Oleo do Diabo. Por si só se basta !

    OAB esclarece

    Diante das notícias desencontradas sobre os dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os Jogos PanAmericanos, esclareço:

    a) na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecer-lhes assistência jurídica, caso a desejassem; b) quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; c) na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba.

    WADIH DAMOUS, presidente da seção Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (por e-mail, 8/8), Rio

  28. e depois eu sou isso sou
    e depois eu sou isso sou aquilo…

    Mas como ficar quieto?

    Pra quem não sabe:

    Um dos pugilistas está segredado em Cuba( iso mesmo que vcs leram)

    O cara não pode mais lutar,nem treinar e nem falar.

    PÕ.pessoal;

    Arrumem outro caso pra justificar ….

    Esse não dá…

    Vamos até supor que o pugilista tenha se arrependido e quisesse voltar pra Cuba( não é verdade,mas vá la´)

    E qual foi o retorno de Fidel pra tal atitude?

    CONFINAMENTO.

    Tenha dó, vai…..

    Não se está discutindo Fidel aqui, mas o papel do Ministério da Justiça na volta dos pugilistas a Cuba.

  29. Nassif,
    escrevi sobre o
    Nassif,
    escrevi sobre o assunto em meu blog: Sobre boxeadores cubanos, outros cubanos e dois americanos. A comparação com o caso dos boxeadores cubanos é uma aposta na falta de memória ou ignorância dos leitores (você decide):
    1. No mesmo ano, na mesma época, no mesmo PAN, além dos dois boxeadores, outros dois cubanos abandonaram a delegação de Cuba: um jogador de handebol e um treinador. Os dois pediram refúgio ao Brasil e foram atendidos:

    O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) concedeu nesta sexta-feira refúgio a dois atletas cubanos que abandonaram a delegação do país durante os Jogos Pan-Americano do Rio de Janeiro, em julho, informou nesta sexta-feira o Ministério da Justiça.

    2. Pouco adiante, três músicos de uma orquestra cubana abandonaram o grupo e pediram para ficar no Brasil. O Brasil concedeu refúgio aos três músicos cubanos:

    O Ministério da Justiça aprovou ontem o pedido de refúgio feito por três músicos cubanos que estão no Brasil desde dezembro do ano passado.

    3. Os boxeadores cubanos afirmaram a um representante do Ministério Público (órgão independente do governo) que não queriam ficar no Brasil, conforme nota escrita pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ, e que pode ser lida aqui.

    Já em Cuba, um dos lutadores deu uma entrevista ao Jornal Nacional:

    Guillermo Rigondeaux deu a primeira entrevista sobre a deportação do Brasil. Na casa onde mora, em Havana, disse que agiu de forma indisciplinada ao abandonar a delegação cubana. Contou que deixou a Vila Pan-Americana com empresários estrangeiros. Bebeu, comeu demais e ficou acima do peso exigido para lutar. Rigondeaux afirmou ainda que a volta à Cuba foi uma forma de reparar o erro que cometeu.

    Os cubanos que quiseram ficar no Brasil foram acolhidos pelo governo brasileiro. Os que não quiseram, foram despachados de volta. Simples assim. Por que os boxeadores agiram desse modo, por que um deles fugiu posteriormente para a Alemanha, tudo isso é problema deles. Quem quis ficar, ficou.

    Só estranho tanta celeuma a respeito desses dois cubanos e nenhuma a respeito dos dois americanos, pilotos do jatinho Legacy, que nossa “grande imprensa” fez intensa campanha para que pudessem voltar para os EUA, onde hoje residem tranquilamente, ainda pilotando, enquanto as famílias de 154 brasileiros choram seus mortos.

    Obrigado, Mello. Incluí uma chamada no post.

  30. Nassif, segue a versão de um
    Nassif, segue a versão de um dos envolvidos no caso…

    Estado de São Paulo – 14/06/2008

    “NUNCA QUIS VOLTAR PRA CUBA”
    Cubano revela que, depois de fugir durante o Pan do Rio, foi obrigado a pedir para voltar a seu país. Agora, está na Alemanha

    Jamil Chade

    “Democracia? Como assim?” O boxeador cubano ex-campeão mundial amador Erislandy Lara, de 25 anos, escapou de Havana e, na semana passada, conseguiu chegar à Alemanha, em uma viagem organizada e financiada por uma empresa de boxe, que o contratou. Essa não foi a primeira vez que Lara tentou ir embora de Cuba. Em 21 de julho do ano passado, ele e Guillermo Rigondeaux (bicampeão olímpico e mundial) abandonaram a Vila Pan-Americana no Rio. Acabaram presos em Araruama (RJ) e entregues à Polícia Federal por estarem com o visto vencido e sem passaporte, segundo os policiais. Dois dias depois, foram deportados em um avião fretado pelo governo cubano para Havana.

    Onze meses após a fracassada tentativa de desertar durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, Lara conta em entrevista ao Estado como conseguiu fugir, como era sua vida desde o incidente no Rio e revela que, de fato, o objetivo no Pan-Americano era o de não retornar mais a Cuba. Mas pergunta: “Seria arriscado voltar ao Brasil?” Lara ainda deixa claro que sequer sabe o significado exato de democracia. Eis os principais trechos da entrevista, dada por telefone de Hamburgo.

    Como você se sente agora, em outro país?

    Eu me sinto como se fosse uma nova pessoa. Estou bem e muito feliz.

    Por que você decidiu deixar Cuba?

    Porque simplesmente eu não podia mais ser boxeador. O governo me prometeu, quando voltei do Brasil, que me apoiaria, que me daria casa e eu poderia lutar. Eu queria ir a Pequim. Mas isso nunca ocorreu. Os dias foram passando e me diziam: “Espere, espere.” Fiquei esperando e agora é tarde demais para pensar em ir à Olimpíada. Além disso, nada do que me prometeram foi cumprido. Disseram que me apoiariam. Mas, um ano depois, continuava sem nada, sem trabalho e sem lutar. Foi tudo uma mentira. O governo nos enganou desde o primeiro minuto.

    E como você sobrevivia?

    Alugava minha moto e cobrava por isso. Foi assim que sobrevivi por esses meses, com pouco dinheiro. Pensei que poderia voltar a lutar, como disse o governo. Mas isso nunca ocorreu desde os incidentes no Rio.

    Você não tem medo de que algo ocorra com sua família?

    Eles não podem fazer mais nada. Eu é que era o alvo e já estou fora. Agora, quero trazer minha mulher logo. Minha família me apoiou muito na decisão de deixar Cuba.

    Como foi que conseguiu escapar?

    Eu mesmo fiquei surpreendido. A empresa (Box Arena) me chamou e disse que tinha organizado tudo com uns cubanos. Fui de madrugada a uma praia nas proximidades de Havana. Não quero revelar o nome desse local porque sei que há outros cubanos que querem escapar por essa região e não seria bom que o governo soubesse. Temos de ajudar nossos irmãos. Temos de proteger esses cubanos. Uma lancha me buscou e viajamos por 12 horas até Cancún, no México. O tempo estava muito ruim e a viagem foi difícil, com tormentas enormes. Mas estava confiante de que conseguiria sair. Corremos um grande risco.

    Quem foi que organizou tudo isso?

    A empresa que me contratou na Alemanha, a Box Arena, de Hamburgo.

    Quando você abandonou a Vila nos Jogos Pan-Americanos, disseram que vocês queriam voltar para Cuba e que tinham apenas se perdido. O que ocorreu de fato naquele momento?

    Quando deixamos a Vila Pan-Americana, o objetivo era mesmo escapar de Cuba e não voltar mais para Havana. Não há dúvida sobre isso. Não queríamos voltar. Mas as circunstâncias não eram boas. Não tivemos nenhum apoio e, sem ninguém para contactar, fomos obrigados a pedir para voltar para Cuba. Não tínhamos outra alternativa. Estávamos sem dinheiro e nem sabíamos para onde ir. Não posso recriminar a polícia brasileira. Gostei muito do Brasil e já estou planejando ir de férias para o Rio de Janeiro entre agosto e setembro. Você acha que seria seguro ou arriscado para mim? Haveria algum problema?

    Como você avalia a situação política de Cuba e da falta de democracia plena?

    Democracia? Como assim?

    Se existe ou não um regime democrático e se existe a possibilidade de o povo ter voz e voto nas decisões do país.

    Ah, isso? Claro que não existe essa possibilidade. É o governo quem dita todas as regras. Tudo passa pelo governo. Não há liberdade. Eles são os que dizem o que podemos e o que não se pode fazer.

    Você pensa um dia voltar para Cuba?

    Não. Não volto mais.

    E qual é seu plano de carreira no boxe?

    Quero lutar por mais dez anos. Tenho apenas 25 anos e poderei ainda conquistar muitos títtulos.

  31. Li o comentário do Robledo,
    Li o comentário do Robledo, achando que teria uma versão que desmentiria o que eu achava: que os cubanos voltaram a Cuba por falta de alternativa. Afinal a chamada era esta:
    ‘Estado de São Paulo – 14/06/2008

    “NUNCA QUIS VOLTAR PRA CUBA”
    Cubano revela que, depois de fugir durante o Pan do Rio, foi obrigado a pedir para voltar a seu país. Agora, está na Alemanha ‘

    Pensei que o cubano ia dizer que tinha sido forçado pelas autoridades brasileiras a dizer que queria voltar para Cuba.

    ‘Quando você abandonou a Vila nos Jogos Pan-Americanos, disseram que vocês queriam voltar para Cuba e que tinham apenas se perdido. O que ocorreu de fato naquele momento?

    Quando deixamos a Vila Pan-Americana, o objetivo era mesmo escapar de Cuba e não voltar mais para Havana. Não há dúvida sobre isso. Não queríamos voltar. Mas as circunstâncias não eram boas. Não tivemos nenhum apoio e, sem ninguém para contactar, fomos obrigados a pedir para voltar para Cuba. Não tínhamos outra alternativa. Estávamos sem dinheiro e nem sabíamos para onde ir. Não posso recriminar a polícia brasileira. Gostei muito do Brasil e já estou planejando ir de férias para o Rio de Janeiro entre agosto e setembro. Você acha que seria seguro ou arriscado para mim? Haveria algum problema?’

    Lendo todo o texto, entendi que ele foi “obrigado” a voltar para Cuba pelas circunstâncias, não pelas autoridades brasileiras. Ou seja, forçaram a barra legal na chamada. É o estadão…

    Pois é, confirmação cabal do que foi escrito aqui.

  32. A mentira difundida sobre os
    A mentira difundida sobre os 2 boxeadores cubanos é um belo exemplo do crime que é cometido por parte das empresas de comunicação. Em geral, a mentira é apresentada em manchete e o desmentido é dado num rodapé de uma página par.
    Por isso que defendo uma Lei de Imprensa, coerente com o Estado Democrático.
    São muitos os brasileiros que foram tapeados, tratados como imbecis e que ficam repetindo a mentira como tolos, pois continuam desinformados.

  33. Caro Marcelo Schimuda, O que
    Caro Marcelo Schimuda, O que me espanta é que essa tem sido a atuação da imprensa (i minúsculo mesmo), desde que o Presidente Lula assumiu, numa posição que se desprendeu, totalmente da realidade e da maioria da população, daí a baixa credibilidade da mídia.
    Outro ponto, que me deixa mais estupefato ainda é que tenha alguém que veja nesse texto a justificativa de que o Governo Brasileiro, obrigou os cubanos a voltarem a Cuba, isso já não é cegueira é má-fé.

  34. Isso só pode ser coisa de
    Isso só pode ser coisa de Dora Kramer e o jornalista nosso guia. Nada contra tais pessoas, mas sou contra seus métodos sofistas de ludibriar leitores desatentos.
    Eles podem não gostar do governo Lula, mas não tem direito de articular informações sordidamente para tentar por o governo Lula em situação indelicada.

  35. Nassif, aposto que a maioria
    Nassif, aposto que a maioria dos “atentos” leitores das colunas de Dora krmaer e do jornalista nosso guia, não sabiam dessa informação. A própria Dora sofismou sobre o caso dos pugilistas cubanos comparando ao pedido do italiano.

  36. Nassif, não se engane com
    Nassif, não se engane com seus leitores, eles não estão questionando nada de fato; estão apenas repetindo a fumaça que a oposição resolveu utilizar como forma de, mais uma vez, contestar decisões do Governo Lula.

    Esta balela sobre a diferença de tratamento entre o italiano e os cubanos foi levantada esta semana na CBN pelo senador Heráclito Fortes (DEM).

    No entanto, todos que fizeram algum acompanhamento do caso dos cubanos sabem que é balela (tal como a história da delegação cubana ter sido levada na calada da noite para evitar fugas, que fez a globo nem transmitir o encerramento para não se desmenti

    Sinceramente, este tipo de leviandade, embora não surpreenda mais, ainda enche a paciência.

  37. Com relação ao meu comentário
    Com relação ao meu comentário anterior, aparentemente questionado por um outro comentarista, gostaria de esclarecer que não adentrei no mérito da decisão do Governo Italiano em não extraditar Cacciola, como também não entrei no mérito da decisão do Governo brasileiro em dar asilo ao Italiano Battisti. Mencionei incoformismo do Govedrno Italiano com relação ao decidido pelo Governo Brasileiro. As duas decisãos, por soberanas, devem ser respeitadas pelos respctivos Governos.

  38. O Lula é que está certo…
    O Lula é que está certo… perder tempo lendo tantas besteiras, mentiras e absurdos que certa parte da “imprensa” publica não se justifica. Acaba com e estômago de qualquer um…

  39. Apesar dos argumentos, sempre
    Apesar dos argumentos, sempre haverá os que acreditam e divulgam a idéia de que os fugilistas cubanos foram deportados para Cuba. Até hoje, ainda ouço comentários de que o Lula cortou o mindinho para receber aposentadoria por invalidez.

  40. Maclane é um comentarista que
    Maclane é um comentarista que evidentemente considera os valores democráticos acima de tudo. Os cubanos deveriam ser submetidos a uma lavagem cerebral de valores democráticos e serem persuadidos a ficar no Brasil. Battisti deveria ser empurrado para o Berlusconi para preservar os valores democráticos. Os valores democráticos foram a desculpa americana para acionar o porrete sobre metade do mundo até os anos setenta. Depois, passaram a usar os direitos humanos para o mesmo fim. Mclane está defasado.

  41. Hehehehehehehehe…. A “herança
    Hehehehehehehehe…. A “herança bendita” do FHC é o próprio Jabor. FHC “bendiz” todo dia Jabor.

    Éverdade que o Jabor é padrinho de um neto ou neta do FHC?
    Qual a isenção desse senhor?

    Por favor não me repreenda.
    Não perguntei se ele é casado. Se tem filhos.
    Em tempo. O Azenha está com um post ótimo sobre o C. Battisti
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/battisti-o-que-disse-a-comissao-da-camara/

  42. Para o mclean e outros que
    Para o mclean e outros que têm preguiça de procurar, inclusive a preguiça providencial do Ministro Gilmar Dantas (pra soltar Daniel Mendes ele pediu parecer ao PGR?), aí vai o que diz a Lei:

    LEI Nº 9.474, DE 22 DE JULHO DE 1997.

    Define mecanismos para a implementação do Estatuto dos Refugiados de 1951, e determina outras providências.

    Art. 29. No caso de decisão negativa, esta deverá ser fundamentada na notificação ao solicitante, cabendo direito de recurso ao Ministro de Estado da Justiça, no prazo de quinze dias, contados do recebimento da notificação.
    Art. 30. Durante a avaliação do recurso, será permitido ao solicitante de refúgio e aos seus familiares permanecer no território nacional, sendo observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art. 21 desta Lei.
    Art. 31. A decisão do Ministro de Estado da Justiça não será passível de recurso, devendo ser notificada ao CONARE, para ciência do solicitante, e ao Departamento de Polícia Federal, para as providências devidas.

    Brasília, 22 de julho de 1997; 176º da Independência e 109º da República.
    FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
    Iris Rezende

    Como vemos, não é obrigatório ao Ministro da Justiça acatar a decisão do Conare. Pelo contrário, o ministro é segunda instância à decisão do Conare. E instância final. Não cabe recurso sequer a Lula.

    A lei é clara, cristalina. Gilmar Dantas é mesmo muito malandro de jogar a peteca pro PGR e deixar que ela volte no colo do Peluzo.

    Bem… a lei pode ser falha, mas é a lei. E é lei do FHC. Jamais foi questionada a sua constitucionalidade. Pode ser que agora, casuisticamente, o seja.

    O STF e o Congresso abriram as pernas pra todo tipo de barbaridade na era FHC, mas que começaram a ser questionadas no governo Lula. Então, nada mais me espanta.

  43. Veja bem, pela própria
    Veja bem, pela própria entrevista do pugilista (concedida ao Estadão quando ele já estava na Alemanha) a decisão de voltar para Cuba foi deles, maiores e vacinados e acreditando na promessa do Fidel de que voltariam a boxear. Queria o quê? Que o Ministro negasse a depotação (solicitada por eles própios) alertando para os riscos que correriam? Não tem lógica, né.

    Nassif, eu enxergo lógica em não devolver ‘traidores’ de um regime ditatorial. O pior é que Tarso, todas as vezes que aborda o assunto, lava as mãos, como se não tivesse competência para algo mais (espero que alguém ainda o entreviste, lembrando-o o que restou ao boxeador que não conseguiu fugir da ilha). E, por favor, Nassif, não é atitude correta o meio utilizado oficialmente pelo governo brasileiro para devolver os boxeadores: um avião venezuelano. Ou você vê lógica nisso?

    Nem me lembro dessa história. Mas se os boxeadores decidiram voltar para Cuba, negociaram com seu governo (já que disseram ter garantia de que voltariam a boxear), presumo que a escolha do avião foi do governo cubano. Em suma, é briga de branco, ou melhor, de cubano.

  44. Nassif, dá um tempo! Você não
    Nassif, dá um tempo! Você não é tão ingênuo assim. Não convocar a imprensa não foi um erro do Tarso, ele fez isso deliberadamente, pois sabia que com o alvoroço da opinião pública ficaria difícil tomar uma decisão tão rápida.
    Tem mais, você acha que o Tarso não sabia que os puglistas corriam risco voltando à Cuba? Será que essa pequena desconfiança não seria motivo para ele aguardar um pouco mais até para tomar uma decisão?
    Por fim, você acha que, se o Battisti fosse um militante irlandês de um grupo terrorista protestante de direita que tivesse cometido os mesmos crimes, o nosso grande jurista Tarso Genro teria tomado a mesma decisão?
    São curiosos seus critérios jornalistícios, aos inimigos a menor evidência serve para ataques, para suposições variadas de complôs, enfim, você sempre acha intenções indizíveis quando quer. Já para os amigos, as mesmas evidências são sempre classificadas como exageros da imprensa, infâmias, etc.

    Dê um tempo você, Wilson. Onde você viu minha posição sobre o caso Battisti? Quanto aos pugilistas cubanos, atenha-se aos fatos. Apresentei aí um conjunto grande de informações de que a decisão de voltar a Cuba foi deles (matéria do Extra, comentário do Ombudsman da Folha, entrevista ao Estadão, quando um deles já estava na Alemanha). Nâo tente me imputar um comportamento seu. Me mostre um dado que comprove que foram constrangidos a voltar. Você tem plena liberdade de opinar aqui e, quando apresenta argumentos consistentes, eles são acatados. Apresente.

  45. Nassif, onde eu disse que os
    Nassif, onde eu disse que os pugilistas não queriam voltar a Cuba? Não é disso que trata meu comentário. O que estou contestanto é sua interpretação da atitute do Tarso Genro no caso, ele não errou nada. Ele sabia muito bem do que se tratava e agiu com plena consciência do que fazia.
    Também não falei de nenhuma posição sua sobre o Battisti, apenas perguntei qual seria a conduta do ministro se fosse um militante da direita radical irlandesa, por exemplo. Só isso, questionar se a decisão do Tarso não tem um forte viés ideológico.
    Sobre o comportamento, infelizmente essas disputas sobre Veja, Dantas, Gilmar Mendes, Protógenes, deixaram o blog muito pesado. Jornalistas que não enxergam as mesmas coisas que o blog são críticados, à vezes, duramente. E não falo aqui dos casos clássicos, mas de gente que você havia elogiado tempos antes. Fica estranho.
    Então, num caso como esse, faríamos um bem danado em admitir que o Tarso Genro, que sei que uma pessoa de bem, fez uma grande patacoada ideológica.
    Portanto, não se trata de apresentar novos fatos, mas de interpretar os já conhecidos e nisso acho que você está sendo condescendente com o Tarso.

    Nomes, Wilson. Quanto ao Tarso, o primeiro post sobre o tema resultou em mais de 90% de manifestações contrárias a ele.

  46. 19/01/2009 – 00:14 Enviado
    19/01/2009 – 00:14 Enviado por: Virgulino

    De forma alguma. Ainda que eu ache um absurdo a concessão do asilo a Battisti, reconheço os argumentos jurídicos para a medida, como Genro e outros se pronunciaram (como nos demais casos de ditadores agraciados pelo Brasil). Acredito ainda que o próprio STF daria refúgio ao mesmo, seguindo tradição jurisprudencial do próprio tribunal. Por isso atenho minhas críticas somente ao caso dos cubanos.

    19/01/2009 – 02:24 Enviado por: Augusto Cesar

    Obrigado pela contribuição. Deveria enviar ao Min. Gilmar Mendes.

    Nem me lembro dessa história. Mas se os boxeadores decidiram voltar para Cuba, negociaram com seu governo (já que disseram ter garantia de que voltariam a boxear), presumo que a escolha do avião foi do governo cubano. Em suma, é briga de branco, ou melhor, de cubano.

    Nassif, recomendo um paralelo entre os cubanos e a deportação de Jesse James Hollywood.

  47. 18/01/2009 – 11:12

    Enviado
    18/01/2009 – 11:12

    Enviado por: Flics

    Tão simples!

    Mas tudo aqui se transforma em Fla X Flu, digo, tucanos X petistas.

    De vez em quando sobra para um São Paulo x Coritnhians.

    ===========

    Porém, o pináculo da nobreza é atingido quando de um Santos x Palmeiras…

  48. Huuum!

    Chamar a imprensa no
    Huuum!

    Chamar a imprensa no caso dos cubanos poderia ter um efeito contrario para pior no caso deles.
    Caso houvesse a repercussão esperada na imprensa, suponho e tenho quase certeza que as consequencias para eles poderiam ser agravadas no caso de retorno a Cuba, mesmo considerando que foram colocados na geladeira.

    Muito barulho nem sempre traz o melhor resultado, pelo contrario melhor resolver tudo na calada, embora o resultado final para eles nao tenha sido bem o que pretendiam , como seria de se esperar.

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