Foi “erro de procedimento” diz ministro Santos Cruz sobre vídeo do golpe de 64 disparado pelo Planalto

Ao prestar esclarecimentos sobre peça que defende golpe militar, general e ministro de Bolsonaro disse ainda que funcionário compartilhou por engano e sem motivações ideológicas

Carlos Alberto Santos Cruz. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – Durante uma fala na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço da Câmara dos Deputados, para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (16) sobre um vídeo em defesa do golpe militar, divulgado em um canal de comunicação do Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, disse que o disparo foi “um erro de procedimento de serviço”.

No último dia 31 de março, data em que o golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil (de 1964 a 1985) completou 55 anos, o vídeo de um minuto e 55 segundos onde um homem idoso aparece justificando a necessidade da ditadura militar foi compartilhado pelo Palácio do Planalto em um grupo de WhatsApp criado para a distribuição de informações a jornalistas,

No mesmo dia, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que o governo não tinha produzido o material. Hoje, Santos Cruz explicou à comissão na Câmara que um funcionário do Palácio do Planalto disparou o vídeo por engano, achando que havia sido produzido pela Secretaria de Comunicação.

“Vou confessar que hoje [segunda-feira], pela primeira vez, eu vi o vídeo completo. Quando eu recebi naqueles dias ali, o vídeo começava e eu achei que era da Previdência. Porque começa [o ator dizendo]: ‘Ah, eu tenho 65 anos’. Ele foi repassado para um funcionário para esse disparo. Isso aí era um sábado à noite. O funcionário, no domingo de manhã, ele achou que era um vídeo feito pela Secom e disparou o vídeo”, relatou o ministro.

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Santos Cruz disse ainda que o funcionário não agiu de má-fé ou por ideologia. Ele tem 26 anos de serviço e trabalhou com outros presidentes.

“É um funcionário com 26 anos de serviço […], não tem nenhuma conotação ideológica, não foi uma coisa proposital, tranquilamente, um erro operacional de serviço. Sem nenhuma ideia de divulgação por motivação ideológica”, pontuou completando que estão sendo tomadas medidas para que o “incidente operacional” não se repita.

“Então, é simples. Não vim aqui para contar uma história mirabolante. Um erro de procedimento de serviço de uma pessoa que não tem nenhuma má-fé no procedimento. E é por isso que eu assumo totalmente a responsabilidade porque venho de uma instituição [o Exército], onde o chefe é responsável pelo que acontece e pelo que deixa de acontecer”, disse Santos Cruz.

*Com informações do G1

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1 comentário

  1. Nassif: para os VerdeSauvas tudo é “erro de procedimento”. Os 80 tiros no carro de uma família negra é “erro de procedimento”. O DOICODE e a Casa do Terror de Petrópolis foram “erros de procedimento”. A covarde deposição do Imperador Don Pedro II foi “erro de procedimento”. A insubordinação de 1º de Abril de 1964 foi “erro de procedimento”. As tortura, estupros e execuções foram “erros de procedimento”. Até a bomba do RioCentro foi “erro de procedimento”. Temos que refletir no conselho de Saint-Hilaire, sobre as Sauvas, antes que “erros de procedimento” se alastrem e destruam toda lavoura da Nação…

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