Lei que proíbe trans de escolherem banheiro é discutida nos EUA

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Jornal GGN – Os Estados Unidos volta a discutir a escolha pelas pessoas transexuais a usarem os banheiros que quiserem. A lei que obriga o uso dos banheiros correspondentes ao gênero na certidão de nascimento pode ser revogada no estado da Carolina do Norte. Falta, ainda, consenso dos deputados estaduais.
 
A lei foi aprovada no dia 23 de março deste ano, restringindo as pessoas trans do estado a usarem banheiros públicos de acordo com o gênero com que nasceram. A medida que fere as proteções LGBT gerou polêmica. Agora, o governador eleito Ray Cooper tenta convocar uma discussão dos parlamentares para o tema.
 
 
Do JOTA
 

A lei que obriga as pessoas transexuais a usarem banheiros públicos que correspondam ao gênero registrado na certidão de nascimento poderia ter sido revogada na última quarta-feira (21/12), mas os deputados do estado norte-americano da Carolina do Norte não conseguiram chegar a um acordo.

Os parlamentares se reuniram numa sessão especial convocada pelo governador eleito do estado, o democrata Ray Cooper. Trata-se de uma tentativa de reestabelecer direitos que o polêmico texto restringiu a pessoas trans no estado, desde que foi aprovado em 23 de março deste ano.

A lei tem enfrentado forte oposição por parte da sociedade civil, empresas e órgãos estatais. Além disso, a norma, que fere as proteções para as pessoas LGBT, também ganhou repercussão negativa em torno da comunidade internacional e foi tema da campanha presidencial que elegeu Donald Trump para comandar a Casa Branca nos próximos quatro anos.

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A aprovação da lei em março colocou a Carolina do Norte em um debate nacional sobre os direitos das pessoas transgêneras e há a estimativa de que tenha prejudicado economicamente o estado. A empresa de pagamentos on-line PayPal, por exemplo, cancelou um projeto de abrir um centro que geraria 400 empregos no estado.

A defesa do projeto de lei contribuiu para que o governador Pat McCrory amargasse uma derrota nas urnas. Nas eleições de novembro, ele foi derrotado pelo democrata Cooper, que assumirá o cargo em janeiro.

Os defensores da lei dizem que o objetivo é proteger as mulheres de possíveis agressores nos banheiros públicos. O republicano McCrory chegou a apresentar uma demanda contra o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em defesa da lei e pediu aos tribunais federais que decidissem a questão.

O Departamento de Justiça respondeu com uma contra-demanda de direitos civis, acusando a lei de ser discriminatória.

A procuradora-geral norte-americana, Loretta Lynch, classificou a lei como “discriminação apoiada pelo Estado” e a comparou com as leis de segregação racial e de proibição do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.

A lei não é rechaçada apenas pelo partido democrata. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em junho – quando ainda era pré-candidato à Casa Branca – que é a favor de que as pessoas  trans “usem o banheiro que acharem mais apropriado”.

 

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2 comentários

  1. Educar

    Quem está num corpo cujo aparelho urinário é externamente a vagina  precisa sentar para fazer xixi.

    Já as pessoas instaladas em corpos que dispõem de pênis como aparelho urinário podem fazer xixi de pé, naqueles coletores de urina instalados em paredes.

    Para fazer cocô todo mundo tem de sentar, e então não há aí diferença no uso de banheiro destinável a qualquer grupo de pessoas.

    Pessoas educadas podem usar qualquer banheiro – e os deixam limpos e utilizáveis por outrem que queira usá-lo.

     

     

  2. Se Trans puder escolher o banheiro, eu vou escolher ser Tranx

    Trans pode escolher o banheiro?

    Vai ter muitos Trans fakes.

    É fácil solucionar essa questão, é só fazer um banheiro exclusivo para Trans.

    Claro que vc vai gastar dinheiro, força humana e recursos naturais com banheiros para Trans. Mas tem que se conformar

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