Alunas têm intimidade exposta em campus de Piracicaba da USP

Enviado por Braga-BH

Da Revista Fórum

Ranking expõe sexualidade de alunas e homossexuais em unidade da USP  

Alunos e alunas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, vem se mobilizando para denunciar um material ofensivo contra mulheres e homossexuais da instituição que foi colocado em uma área de convivência do campus. Depois das denúncias, o cartaz foi retirado.

Com três colunas, o cartaz formava uma espécie de ‘ranking’ que listava mulheres e homossexuais da instituição por meio de apelidos pejorativos tais como “teta preta”, “buceta fedida” ou ainda “sociedade do anel” e havia um espaço para que as pessoas preenchessem quantos parceiros ou parceiras sexuais a vítima da exposição já teve.

“Há boatos de que esse cartaz foi feito em duas repúblicas masculinas, e que todos osb ixos que vão lá pegar ração na hora do almoço/janta escrevem o nome de alguma menina nas colunas”, afirmou por meio de um post em seu Facebook a estudante Élice Botelho. 

Por ser uma escola de agricultura, a universidade tem elevada presença de homens e uma consequente cultura machista na recepção dos calouros e no dia a dia da instituição. A unidade chegou, inclusive, a ser alvo da CPI das Violações de Direitos Humanos das Universidades Paulistas no início do ano por conta de um longo histórico de assédio sexual ou casos de abusos.

“Óbvio que não era de se esperar menos, visto a cultura “agroboy” que tem na ESALQ. Pra ser Agronomia tem que ser Macho, e é Macho com M maiusculo, que é pra deixar bem claro. “Se não pegar ninguém na balada é viado”, completou a estudante em seu post, onde aproveita para convocar outros estudantes para se reunir para discutir o assunto e cobra da universidade campanhas institucionais que ajudem a combater o problema.

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Em nota, a assessoria de imprensa da Esalq afirmou que já tomou conhecimento dos fatos e que encaminhará o material para a apreciação de uma comissão sindicante.

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14 comentários

  1. Ah, tá ….

    Quando eu menina havia um ditado muito conhecido que falava ” quando alguém aponta uma estrela, o idiota olha para o dedo” !!! Então, por que raios importa aqui se a fazenda é do filho do Lula ( aliás, todos os dias os boatos o apontam como dono de alguma coisa nova…) ou não? O que interessa é o que está acontecendo com essa geração de segregadores, machistas, insensíveis aos outros seres humanos, podres mesmo…!!

    E não ponham a culpa no PT, Lula, Dilma, olhem para si mesmos e vejam que tipo de educação estamos dando para os nossos filhos. Vergonha alheia total…

  2. Sexismo, machismo e preconceito

    Lamentavel que episodios como esse ainda ocorram. Pensava que as universidades estivessem mais avançadas que a sociedade em geral. Qual o quê! São um pobre retrato. 

  3. Triste que em mais de 45 anos a sociedade tenha mudado tao pouco

    No final dos anos 60 (soube disso em 68) havia no banheiro da faculdade de Economia da UFRJ uma lista das meninas da faculdade “que davam”. Passaram-se mais de 45 anos, e ainda essa mentalidade idiota sobrevive.

    • É a geração que estamos criando

      É o efeito inevitável do cancelamento de qualquer forma de disciplina sobre a juventude, seja em casa, na escola ou nas universidades. Desaparecida a autoridade moral, o que sobra é a lei do mais forte. Então os mais brutos – machistas, preconceituosos, violentos – tendem a prevalecer. Eu me lembro queno meu tempo os trotes eram civilizados ou já estavam em desuso, agora tudo o quenão prestava voltou com força total.

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