Ato 1º de Junho: Por Todas Elas

                 

Por Almeida

Movimento nas redes sociais convocam diversos atos de repúdio à Cultura do Estupro, o mais compartilhado é o Por Todas Elas, marcado para o próximo dia primeiro, em diversas cidades, como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Informem-se pela rede dos locais que serão realizados em suas cidades.

Aprende a Respeitar, Jout-Jout convoca para a manifestação:

                             https://www.youtube.com/watch?v=4fLOz-qkjcs]

                  

Setores obscurantistas “cristãos”, os ultraconservadores, os reacionários de todo espectro ideológico, os misóginos e os fascistas pululam na rede, para negarem a existência, em nossa sociedade, de uma Cultura do Estupro. Combater uma cultura arraigada exige um debate persistente e franco, uma ação constante de natureza educacional, com início desde a fase escolar, para que de modo preventivo, não se cristalize os valores de uma sociedade falocêntrica e permissiva do constrangimento das mulheres.  Os ultraconservadores pretendem evitar, a todo custo, esse amplo debate e a negação da Cultura do Estupro lhes parece o caminho mais fácil, para abortar a discussão.

Procuram minimizar o hediondo episódio recente, onde a vítima foi exibida com um troféu de “glória” dos covardes estupradores. Chegam a criar uma “jóia” do duplipensar com o conceito, expresso em novilíngua, de “Estupro Consentido”. Apresentam vítima como “suspeita” e relativizam a culpa dos estupradores; a canalha direitista hipocritamente lança mão do relativismo moral, de que tanto acusam a esquerda de praticar:

                     

Davi Simões, o Primata Falante, explica um cadinho a existência na sociedade da Cultura do Estupro.

Leia também:  Alunos de colégio que foi "vistoriado" dizem que foram intimidados e ameaçados por deputados

                            [video:https://www.youtube.com/watch?v=eMPwCQsWdE8

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1 comentário

  1. PRUDÊNCIA E CONSCIENTIZAÇÃO

    As lutas democráticas em defesa da igualdade de direitos, do pleno respeito às mulheres e do rigoroso combate ao machismo e a todas as formas de violência e discriminação de gênero constituem bandeiras legítimas, cruciais para a construção da cidadania.

    Todavia, é indispensável manter extrema cautela em relação a formas de mobilização que podem servir a interesses diametralmente opostos às causas defendidas.

    Creio que é de fundamental importância promover formas de mobilização que tenham o poder de propiciar o diálogo com os diversos segmentos sociais, de forma a favorecer a evolução cultural e a conscientização coletiva.

    Neste sentido, é preciso que tais mobilizações ocorram sempre em paralelo a outras ações voltadas para a realização de debates públicos, inclusive com a participação de pessoas dedicadas ao estudo do assunto e à atuação institucional em defesa da causa.

    Vale lembrar aqui que a manipulação de mobilizações em torno da defesa de causas legítimas tEm sido observada em desastrosas experiências vivenciadas no Egito, na Líbia e na Ucrânia, entre outros países vitimados pelas ‘guerras assimétricas’.

    E urge recordar que alguns dos mais gritantes exemplos da relação entre a inescrupulosa manipulação de causas legítimas, a precipitação de instabilidade político-institucional, e a precipitação de conflitos fratricidas tem sido observados na Síria, onde diversas ONGs financiadas por países centrais têm papel de destaque na tragédia.

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