ATUALIZADO: A surpreendente Ministra da Mulher, Famílias e Direitos Humanos, por Luis Nassif

Com alteração: recebo alerta de amigo evangélico de Curitiba, para não me basear na entrevista, No pé do artigo,as explicações

O uso do cachimbo definitivamente entortou a boca da imprensa. Tome-se o caso da nova Ministra da Mulher, Famílias e Direitos Humanos, Damares Alves

O que é o cachorro mordendo o homem? É uma pastora indicada pelo Jair Bolsonaro, contra todos os avanços da sociedade, presa a uma visão religiosa e preconceituosa, pois não? O que é o homem mordendo o cachorro? É a pastora com ideias modernas, mesmo saindo da caverna de um Bolsonaro e de um Magno Malta – de quem era assessora.

Vamos a um apanhado da entrevista que ela concedeu à repórter Natália Portinari, de O Globo, sob o título correto “Homens e Mulheres não são iguais, diz futura Ministra dos Direitos Humanos”.

Pode-se discordar de posições da pastora. Mas sua entrevista mostra a enorme dose de preconceito existente com essa generalização sobre os evangélicos.

Sobre sua militância social

São anos na estrada na defesa da infância. A cada momento da minha vida, encontrei um grupo de crianças mais vulnerável que o outro. Nasci no Paraná, mas me criei entre Sergipe e Bahia. Em Aracaju, comecei com meninos e meninas de rua, por volta de 1984. Fui professora desde muito cedo. Estava em sala de aula há quinze anos, já, e trabalhava com a primeira infância. Às vezes o aluno não vinha porque algo tinha acontecido. “Meu irmão morreu”, “meu irmão está preso”. Eram meninos que estavam na rua. Militei algum tempo no movimento Meninos de Rua, atendendo meninos que estavam se prostituindo, cheirando cola.

Sobre mulheres camponesas

No final de 1987, fui trabalhar com mulheres camponesas e pescadoras. Tenho uma história de muita intimidade e identificação com a história delas. São mulheres sofridas, que apanharam de maridos, foram agredidas na infância, trabalharam desde cedo.

Sobre a defesa das crianças

Sou educadora e pastora, em 1991 me tornei advogada e passei a usar o direito para buscar a proteção de direitos. Essa foi a minha história até vir para o Congresso Nacional, onde eu vim fazer essa abordagem nos bastidores com os parlamentares. Eu ia para a rua brigar pelos meninos, mas ainda não tínhamos o Estatuto da Criança e do Adolescente. Então eu ajudei a construir e aperfeiçoar essa legislação. 

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Sobre os “invisíveis”

Eu gostaria muito de trazer para o protagonismo dessa história de direitos humanos os invisíveis, que são os ciganos, a mulher ribeirinha, a mulher seringueira, cortadora de cana, que cata siri, que quebra coco, que colhe açaí. Essas mulheres de mãos calejadas não estão no protagonismo e as políticas públicas nem sempre chegam nelas. Temos mais de um milhão no ciganos no Brasil. Esse povo é lindo, é incrível, e está invisível, sofre preconceito e discriminação.

Sobre os transexuais

É essencial ter um diálogo com a travesti que está na rua, que está se prostituindo. Será que está lá por opção, ou porque não ingressam no mercado de trabalho? Gostaria muito de conversar sobre isso. Tenho encontrado travestis dotados de uma inteligência extraordinária e com o corpo machucado. O corpo na rua sendo machucado. Será que não está na hora de a gente começar a ver esse ser, que foi por tantos anos discriminado, e se perguntar: por que para o travesti sobra só a prostituição? Por que só esse caminho, por que não trazer eles para as universidades?

Sobre a prostituição

Não tenho nenhum problema com a prostituta, mas quem consome mulher na prostituição pra mim é predador. Então eu quero muito pensar nessa prostituta como um ser humano que precisa de dignidade. Elas sofrem, apanham na rua. Não tem glamour, tem dor e sofrimento. Nem todas as mulheres são “Uma Linda Mulher”. Estou na rua com elas eu sei como é chorar com elas, levar sopa, cobertor. Meu sonho é um mundo em que ninguém precisasse vender o corpo, que a mulher tivesse o corpo respeitado.

Sobre identidade de gênero

Eu tenho uma posição muito forte em relação à teoria de gênero. É uma teoria furada, sem nenhuma comprovação científica. Nós temos que lutar pela igualdade de direitos civis entre homens e mulheres. Eu não quero nenhuma mulher ganhando menos que um homem ou sendo preterida por ser mulher, ou sendo enterrada viva por ser mulher, o que acontece no Brasil. Mas homens e mulheres não são iguais. 

Sobre mulher nascer para ser mãe

Mas a mulher nasceu para ser mãe, porque nasceu com útero. Nesse planeta Terra, a fêmea nasce com útero para gerar. Então eu não menti. A mulher nasce para ser mãe. Se ela não quer ser mãe, é uma opção dela, mas a mulher nasceu, sim, para ser mãe. Isso é tão instintivo, da natureza humana, que mesmo aquelas que não querem ser mães vão dizer “puxa, eu podia ter sido mãe”. Então a veia salta dizendo que é direito da mulher não querer ser mãe. Eu concordo, mas é uma luta contra a natureza humana. Quem manda são as regras biológicas, que nos fizeram com peito, útero, ovário e trompas, para gerar.

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(…) Mas entendo que o ideal para a mulher seria, quando tiver um filho, escolher se quer ficar quatro anos em casa com o bebê. Mas não tem como. Somos muito cobradas, a competição no mercado de trabalho é muito grande. Precisamos ajudar com o sustento, ajudar o marido. Somos, em maioria, chefes de família. Vejo mães de licença-maternidade agoniadas com o que está acontecendo no trabalho. É angustiante.

Sobre a discriminação contra mulheres

Sim. O Brasil é um país que a mulher sofre, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, a cada 7 uma sofre violência doméstica, e detalhe, esses são os números oficiais. E a mulher que não denuncia, que não fala? É uma nação que machuca as mulheres e eu sonho com essa mudança.

O combate à violência contra a mulher

Nós vamos ter que fazer uma revolução cultural. Todos os meninos vão ter que entregar flores para as meninas nas escolas, para entender que nós não somos iguais. Quando a teoria de gênero vai para a sala de aula e diz que todos são iguais e que não tem diferença entre menino e menina, as meninas podem levar porrada, porque são iguais aos meninos. Somos frágeis, mas somos muito especiais, fazemos coisas que eles não conseguem fazer. Vamos proteger as crianças, as grávidas, e mostrar que uma nação que teve uma mulher presidente da República tem tudo para ser o melhor país do mundo para mulheres.

 Sobre o casamento homoafetivo

Isso é uma questão que já está praticamente definida no Brasil. É uma conquista deles. Direitos conquistados não se discute mais. Então, pra mim, é uma questão vencida, tanto é que o movimento gay nem tem mais isso como pauta, é uma questão superada, um direito civil garantido.

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Sobre o aborto

Eu sou contra o aborto. Acho que nenhuma mulher quer abortar. As mulheres chegam até o aborto porque possivelmente não foi lhe dada uma outra opção. O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo que o aborto é um problema que caminha a vida inteirQueremos um Brasil sem aborto. Um Brasil que priorize políticas públicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado como método anticonceptivo”, disse Damares.

 

Atenção

Recebo um alerta de um amigo, evangélico em Curitiba, para não me deixar iludir pela entrevista. A futura Ministra esteve em Curitiba, inclusive se valendo de passagens parlamentares, para se apresentar em uma Igreja. Deixou as mentes mais arejadas escandalizadas com as barbaridades que falou.

Estou aguardando mais dados, mas fica ai o alerta.
 

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17 comentários

  1. Sei não……
    Tem entrevistas
    Sei não……

    Tem entrevistas com outro teor……

    Do vendo pra crer…….

    a meu ver, quem aceita participar de um governo p. louca desses não merece crédito antecipado……….

  2. O aborto no Brasil sempre foi

    O aborto no Brasil sempre foi permitido – desde que a mulher tenha uma boa quantidade de dinheiro pra pagar pra fazer o aborto numa clínica com um médico. Caso seja pobre, fará  usando algum remédio abortivo ou indo num açougue de periferia. Países desenvolvidos perceberam que sempre houve, há e haverá mulheres que escolhem abortar – mesmo em sociedades que dispõem de programas de educação sexual nas escolas. E partindo da realidade escolheram torná-lo um procedimento legalizado. 

  3. Se a pastora, em  uma

    Se a pastora, em  uma entrevista, diz coisas bem sensatas e, dentro de uma igreja evangélica, diz barbaridades, estamos diante de um mistério que vale a pena desvendar. O teor da entrevista está bem distante das idéias medievais da tropa de Bolsonaro. Aguardemos pela verdade.

  4. olha, pra mim foi uma

    olha, pra mim foi uma surpresa positiva. concordo com praticamente tudo que ela disse nessa entrevista. tinha acabado de compartilhar no facebook um post sobre ela e vou retirar, até que tenha novas e mais completas informações. acho incoerente alguém ter uma visão dessas e apoiar o retrocesso que é esse governo, mas ainda que seja uma voz dissonante e minoritária, não quero colocá-la no mesmo saco dos absurdos do que temos visto vindo desse pessoal nesses últimos tempos.

    dito isso, após uma rápida pesquisa já posso acrescentar um post scriptum: a criatura é pré-histórica! uma múmia tem idéias mais modernas que esse ser. retirem o que eu escrevi: não há incompatibilidade alguma entre ela e o retrocesso que se prenuncia. fico imaginando o malabarismo (ou a tremenda boa vontade ou má-fé) do editor pra chegar a uma entrevista dessas…

  5. Assessora da Frente Parlamentar Evangélica Ataca Governo Federal

    Assessora da Frente Parlamentar Evangélica Ataca Governo Federal [do PT] em palestra
    e fornece argumentos [falsos] para reações das igrejas a políticas públicas

    Por Magali do Nascimento Cunha, 

    Jornalista, Doutora em Ciências da Comunicação, Professora da Universidade Metodista de São Paulo com pesquisas em Mídia-Religião-Cultura. 

    Membro da Diretoria da Sociedade Internacional Mídia, Religião e Cultura.

    Membro da Igreja Metodista a quem representa no Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas.

    Da Rede Capixaba de Direitos Humanos (RCDH) no site da  Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes):

    http://www.rcdh.ufes.br/sites/default/files/RefutacaoCaluniasPoliticasPublicasLGBTeEdSexual_DraMagaliCunha2013.pdf

  6. A criatura quis fazer parecer
    A criatura quis fazer parecer que nao é uma boçalnara sem falar coisa alguma que seja novidade para aqueles a quem ela se opõe no campo politico e social.

    E ainda revela total ignorância em relaçao ao d que ela chama de “teoria de genero”.

    “Quando a teoria de gênero vai para a sala de aula e diz que todos são iguais e que não tem diferença entre menino e menina, as meninas podem levar porrada, porque são iguais aos meninos.”

    O que se diz com todas as letras é que homens e mulheres sao iguais em Direitos, e em Dignidade. Ninguém tem que “levar porrada”.

    Outra coisa é a sexualidade: cada um goza da maneira que achar melhor (obviamente, desde que não avance sobre a liberdade alheia), tendo também o Direito de nao “levar porrada” por causa disso.

    Dizer “a teoria de genero entra nas escolas” é típico de quem propaga as mentiras sobre o tal “kit gay”. Escola alguma, Professor algum ensina sacanagem pra criança, ou ensina a ser gay, bi, tri ou tetra: o que a Escola ensina é a civilidade, a cultura de Direitos e o respeito à Dignidade Humana. Isso está na Constituiçao Feferal. Quem é gay, é gay, e nao foi Escola alguma ou Professor algum que “ensinou”.

    Esses malucos enfiaram na cabeça que Direitos Humanos sao coisa de “comunista”, ignorando que a Carta de 48, da qual o Brasil é signatario, foi um marco da vitoria das sociedades Liberal-Democraticas contra o nazifascismo. A União Sovietica do Stálin até mesmo nao assinou!

    Ou seja, negam até a Historia militar brasileira. O Brasil nao mandou tropas para Europa à passeio…

    São uns boçais completos.

    Estupidez de gente com formaçao tem outro nome: é perversão. Quando se junta com o cinismo (e com o Poder na mao), o resultado é um só: perversidade.

  7. “A Brasília underground tá virando governo.”
      

    Felipe Neves

    5 h ·  

    Passei duas tardes de 2015 filmando Damares Alves pra entender como uma assessora de senador ganha relevância no Congresso a ponto de chamar deputados federais de “meus”. Ok, grave um vídeo com supostas denúncias inéditas sobre erotização infantil, adicione uma colher de agressividade religiosa e você viraliza em horas. Mas não só. Atrás das tribunas, das câmeras e das sessões tem um subparlamento que nunca aparece, mas que concentra tanto ou mais poder do que quem foi eleito. Bem usadas, conversas de corredor, visitas a gabinetes e muita, mas muita atuação conjunta pavimentam seu caminho da coxia pro palco. Damares rezou a cartilha e bom, agora é ministra. A Brasília underground tá virando governo.

    https://www.facebook.com/felipe.neves.906/videos/1649220441846096/

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=xv4zV9ddPjQ%5D

    • Quem já viu deus
       

      O bom desse povo é que fala com deus sem conhecer-lhe a cara.

      Qualquer procurador, mesmo sem firma reconhecida, que se diz “emissário de deus” mandando o cabra fazer qualquer merda, como matar o filho como um animal em sacrifício, só para mostrar que obedece a “vontade de deus” , recebe crédito.

      Hoje em dia, pessoas que falam com entidades imateriais, cometem crimes porque “deus mandou”, são consideradas doentes mentais.

      E olha que tem hora que deus manda bem, viu?

      No caso de bolsonaro, por exemplo, o Bispo fez a “boa vontade de deus” dando-lhe uma facada.

      Esse povo precisa entrar em acordo com essas “divindades” ou então fechar o cercadinho onde congregam, como um hospício de segurança máxima.

       

  8. Resumindo:- ela tem um longa

     

    “É a pastora com ideias modernas, mesmo saindo da caverna de um Bolsonaro e de um Magno Malta – de quem era assessora.”

    Desculpe, Luiz Nassif, mas só um homem para enxergar nessa mulher idéias modernas.

    – ela tem um longa militância social e trabalhou com meninos de rua e está com o Bolsonaro que dá passe livre para a policia matar pobre. E a previsão de matar 30 mil “bandidos” não a horroriza.Resumindo:

    – tem convicção que mulher não é igual a homem.  Não somos mesmo porque somos condenadas a ser passivas e empacotadas no papel de mãe cujos filhos são gerados só com a nossa sem vergonhice. E para desviar da luta eterna das mulheres de terem a sua intelectualidade reconhecida se fixa nas diferenças fisicas. E muito me admira que o Nassif venha a dar destaque a esse aspecto da entrevista sem senso crítico. Antes de ontem ele postou um longo elogio sobre a atuação profissional de sua companheira Eugenia e eu seu sugeri que ela mandasse flores pra ele. 

    – sobre as mulheres ribeirinhas, invisiveis etc  é preciso informar essa hipócrita que o governo que ela vai atuar enfiou os sindicatos para Moro criminalizar e se prepara para editar uma lei transformando os militantes dos movimentos sociais em terroristas

    – sobre a questão Lgbt ela tem encontrado travestis com uma inteligência admirável. E os outros podem ser assassinados pelos bolsominions protegidos pela polícia que dá passe livre para matar? E de que caverna sairam esses bolsominions senão do empregador da pastora e da própria Damaris do kit gay.

    – sobre a questão do aborto aviso a essa canalha que o fato de ter o físico de mulher não a faz ser mulher. Você pode ter o corpo de mulher e ser tão machista quando os homens que fizeram as leis morais e religiosas para submeter o sexo feminino. Mulher é a que luta para ter reconhecido o seu direito sobre o corpo porque temos direitos iguais e como o homem faz aborto moral quando não quer ter um filho, temos todo o direito de não tê-lo e repartir a responsabilidade moral do aborto com o dono do espermatozoide que fecundou o nosso óvulo.

    Enfim vai pra PQP. E que merda é essa, Nassif, de você valorizar uma hipócrita machista dessas que só o que quer é poder político e manipulação de pobres miseráveis transformando-os em zumbis dessas igrejas pentecostais que elegem Magno Malta, Felicianos, Bolsonaros que fazem leis para o sistema financeiro e manipulam a opinião pública usando uma pauta religiosa e moral para impor retirada de direitos sociais e trabalhistas. 

    • E ela generaliza
       

      Acha que a mulher que não quis ter filhos vai ficar “se culpando” pelo resto da vida.

      Ela não falou das drogadas que parem na rua; dos filhos resultados de violência sexual; dos abandonados no lixo; das mães cruéis.

      A infeliz acha que uma gravidez só dura 9 meses então, se ela tiver outro neurônio  vai lembrar que maternidade é para sempre, e uma vez materializada, torna-se  uma obrigação irrecusável até depois da morte.

      Tem muita gente que nunca teve pai.

      Que não tivesse tido mãe, é duvidoso.

      Acho que é esse o problema dela.

      Dizem que ela não pode ter filhos por conta de violência sexual que teria sofrido na infância ( a confirmar), em sendo assim, deve ter-lhe restado uma enorme frustração por não possuir esse poder.

      Sinceramente, PQP mesmo, é muita ignorância.

  9. O homem nasceu para defecar, pois nasceu com ânus

    O que dispõe a Constituição?

    Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição

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