Grupo tucano que defende minorias apoia petista para Comissão de Direitos Humanos

Sugerido por Gunter Zibell – SP

Do O Globo

Diversidade do PSDB apoia petista para Comissão de Direitos Humanos

SÃO PAULO – O setorial paulista do PSDB que defende as minorias decidiu apoiar o nome de uma petista para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Numa iniciativa que propõe deixar de lado diferenças políticas entre os dois partidos, o grupo Diversidade Tucana de São Paulo lançou em seu blog oficial o nome da deputada Erika Kokay (PT-DF) para o posto, em ação que também tem como objetivo impedir que a comissão seja ocupada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Sobre a defesa do nome da petista, o grupo tucano disse que se trata de uma pessoa “que trabalha de forma séria na defesa dos direitos humanos”.

— Ela é uma defensora séria das minorias, tem essa pauta no mandato dela. Além disso, o nome de Erika abre facilidades para que alguns temas sejam aprovados, já que ela faz parte do partido com a maior bancada do Congresso — disse Wagner Tronolone, presidente do Diversidade Tucana em São Paulo, segundo o qual o nome de Erika também é defendido por ativistas do movimento de gays, lésbicas e transgêneros no país.

Indagado se não haveria dentro do PSDB um nome para assumir a Comissão, Tronolone evocou a tradição do PT nesse tipo de tema.

— Temos, sim, nomes dentro do PSDB, mas tradicionalmente o PT sempre ocupou a comissão. E alguns costumes são regras não escritas, e deve-se sempre prevalecer o bom senso — disse ele.

No blog, o tucano é ainda mais enfático: “É preciso que as forças progressistas, comprometidas com a cidadania plena e os direitos humanos de todos os brasileiros, unam seus esforços, acima das diferenças partidárias”.

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15 comentários

    • O Serra cochilou um pouco e a

      O Serra cochilou um pouco e a Globo estah, nesse momento, preocupada em como limpar a polvora impregnada em seus telejornais. Nao demora, a  dupla dinamica Volta ao ataque. Quando retomarem as redeas da situacao, vai dar FELICIANO NA CABECA e de quebra, Lula  e Dilma receberao a culpa.

  1. Ótimo

    Tomara que desta vez não aconteça o mesmo que aconteceu na outra, quando todos os partidos, incluso o PSDB, “negociaram” a entrega da pasta a Feliciano. Vejam matéria abaixo.

    do Globo

    Isabel Braga (Email · Facebook · Twitter) Publicado: 7/03/13 – 22p0 Atualizado: 7/03/13 – 22p4   

    Pastor Marco Feliciano foi eleito com ajuda de vários partidos

    PMDB e PSDB, entre outros, cederam vagas ao PSC

    O PSC, que por ter apenas 15 deputados não teria vaga na comissão, conquistou cinco vagas de titular e três de suplentes com a ajuda dos partidos. O PMDB cedeu as duas vagas de titular e as duas suplentes. O PSDB também cedeu ao partido de Feliciano outras duas vagas de titular, além de uma ao PSB. A quinta vaga de titular conquistada pelo PSC foi cedida pelo PP. E o PTB cedeu uma de suplente.

    O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), também evangélico, não apenas cedeu suas vagas ao PSC, como também abriu mão das duas que havia trocado com o PSDB.

    — É normal, a gente troca as vagas dependendo do interesse dos nossos deputados. Eu não diria que tem interesse (dos evangélicos) na Comissão de Direitos Humanos. O interesse maior sempre foi a Comissão de Seguridade — disse Cunha. — Mas pode ser que acabe se interessando, se a polêmica render. Em política não tem espaço vazio.

    O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), explica por que abriu mão das vagas na Comissão:

    — As trocas foram focadas 100% no interesse dos deputados, que não estavam interessados na comissão este ano. Troquei com o PMDB e ele faz o que quiser das vagas. O domínio de um partido ou bancada em uma comissão não é bom. Todas as vezes que a gente tira a pluralidade de uma comissão, fica ruim.

    Mesmo argumento do líder do PT, José Guimarães (CE):

    — A bancada deu prioridade este ano à escolha de outras comissões, como Relações Exteriores e Seguridade Social.

    O PCdoB, que já presidiu a comissão, optou pela Comissão de Cultura. E o PSB indicou como titular o Pastor Eurico (PE), deixando Luiza Erundina (SP) na suplência. Também ficou como suplente outro polêmico deputado, Jair Bolsonaro (PP-RJ).

    Feliciano refutou a ideia de que a comissão será dominada pela bancada evangélica:

    — Vamos trabalhar em função dos projetos de direitos humanos com esses deputados. E não são só deputados de religião evangélica, temos católicos.

    Como protesto à eleição de Feliciano, o PSOL decidiu coletar assinaturas para criar a Frente Parlamentar em defesa da dignidade Humana e Contra a Violação de Direitos. São necessárias pelo menos 157 assinaturas de deputados, mas ao contrário da comissão, a frente não tem poder sobre os projetos.

    em http://oglobo.globo.com/pais/pastor-marco-feliciano-foi-eleito-com-ajuda-de-varios-partidos-7778157#ixzz2suyTIyEy 

     

  2. eu cantei essa pedra aqui..

    eu cantei essa pedra aqui mas o “alemão” do blog na sua cruzada de uma nota só ou seja ;  pau no PT a qualquer custo, duvidou..parece que a lucidez está de volta , que bom..

    • Pode ser que sim.

      O ponto é que os partidos e políticos estão construindo seus discursos e programas com vistas às eleições de 2014. E não o fazem apenas pensando na eleição para presidente, a mais importante, claro, mas também para governador, senador e deputados.

      Essa notícia apareceu simultaneamente em O Globo e Fórum. Desimportante, então, não é. A matéria de O Globo foi mais completa, por isso que a sugeri.

      Amanhã será a escolha dos partidos que presidirão cada comissão. Seria interessante, para o próprio governo, que o governo se articulasse para evitar que a CDHM caia nas mãos de Bolsonaro.

      E que buscasse a CDHM para o PT e colocasse a superpopular Kokay na presidência.

      Mas se o governo ou o PT acharem que não vale a pena, bom, não se poderá fazer nada. Teremos uma CDHM-mico por mais um ano.

  3. Na democracia a Comissão de Direitos Humanos é da oposição

     

    Gunter Zibell – SP,

    Em minha crítica a você junto ao post “A homofobia de conveniência” de sábado, 08/02/2014 às 10:27, no blog de Luis Nassif e que apareceu como um post derivado de post seu aqui no seu blog, eu pretendia ter detalhado uns tópicos que me parecem você os tem negligenciado. Vou mandar um comentário lá para o post “A homofobia de conveniência”, apenas para permitir levar o meu comentário para a segunda página, pois ele é o último na primeira página. A intenção não é esconder meu comentário, mas o levar para junto das suas respostas que estão na segunda página.

    Também preciso corrigir a frase final do último parágrafo do meu comentário quando digo o que se segue:

    “Torço para que eu venha descobrir este outro sentido no seu texto, o que me daria a sensação de que não perdi minha capacidade de análise, ficaria com a impressão de que você agora se alcandora entre os honoráveis homens de bens que zelam pela nossa tenra, frágil e infensa democracia”.

    Com a correção, a frase ficaria assim (em maiúscula os trechos que pretendo corrigir):

    “Torço para que eu venha descobrir este outro sentido no seu texto, o que me daria a sensação de que não perdi minha capacidade de análise, E EU NÃO ficaria com a impressão de que você agora se alcandora entre os honoráveis homens de bens que zelam pela nossa tenra, frágil e INDEFESA democracia”.

    O endereço do post “A homofobia de conveniência” é:

    http://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-homofobia-de-conveniencia

    E se tiver tempo, além de fazer a correção, envio mais um comentário complementar mostrando algumas divergências que tenho com o que você diz no post e em suas réplicas ao meu comentário.

    O que eu queria destacar aqui neste post “Grupo tucano que defende minorias apoia petista para Comissão de Direitos Humanos” de segunda-feira, 10/02/2014 às 09:08, originado de sugestão sua para matéria no jornal O Globo intitulada “Diversidade do PSDB apoia petista para Comissão de Direitos Humanos” foi um dos tópicos que eu esqueci de incluir no comentário que eu enviei para você lá no post “A homofobia de conveniência”. Aliás, o que eu queria dizer é assunto pertinente a outros posts de sua autoria que abordam a questão da Comissão de Direitos Humanos. E felizmente neste post post “Grupo tucano que defende minorias apoia petista para Comissão de Direitos Humanos” é onde mais bem encaixa o que eu tenho a dizer. E vim para este post não porque eu sabia que se tratava de post de sua autoria ou de sua sugestão, mas exatamente porque o título indicava claramente que o entendimento que eu tenho sobre a Comissão de Direitos Humanos parece não ser o de grande maioria de pessoas.

    Em meu entendimento, na sua avaliação da situação criada pela Comissão de Direitos Humanos com o abandono do PT e a assunção da presidência da Comissão pelo Marco Feliciano, você esquece que a Comissão de Direitos Humanos é uma espécie de prêmio de consolação para os partidos de oposição. Era o PSDB que deveria apropriar-se da Comissão de Direitos Humanos e partir para a crítica do governo federal com base na realidade dos Direitos Humanos no Brasil. O PSDB iria falar mal das condições dos presídios brasileiros, das condições de saneamento degradante nas periferias das grandes cidades brasileiras e em quase todo o interior do Brasil e também no tratamento concedido às minorias no Brasil. A Comissão de Direitos Humanos é um órgão de oposição não só no governo federal, mas também nos governos estaduais. Aliás, a Comissão de Direitos Humanos em países democráticos é um órgão de oposição no mundo todo.

    A culpa de Marco Feliciano ter assumido a Comissão de Direitos Humanos é mais da oposição do que do PT. Na verdade, Marco Feliciano assumiu a Comissão de Direitos Humanos como um prêmio de consolação. É como se a presidência da Comissão de Direitos Humanos tivesse sido oferecida à minoria da oposição. Você deveria ter ficado contente em saber que o Marco Feliciano é minoria. Se você tivesse essa percepção, você não importaria que ele assumisse a presidência da Comissão de Direitos Humanos porque você, ainda que soubesse que ele iria criar problema, sentiria contente do mesmo modo, ou melhor, você ficaria contente de modo semelhante ao dos conservadores majoritários quando permitiam que o PT assumisse a Comissão de Direitos Humanos, pois sabiam que o PT iria fazer arruaça, mas faria apenas a arruaça que um grupo minoritário consegue fazer.

    Este post “Grupo tucano que defende minorias apoia petista para Comissão de Direitos Humanos” traz uma matéria que deve ser entendida como uma grande jogada da oposição e que está expressa na frase transcrita a seguir e de autoria de Wagner Tronolone:

    “Temos, sim, nomes dentro do PSDB, mas tradicionalmente o PT sempre ocupou a comissão. E alguns costumes são regras não escritas, e deve-se sempre prevalecer o bom senso”.

    A frase de Wagner Tronolone é uma estratégia política que, fora da arena política, em que se dá aos partidos políticos e aos políticos o direito de utilizarem dessa arma de ataque ao adversário, seria vista apenas como a mais pura hipocrisia.

    A regra não escrita ou costumeira de que Wagner Tronolone utilizou para oferecer a presidência da Comissão dos Direitos na verdade manda oferecer a Comissão de Direitos Humanos à oposição, à minoria. É claro que se pode imaginar também que Wagner Tronolone, como um bom conservador, faz esta sugestão de entregar a presidência da Comissão de Direitos Humanos ao PT por saber que o PT é um partido minoritário que ainda representa uma minoria e não a maioria da população e assim não há muito que os conservadores possam perder se entregar a Comissão de Direitos Humanos ao PT.

    Clever Mendes de Oliveiora

    BH, 10/02/2014

  4. + comentários

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