Grupo Jari desmente patrocínio do filme Lava Jato e recupera histórico

 
Jornal GGN – A vinculação do nome de Sergio Antonio Garcia Amoroso, presidente do JARI, como patrocinador do filme da Operação Lava Jato “PF – A lei é para todos”, foi desmentida pelo grupo econômico em artigo enviado ao GGN. Os apontamentos foram iniciados pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo (leia aqui).
 
“O Inquérito instaurado pela Polícia Federal, depois de muitos meses de investigação, concluiu pela inexistência de responsabilização da Jari Florestal e de seus representantes legais no suposto esquema criminoso organizado para fraudar o sistema de controle de comércio florestal no Estado do Pará”, afirmou o grupo.
 
A resposta foi sobre a coluna “Financiador da Lava Jato é investigado pela Polícia Federal e pelo MPF no Pará“, do jornalista Luis Nassif, publicada nesta quarta-feira (30), que relacionou o empresário a investigações do Pará contra a Jari Florestal e seus representantes. O GGN reproduz, abaixo, a íntegra do esclarecimento do grupo ao Jornal:
 

Esclarecimentos Grupo Jari e Sr. Sergio Antonio Garcia Amoroso

Preliminarmente, agradecemos-lhe por ouvir pessoalmente os esclarecimentos do Sr. Sergio Antonio Garcia Amoroso, presidente do Grupo Jari e do GRAAC e compreender que ele ou qualquer empresa de grupo econômico JARI, não podem ser vinculadas ou associadas à nota publicada pelo colunista do jornal “O Globo”, Lauro Jardim, publicada em 28/08/2017, uma vez que não foram e nem são patrocinadores do filme da Lava-Jato, de nome “PF – a lei é para todos”, como se equivocaram outros veículos de comunicação.

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Posto isso, seremos breves em esclarecer os demais temas abordados na mesma matéria desse renomado jornal, veiculada no dia 30/08/2017:

I) A investigação da PF e MPF no Pará – Madeira Nativa

O Inquérito instaurado pela Polícia Federal, depois de muitos meses de investigação, concluiu pela inexistência de responsabilização da Jari Florestal e de seus representantes legais no suposto esquema criminoso organizado para fraudar o sistema de controle de comércio florestal no Estado do Pará. Por consequência, inexiste ação penal instaurada contra a Jari Florestal e/ou seus representantes legais e, espera-se, em consonância com os fatos apurados, que sequer haja o oferecimento de denúncia pelo MPF em desfavor dos mesmos aqui citados, recaindo qualquer responsabilidade criminal sobre os efetivos responsáveis por eventuais crimes cometidos contra o meio ambiente.

A Jari Florestal, desde a sua constituição no ano de 2004, teve a sua atuação extrativista de madeira nativa desenvolvida em projeto de manejo florestal sustentável próprio, registre-se de forma precursora no país e mundialmente conhecido, e sempre pautada pelo respeito a todas as normas ambientais exigíveis para tal atividade. Destarte, não foi diferente a sua forma de atuar quando resolveu, em 2014, adquirir madeira de projetos de manejo florestal sustentável de terceiros e, por isso, desde o início de tal exploração, se certificou quanto à legalidade e validade de todas as licenças ambientais e requisitos formais exigíveis para a extração e comercialização de madeira oriunda de tal projeto.  

Pelo exposto, mostra-se totalmente descabido imputar a Jari Florestal ou qualquer outra empresa do Grupo Jari e/ou seus representantes legais qualquer responsabilidade por eventuais práticas delituosas cometidas por terceiros junto à agentes públicos quando da obtenção, registre-se muito antes à exploração e aquisição de madeira pela Jari Florestal, de licenças ou autorizações ambientais para a exploração do referido plano de manejo florestal sustentável, o qual deu origem aos volumes de madeira adquiridos, legalmente, pela companhia.

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II) Financiamento do BNDES e Demissões

A Jari Celulose, quando adquirida em 2000 pelo Sr. Sergio Amoroso, já registrava uma dívida no BNDES de mais de US$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de dólares), dívida essa contraída quase duas décadas antes da aqui citada aquisição e rolada sucessivamente pelos antigos controladores. No ano de 2010, a dívida da Jari Celulose contraída no passado e assumida pelo Sr. Sergio Amoroso foi devidamente quitada, na forma do contrato de aquisição e assunção do passivo original.

A dificuldade de obtenção de crédito pela Jari Celulose sempre foi conhecida pelo mercado financeiro e o BNDES, como agente público de fomento ao desenvolvimento, há décadas vem cumprindo com seu papel ao conceder determinadas linhas de crédito à companhia, todavia, frise-se, sem nenhuma benesse nas condições de custo das operações de financiamento, aplicando taxas de juros, multas, encargos e exigindo garantias de diversas espécies, tudo dentro dos parâmetros usuais de mercado.

Não procede a informação de que a Jari Celulose tenha feito grandes volumes de demissões sob a atual gestão, muito menos ainda que tenha a prática reiterada de operar demissões em massa. Muito pelo contrário! Um importante exemplo do compromisso constante da Jari Celulose com a manutenção de postos de trabalho na região do Vale do Jari se deu em 2013, quando a sua fábrica precisou passar por um amplo processo de reforma e conversão de linha produtiva que durou aproximadamente 24 (vinte e quatro) meses e, mesmo assim, foi feito um enorme esforço, com uso de recursos e ativos dos seus próprios acionistas, para suportar os custos fixos sem faturamento e manter os postos de trabalho existentes antes da longa parada.

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Por fim, vale registrar que mesmo com toda a crise financeira que há décadas assola o projeto jari e há mais de 3 (três) anos vem devastando o país, o Grupo Jari mantém empregando, direta e indiretamente, dezenas de milhares de pessoas na região do Vale do Jari, dividida entre os Estado do Pará e do Amapá, além de manter outros diversos postos de trabalho em São Paulo.

Por todo o exposto neste ofício, pedimos, assim, a sua gentileza de retificação (errata) da matéria publicada, para retratar essas justificativas, colocando-nos à disposição desse renomado veículo de comunicação para demais esclarecimentos.

Atenciosamente,
Grupo Jari.

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