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  1. Gould e os racistas

    Li esse livro assim que saiu no Brasil e desde então o recomendo.

    No ano passado descobri que é matéria de debate em uma disciplina do primeiro semestre de ciências biológicas da UnB. 

  2. O fantasma renitente da raça

    Bom, tenho a anunciar que Stephen Jay Gould NÃO DERRUBOU as teses racistas.

    Em primeiro lugar porque, para muitos, sobretudo os antropólogos, é avaliação corrente que, no campo da biologia, desde a década de 70, os trabalhos de Bernard Lewis e Richard Lewontin são muito mais relevantes para desmontar eventuais argumentos biológicos sobre a existência de raças.

    E em segundo lugar, o problema é que as raças já saíram da biologia, e estão soltas por aí (e com muito mais “perigo”), gozando de muito mais legitimidade, por conta da discursividade sociológica produzida a partir da academia norte-americana e, mais que tudo, por conta das políticas de identidade.

    Há dez anos atrás, olhando para a nova discursividade racialista brasileira e sua fetichização da cor (numa espécie de “eterno retorno” fenotípico), eu sintetizava esse “giro culturalista” da raça nos seguintes termos:

    “(…) agora, ao que tudo indica, inverte-se o estratagema justificador do racismo clássico do século XIX. Se este pretendia encontrar conteúdos culturais específicos para uma repartição ‘natural’ dada pela biologia; agora se pretende ir ao encontro de uma verdade ‘biológica’ para o que é inicialmente suposto como uma construção social.”

    (“Quando nem todos os cidadãos são pardos”. In: Peter Fry et alii. 2007. Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo: 263-270. Rio de Janeiro: CivilizaçãoBrasileira).

    [Sobre a persistência do racialismo como nova forma de racismo (ou “neorracismo”, como chamo no meu artigo), veja-se, por exemplo: “A inexistência biológica versus a existência social de raças humanas: pode a ciência instruir o etos social?“]

  3. Vamos pensar assim… Se eu

    Vamos pensar assim… Se eu pegar um jovem japonês e colocar ao lado de um jovem inglês… Haverá semlehança entre eles? Tirando o fato de eles serem jovens… Um é oriental… O outro ocidental… UM aisático… O outro é branco… Um retira os sapatos antes de entrar dentro de casa… Outro entra em casa com sapatos e tudo… Um é católico… E o outro budista… Há diferenças sim… No modo de agir e de ser entre as populações dos países… Mesmo colocando todos os povos juntos em um único local… Se nota a diferença… PEgue um aluno descendentes de asiáticos… E, um aluno descendente de negros… E notará a forma diferente de agir entre eles… Isto significa que um está errado e o outro correto? Não! Também há fromas diferentes de temperamento entre indíviduos de uma mesma raça… Por exemplo… Nem todos os japoneses são calmos e pacientes… Embora tenham uma grande tendência de serem mais reservados que um latino por exemplo… A língua também influencia? Também! A cultura… MAs dizer que todos nós somos identicos… Também não podemos exagerar… Há muitas diferenças entre os povos, raças e nações… Acontece que todos estão lutando pelo mesmo espaço… Precisamos aceitar como somos… O nosso espaço! E garantir que todos tenhamm oportundidade de fazer o mesmo… Esta de lutar por vagas em multinacionais pois as empresas nacionais não possuem crédito e estão falindo… Está por fora! Aliviar as multinacionais por causa de alguns empregos e nafraugar a industria local? Aonde está a lógica de tudo isso? É preciso garantir oporunidades para todos… Em todos os países do mundo deve proteção do estado… Para que o mercado interno cresça sem esta supostamente livre concorrencia… Quando na verdade é uma concorrência controlada… COntrolada pelos bancos e multinacionais… Que no fundo são a mesma coisa! Farinha do mesmo saco! No fundo são as moedas de poucos reinando soberana sobre as moedas de todos os outros…

  4. O artigo, apesar de breve,

    O artigo, apesar de breve, reproduz ao menos três tipos de problemas. Primeiro, abriga erros e mal-entendidos conceituais (e.g., carga genética não é sinônimo de genoma, assim como seleção natural não é sinônimo de evolução). Segundo, parte do pressuposto de que o conceito biológico de raça (i.e., o conceito de raça geográfica ou variedade local) não se aplicaria a nós, seres humanos. Terceiro, enaltece os feitos de um autor (Stephen Jay Gould) de modo superficial e acrítico. A exemplo de outros autores famosos, antes e depois dele (e.g., Ernst Mayr e Richard Dawkins), Gould era uma prima-dona arrogante. Mas era também um demagogo pouco afeito a princípios éticos — e.g., um exame de análises contidas no livro ‘A falsa medida do homem’, mencionado no artigo, desmente as conclusões dele, além de sugerir que o próprio Gould deturpou ou manipulou dados. (Aos leitores interessados em divulgação científica, sugiro uma passada de olhos no recém-lançado ‘O evolucionista voador & outros inventores da biologia moderna’.)

     

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