O ultra-som falso

Do site da Época

Paula enviou a amigos ultrassom falso, diz colega

Imagem idêntica à dos supostos gêmeos da brasileira pode ser encontrada na internet. Ex-funcionária da Maersk afirma que a pivô da polêmica na Suíça era conhecida entre os amigos por inventar histórias – entre elas a de um ex-marido morto no acidente da TAM
José Antonio Lima

 Reprodução

DÚVIDA
Esta era a imagem que estaria no e-mail enviado por Paula, a mesma que pode ser encontrada na internet

Paula Oliveira, que afirmou à polícia suíça ter sido agredida na segunda-feira (9) por um trio de neonazistas em Dübendorf, cidade próxima de Zurique, teria comunicado a colegas de trabalho sua suposta gravidez de gêmeos com uma imagem de ultrassom que pode ser encontrada no Google. A informação foi dada a ÉPOCA por uma brasileira que conhece Paula há mais de três anos e que trabalhou com ela na empresa dinamarquesa Maersk.

Segundo a ex-colega, que se identificou a ÉPOCA mas pediu que seu nome não fosse divulgado, o e-mail foi enviado por Paula no dia 16 de janeiro para mais de 30 pessoas da Maersk. ÉPOCA teve acesso a uma cópia dessa mensagem (confira a reprodução ao final do texto). O e-mail, em inglês, dizia o seguinte: “Bom, eu queria ligar para todos vocês, mas, pelas razões a seguir, vocês vão ver que eu devo economizar cada centavo a partir de agora, então não será possível. Enfim, é bem difícil achar uma forma melhor de dar a notícia. Então aí vai, a imagem fala por si própria, vocês não acham? Para os que não têm meu celular (o número foi borrado por ÉPOCA por questões de privacidade), eu acho que não estarei aí esta tarde, então vocês podem me ligar ou escrever mais tarde ou no fim de semana para esclarecimentos posteriores. E, sim, estou tão feliz quanto poderia estar! Beijos, Paula Oliveira”

45 comentários

  1. Nassif, não seria melhor
    Nassif, não seria melhor terminar este caso, a polícia suíça apresentar suas conclusões. Eles já devem tê-las. Adiar o caso só faz aumentar a tortura pública desta moça.

    É duro imaginar que há pessoas experimentando verdadeiro deleite com a descraça alheia.

  2. Ultrassom é ultrassom, pode
    Ultrassom é ultrassom, pode ser da Paula, pode ser da mulher que o colocou na Internet, pode ser o da minha prima, da sua irmã. Ultrassom sem origem, data, identificação de médico, paciente, laboratório, hospital pode ser de qualquer um, de qualquer gêmeos? Por que é “falso”?

  3. Na minha modesta opinião o
    Na minha modesta opinião o que atesta a falisidade dessa história não é nem o ultrasssom.

    Mas as imagengs da autoflagelação.

    Não tem um furo mais contundente; tampouco uma linha mais sinuosa.

  4. De borderline agora a menina
    De borderline agora a menina passou pra mitômana… tá difícil de fazer um diagnóstico dessa moça, ainda mais depois que, dizem, o psiquiatra que a analisou disse que ela aparenta ter dito a verdade…

  5. Talves a polícia esteja
    Talves a polícia esteja esperando ela ter alta para ter a oportunidade de comprovar os fatos alegados. Só após isso é que poderiam dar continuidade aos seus procedimentos Lá é a Suíça, não o Brasil. Aqui, num dia se condena um lado, no dia seguinte se condena o outro.

  6. E agora Waleria o que você
    E agora Waleria o que você tem a declarar?

    Brasil um País onde quem lê jornais e revistas e assiste a Tv Globo fica mais ignorânte. Ainda bem que existe a mídia alternativa.

    Dica: E o noivo? porque ele sumiu?

  7. Desequilibrada e mitômana.
    Desequilibrada e mitômana. Pelo visto, resta tão somente à Paula contar com a generosidade das autoridades suiças (o que não é difícil em terras civilizadas) para livrá-la de um processo naquele país. Um ato de compaixão diante de distúrbios mentais tão sérios. Aliás, um inspetor da polícia suiça já tinha cantado essa pedra, lembram?

  8. Aposto na moça. É só
    Aposto na moça. É só esperar! Eu me recuso a acreditar que alguém chegue ao ponto de enviar um email com um ultrassom fajuto, eu não acredito nessa coleguinha dela Dinamarquesa, prefiro acreditar nos colegas dela do Recife, que não tem nehuma razão para mentir. Aqueles riscos na barriga dela foram feitos por profissionais, aquilo foi uma menssagem, tudo foi muito bem estudado, essa demora da polícia da Suiça em divulgar os resultados já está cheirando mal, a família dela se desconfiasse já teria dado um jeito de se mandar de lá. De novo a garota diz a verdade! Nnca duvidem dos Nazistas!

  9. Como assim “falso”?!

    Como a
    Como assim “falso”?!

    Como a Vera Borda falou acima, imagem é imagem. Em nenhum momento ela atestou que aquele era seu ultrassom.
    Ela pode ter falsificado uma informação quanto pode ter procurado no Google Images pra ilustrar um email.

    “Então aí vai, a imagem fala por si própria, vocês não acham?”

  10. Alguem falou do noivo, bem
    Alguem falou do noivo, bem lembrado, porque será que ele anda inrustido? Medo da SVP? O que mais me impressiona é a declaração de algumas pessoas como a Jaide que tentam crucificar a moça, essa turma é da mesma laia, são racistas, preconceituosos agiriam da mesma forma sem piedade, no fundo são uns psicopatas disfarçados de brasileiros civilizados não passam num exame de sanidade mental.

  11. Os indícios até agora indicam
    Os indícios até agora indicam que a denúncia de Paula Oliveira não procede. Mas devagar também com o andor com esse email. No texto da mensagem, ela não diz que a imagem do ultrassom é dela.

    []s,

    Roberto Takata

  12. O que eu acho inacreditável é
    O que eu acho inacreditável é que tudo que se “diga” contra essa moça a turma aqui acredita como verdade. Por que não acreditar nela? Pra ser esperto, pra se mostrar mais esperto que Sherlock Holmes, à distância, sem ter visto, lido, prova alguma de nada. Acreditar no que uma moça sem nome, suíça de nascença, suponho, sem currículo, sem atestado de antecedentes, que “dizem” ser “colega” da brasileira declarou não sei por quê nem quando?

  13. Caro Nassif:
    Acho que o seu
    Caro Nassif:
    Acho que o seu blog não deve servir de veículo para se divulgar as leviandades que se estão cometendo contra essa moça. O sofrimento dela e da familia dela já são mais do que suficientes. Não é necessário ficarmos aquí espicaçando, futricando e vilipendiando as pretensas ações da pobre moça. Tenhamos piedade e compaixão daqueles que fortuitamente passam por este tipo de experiência.

  14. Sem paixoes ou ofensas, por
    Sem paixoes ou ofensas, por favor. Tecnicamente falando, ABORTAMENTO (espontaneo, traumatico ou provocado) e um ATO MEDICO e deles que estamos aguardando ansiosamente um esclarecimento definitivo. O que diz o OBSTETRA que a acompanha no pre-natal da suposta gravidez? O que diz o PLANTONISTA que a atendeu apos o suposto choque com os neonazistas? O que diz o atual GINECOLOGISTA/ CLINICO que a acompanha no hospital onde se encontra internada? Opinioes dos pais e amigos ou da policia suiça sem embasamento tecnico algum e dose pra leao! Considerar a possibilidade de PSEUDOCIESE (gravidez psicologica ou falsa gravidez) onde a mulher necessitaria de um bom tratamento psicoterapico. Tudo e muito simples e facilimo de comprovar, pronto e acabou!

  15. João Sardinha,
    O meu
    João Sardinha,
    O meu comentário foi irônico. Leia tudo que escrevi sobre esse caso neste blog e verá que em nenhum momento eu duvidei dessa moça. E vou continuar acreditando no que ela relatou, mesmo diante do relatório final da polícia suiça que, acredito, vai confirmar a tese inicial, que agora teve uma “ajudinha” de uma ex-colega brasileira, afirmando que a Paula gosta de inventar coisas. Tudo muito conveniente. Se for assim, o que falta? O gesto humanitário das autoridades daquele país, perdoando uma jovem desequilibrada. Um belo final para um caso embaraçoso, não? Agora um conselho. Seja um pouco mais moderado com aqueles que discordam de vc ou que vc pensa que discprdam.

  16. Interessante a entrevista na
    Interessante a entrevista na revista Época, no jornal hoje e na folha

    :”Ainda segundo o “Jornal Hoje”, a família diz que Paula tem lúpus. A doença atinge o sistema imunológico e, em casos mais graves, pode causar Alucinações. diz a mãe na entrevista.

    Não é só o Dantas que se beneficia de noticias plantadas na mídia para se livrar de processos. Eu ouvi o pai dizer que a filha nunca teve problemas de saude, e me pareceu que tanto a entrevista da Época como a entrevista da mãe no jornal hoje embora sejam distintas tentam passar a sociedade que a pobre moça forjou essa historia maluca por causa de uma doença.

    Espero que a infeliz da moça aprenda alguma coisa com tudo isso. Não acho que uma doença possa livrar alguém das responsabilidades que lhe cabe.

  17. mas que vai dar uma história
    mas que vai dar uma história interessante, vai. ainda bem que eu não boicotei o chocolate suiço. mas não me arrependo do que disse desse país não renegar o dinheiro estrangeiro, ainda que sujo.

  18. A menina é vítima dela
    A menina é vítima dela mesma.

    Sobre a Suiça processar, dúvido, neste caso a única vítima é a pessoa, que se encontra doente, no caso dela, problemas psicológicos.

    O grande vilão foi a mídia, que não checou à fundo a estória.

    De resto, sobra apenas a dor da família e da menina.

  19. De tão malassombrado este
    De tão malassombrado este caso que, em Recife tava programado um ato em favou da menina e durante o fim de samana surgio novidades que tirou o ato da agenda.
    ainda assim os amigos de recife que nao convivem com ela adoram aparecer na TV .
    esperar para ver….
    enquanto Recife ferve com a chegada do carnaval e tome Pão e Circo!!!

  20. Uma vez que o pai, o noivo e
    Uma vez que o pai, o noivo e ela fizeram as fotos e mandaram divulgar no Brasil, agora tem obrigação moral de divulgar o resultado das investigações sobre a denúncia. Tin-tin por tin-tin aquilo que se refere à denúncia.
    A moça não é vítima e deve ser responsabilizada por todo este imbrólio.

  21. Meu caro Joseph Borges,
    Meu caro Joseph Borges,
    Sou pernambucana e, para desfazer a suspeita que vc. lançou sobre a doença, faço um relato. No dia seguinte à ocorrência, ouvi de pessoas que conhecem a família da Paula a informação de que todos os parentes lamentavam, além da agressão, a interrupção da gravidez, tratada com apreensão pq ela tinha lupus. E isto ocorreu quando ainda não haviam tornado pública a suspeita de auto-flagelamento. Portanto, ninguém tirou esse coelho da cartola nos últimos dias. Vá com calma.

  22. LN,

    essa matéria tá quase um
    LN,

    essa matéria tá quase um panfleto apócrifo. Por que eu vou acreditar numa figura sem nome que conversou com a imprensa brasileira por MSN ou sei lá o quê.

    independente do que tenha acontecido, duas dúvidas a respeito de questões que sumiram do noticiario:
    (i) depoimentos iniciais do noivo e do pai da moça relatavam que o investigador/policial já chegou duvidando, sendo ríspido e ameaçando a moça com um processo. Nesses relatos, o nome do policial era largamente citado. Houve resposta oficial dele ou de alguma instituição desmentindo esta versão?
    (ii) se a moça não estava grávida, e se os ferimentos são superficiais, daonde vêm a tal hemorragia? Ou isso também é invenção? Pq tantos dias no hospital então?

  23. Tive a felicidade de assistir
    Tive a felicidade de assistir ontem, o Roda Viva – em replay, do Nicolelis.

    E hoje vejo que, seria assim ou assado…. a imagem estaria num email… as pessoas acham que a advogada brasileira seria assim ou assado.

    Necolelis, emocionado, falou que o que precisa mudar no Brasil, é a mentalidade do colonizado, a educação de colonizados, a posição de colonizados.

    Essas notícias são contra a menina sempre, e nos portamos como colonizados.

    O que vem da Europa é bom, é certo, é justo. É superior.
    A culpa deve ser da menina que teria… que estaria…. que porventura teria mandado….

    Nos portamos como colonizados.

    Lamento Nicolelis, mas seu sonho ainda está distante dessa massa de colonizados.

  24. Vou destacar algo que me
    Vou destacar algo que me chamou a atenção nesse episódio:a pressa que os brasileiros residentes na Europa,especialmente os da Suíça,demonstram em desqualificar a versão da Paula.Percebi desde o 1º comentário aqui e em outros em vários espaços,que ficaram apavorados com a repercussão e fizeram questão desde o 1º momento em acusá-la e defender o país.Até entendo o medo de mais uma imagem ruim associada a brasileiros lá fora e de sofrerem repercussões mas ainda assim me entristece esse tipo de atitude.Tenho irmã que mora na Inglaterra,vida organizada,legalizada e que em nenhum momento sofreu qualquer repercussão desse ou de outro evento,além de ter tido sempre a honradez de defender e exaltar nosso país e nosso governo.
    Sobre o episódio,prefiro aguardar e torcer que o governo brasileiro preste assistência e acompanhe todo o processo,assim como pode ser um surto de uma mulher com problemas,pode ser também uma grande armação do governo Suíço para limpar sua imagem.
    Usam como um dos argumentos principais contra a versão da moça o formato dos cortes(“Não tem um furo mais contundente; tampouco uma linha mais sinuosa.”).A meu ver,se é difícil acreditar que 3 homens possam imobilizar uma mulher e fazer cortes tão “precisos”,porque acham que seria mais fácil para ela fazer em si mesma?tendo que se curvar sobre o seu corpo ou diante de um espelho?
    Seja o que for,que ela esteja protegida.Do governo Suíço ou de si mesma.
    abs

  25. Minha cara Jaide, não é
    Minha cara Jaide, não é Joseph e sim Josef.
    O pai da moça deu uma entrevista(esta no Youtube), quando perguntado se a moça teria algum distúrbio ou coisa do gênero disse que a moça não tinha nada.
    Não duvido que ela tenha essa doença, só acho estranho utilizar a doença da moça nessas circunstância. Se é que você me entende.

  26. A meu ver a imprensa e o
    A meu ver a imprensa e o governo foram muito pouco profissionais neste caso, julgando precipitadamente e agindo pela emoção. Talvez seja pela histeria que causa no Brasil a questão racial.

  27. Caro Nassif, a imagem pode
    Caro Nassif, a imagem pode muito bem ter sido uma forma ilustrativa da moça dizer que estava grávida, tornando desproposital a reportagem da “revista época”. Quanto às fofocas, vale a máxima: quem tem esse tipo de amigo não precisa de inimigos. Continuo achando que a moça foi agredida e que a polícia suiça comportou-se como a ss: vestem-se bem para disfarçar a canalhice. A republiqueta, conhecida pela lavagem de dinheiro, é a cara da europa atual: um continente parasita e decadente. E a “mídia” nacional comporta-se de forma rasteita e subserviente.

  28. Postei o singelo comentário
    Postei o singelo comentário abaixo, o único em semanas, e recebi uma advertência que estou postando comentários rápido demais. Que se passa?

    caro(a) z.e.h.
    quanto ao ítem (ii), seu pai (da moça) já esclareceu. Menstruação…
    Enfin…

    abraço

  29. Fatos que pesam contra a
    Fatos que pesam contra a brasileira:

    01- Cortes superficiais, perpendiculares, não típicos de um ataque;
    02- Falta de lesões de resistência (especialmente pulsos e mãos);
    03- Informações contraditórias pela família e dela também.

    Mas pelo teor dos comentários, ainda que haja vídeo da moça se cortando, muita gente continuará culpando os neonazistas.

  30. Nassif,

    O que se pode
    Nassif,

    O que se pode depreender desse testemunho dessa “amiga” de Paula é que pode ser alguém ajustando umas contas antigas…

    Peço a Deus que essa moça não seja uma doente mental. Brasileiros ao redor do mundo – até minha filha, que está na Austrália – correrão riscos por causa de uma atitude dessas. Isso sem falar no drama humano.

    Mas o interessante é que Paula é filha de um pefelista e parece – a informação não é segura – que integra uma comunidade no Orkut chamada “Eu odeio o PT”.

    Se for verdade, o pai de Paula e a própria talvez não saibam, mas, nesta hora, foram os “petistas” da internet que a apoiaram, enquanto que seus congêneres políticos são os que mais se divertiram com desqualificações dela.

    Na verdade, esse drama transformou-se numa jogatina política. Vendo oportunidade de desgastar o governo, a mídia começou a criticar a tomada de posição do ministro Celso Amorim.

    A mídia brasileira só não contava com um fato: a mídia suíça a está atacando muito mais do que ao governo, dizendo inclusive que ela faz denúncias precipitadas, destrói vidas e depois não prova acusações.

    Veja a que ponto chegamos, Nassif: até numa tragédia humana triste e que deveria ficar restrita aos próprios porões escuros, a mídia, vendo oportunidade de politizar o caso, não pensa duas vezes.

    Blogueiro da Folha chama Marta Suplicy e Dilma Rousseff de “vadias” e “vagabundas”, a mídia tenta aprofundar a crise no país para desgastar Lula…

    Do que mais essa gente é capaz?

  31. Nassif, proponho que nao haja
    Nassif, proponho que nao haja mais tópicos sobre esse assunto até que haja DADOS novos (e nao fofocas de amiga tal, e coisas do gênero). Se nao houver, esperar pelo fim da investigação e aí sim noticiar. Ficar aqui fazendo especulações sobre a moça é o fim da picada. Seja ela doente ou tenha realmente sido atacada, está passando, bem como sua família, por uma situação muito difícil, e acho que este Blog nao devia alimentar o gosto pela desgraça alheia.

  32. Nassif, essa questão deveria
    Nassif, essa questão deveria ser esquecida pelo menos até que as investigações terminem. Uma pessoa que se diz amiga da Paula Oliveira não teria se prestado a esse papel sórdido. O melhor a fazer é não entrar na linha das revistas de fofoca. O que é indiscutível é o sofrimento que a moça e a familia estão passando; pelo menos isso deveria ser respeitado.

  33. Nassif,

    uns dois anos atrás
    Nassif,

    uns dois anos atrás li uma crónica de Beatriz Sarlo sobre um mendigo de metrô mostrando seu atestado de soropositivo de HIV e os comentáriosdos passageiros sobre a veracidade ou falsidade do atestado . Beatriz Sarlo comentava a pouca importância que poderia ter a veracidade do atestado frente à desgraça que aquela pessoa vivia, sendo ou não soropositivo de HIV.

    O caso de Paula e a enxurrada de comentários me lembrou aquela crônica. Há um drama pessoal profundo em qualquer hipótese. E um problema policial a ser resolvido.

    Já que não podemos ajudar, deixemos a moça e sua familia em paz.

  34. Sr.Eduardo
    Sr.Eduardo Guimarães,

    Gostaria, se possível, que você me esclarecesse algumas coisas que não consegui entender no seu texto.

    1. – Por quê esse “triste” assunto deveria ser remetido aos “porões escuros”?

    Ataques a imigrantes feitos por grupos de ultra-direita ou os chamados neonazistas na Europa , são muito comuns e pouco divulgados pelas mídias locais. Só quem têm parentes/ amigos radicados nesses locais ou morou/reside sabe da insatisfação que reina nessas comunidades com a chegada de “estrageiros”, devido aos problemas econômicos existentes.

    2. – Por quê, o senhor teme pela segurança de sua filha na Austrália e dos brasileiros em trânsito pelo globo, se os grupos neonazistas estão em todas as partes da Europa. Ou será que somente agora, com esse nefasto caso, é que os latinos, turcos, hindus, asiáticos e outras etnias de pele não aparentemente caucasiana, deverão temer pela sua segurança?
    O senhor pede a Deus que ela não seja doente mental, caso fosse o contrário, quais seriam os grupos de riscos para os brasileiros em viajam á Europa?

    3. O senhor diz que através de uma informação dúbia (palavras suas textuais), a Dra.Paula faria parte de uma comunidade do Orkut, que odeia o PT. E que os internautas que a defenderam são todos petistas.
    Me desculpe a ignorância factual, mas como é identificada a afiliação partidária dos integrantes do Orkt. Eu não declarei a minha ainda. Qual o procedimento adotado para que saibamos com quem “politicamente” lidamos no espaço virtual?

    4. Politizar não vale, mas a menção ao partido do pai da suposta vítima, é sempre lembrado em letras garrafais. E se êle fosse do PT?

    5. O senhor não acha que chamar de “amiga” a pessoa que mostrou ou indicou onde estava esse ultrassom, a essa mídia marrom, é ofensivo a tudo que engloba a palavra AMIZADE? Até porque quem têm amigas assim, não precisa se precoupar com ataques de neonazistas em lugar nenhum do mundo, concorda?

    6. – Resumindo, pois vi que o senhor me parece ser um pai prestimoso e preocupado com todo o drama humano que o episódio encerra, lhe pergunto: O que o senhor faria se fôsse a sua filha que está na Austrália, a suposta vítima desse ataque?

    Grata,
    Soledad Larraz

  35. olá

    discordo do alberto
    olá

    discordo do alberto cordiviola.
    foi a pp família quem tornou pública esta situação, chocando a opinião pública. A justiça e polícia suíças estão sendo exemplares, e o desejo de esclarecimentos da nossa parte é justo.
    Tb discordo do Chanceler: ele deve uma satisfação por ter se precipitado.

  36. Segundo revista Suiça
    Segundo revista Suiça Weltwoche, a brasileira Paula Oliveira confessou que forjou a suposta agressão. Paula se condenada poderá pegar até 3 anos de prisão,se comprovado problemas psíquicos a pena poderá ser atenuada, a policia de Zurich bloqueou seu passaporte e abriu inquérito contra a brasileira. O motivo suspeitado seria o recebimento de 50 a 100mil francos Suiços( aproximadamente 100.000 a 200.000 reias).Segunda ainda a revista o objeto utilizado para fazer os cortes foi uma faca comprada no Migros(uma rede de supermercados Suiço equivalente ao um Pão de açucar).

    * http://www.weltwoche.ch

    Indiciada por falso testemunho e impedida de sair da Suíça

    A Procuradoria Pública de Zurique indiciou Paula O. por suspeita de falso testemunho. A brasileira é obrigada a permanecer na Suíça para responder a processo e aguardar o final das investigações sobre o suposto ataque, informou a autoridade nesta quarta-feira.

    Paulo O. havia dito que fora atacada por neonazistas e, em consequência, teria perdido gêmeos. As investigações ainda não estão encerradas, mas peritos revelaram que ela não estava grávida no momento da ocorrência.

    Ao contrário das afirmações recentes publicadas na imprensa brasileira e Suíça, Paula O. não poderá sair da Suíça enquanto o inquérito estiver em andamento.

    Paula tem visto para permanecer e trabalhar no país (chamado Permis B) válido até meados de dezembro de 2009, conforme confirmou na segunda-feira (16/2), a Secretaria de Migração do Estado de Zurique.

    Hoje a Procuradoria Pública de Zurique decidiu bloquear seu passaporte e indiciá-la por falso testemunho. Se ela for condenada por “induzir as autoridades a erro”, poderá pegar pena de reclusão de até três anos ou multa, segundo o Código Penal Suíço. “Caso ela sofra de doença psíquica, isso poderia favorecer uma mitigação da pena”, diz o professor de Direito Penal Daniel Jositsch (leia mais na coluna à direita).

    swissinfo traduziu o texto da Procuradoria na íntegra:

    “Comunicado à imprensa
    Procuradoria Pública de Zurique – Sihl
    18 de fevereiro de 2009

    Caso na estação de trem de Stettbach de 9 de fevereiro de 2009: orientação

    Em prosseguimento aos comunicados à imprensa da Polícia de Zurique de 12 de fevereiro de 2009 e 13 de fevereiro de 2009, a Procuradoria Pública de Zurique-Sihl comunica:

    A Procuradoria Pública de Zurique-Sihl decidiu em 17 de fevereiro de 2009 indiciar a brasileira de 26 anos por suspeita de falso testemunho (perjúrio) no sentido do Artigo 304 do Código Penal Suíço.

    Ao mesmo tempo, a Procuradoria Pública de Zurique-Sihl decreta contra a mulher, no sentido do parágrafo 72, inciso 1 do Procedimento Processual Penal de Zurique, a retenção do passaporte e dos papéis, como é comum nestes casos.

    Essa medida garante que a mulher permanecerá na Suíça o tempo em que for necessária a sua presença no processo criminal e até que as investigações necessárias tenham sido realizadas.

    O Tribunal de Zurique indicou ontem à mulher um defensor público.

    O inquérito aberto em 12 de fevereiro de 2009 relativo à denúncia de uma agressão cometida por desconhecidos continua em andamento.

    Outras informações só serão fornecidas quando a situação das investigações o permitir.”
    Defensor público

    No texto está claro também que Paula O. passa a dispor de um defensor público. Seu nome ainda não foi divulgado. As autoridades brasileiras também já ofereceram à brasileira uma lista de advogados capazes de defendê-la.

    “Fizemos algumas indicações de nomes, mas a família declinou”, explica o conselheiro Acir Madeira, recém-enviado pelo Itamaraty para ajudar o Consulado do Brasil em Zurique nos contatos com a imprensa.
    Retrospecto do caso

    Paula O. denunciou na segunda-feira da semana passada (9/2) que teria sido atacada por três neonazistas na estação de trem de Stettbach, no subúrbio norte de Zurique. Em consequência das agressões, ela teria perdido gêmeos no terceiro mês de gestação.

    O caso teve uma forte repercussão na imprensa dos dois países e chegou a gerar reações enérgicas da diplomacia brasileira, que cobrou uma apuração rápida e sugeriu que a ocorrência tinha conotações xenófobas.

    No dia 13 de fevereiro, o diretor do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, Walter Bär, afirmou que, a partir de exames de legistas e ginecologistas, a conclusão era de que a brasileira não estava grávida no momento da ocorrência e que provavelmente teria ela mesma feito os ferimentos em seu corpo. A versão de Paula O. começou a desmoronar.

    Mais detalhes sobre a vida particular da advogada, divulgados pela imprensa brasileira na terça-feira (17/2), colocaram ainda mais em dúvida a versão do ataque descrita pela suposta vítima. Ontem à noite, a brasileira recebeu alta do hospital Universitário de Zurique, onde estava internada. As investigações para descobrir como ocorreram os ferimentos continuam.

    Leia no blog “Coisas da Suíça” as últimas reações na imprensa helvética.

    swissinfo, Alexander Thoele e Geraldo Hoffmann

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