Assassino da freira Dorothy Stang é solto no PA

Jornal GGN – Acusado e assassino confesso da freira Dorothy Stang, Rayfran das Neves Sales foi solto na terça-feira (2), do Centro de Progressão Penitenciária de Belém (PA), para cumprir prisão domiciliar. Ele estava preso desde fevereiro de 2005 sob pena de 27 anos.

A decisão da soltura foi dada pelo juiz Cláudio Henrique Lopes Rendeiro, da 1ª Vara de Execuções Penais, com base no bom comportamento do preso – ele estudou e trabalhou durante a pena.
 
Ao portal UOL, Raimundo Cavalcante disse que, em 2012, após cumprir um sexto da pena, ele passou a cumprir o regime semiaberto. Em abril deste ano, Cavalcante pediu na Justiça a evolução do sistema de prisão do condenado, que foi aceito no dia 27 de junho.
 
“Ele já foi solto ontem [terça] e ficará preso em casa. Ele agora vai ter algumas restrições, não poderá frequentar locais de grandes aglomerações, como festas; terá de estar em casa às 22h; e tem de arranjar um emprego em 60 dias”.
 
Pela decisão, Sales tem de se apresentar às autoridades judiciais todos os meses, além de não poder frequentar casas noturnas e bares, por exemplo.
 
Em maio, o STF (Supremo Tribunal Federal) anulou o julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, após um júri realizado em abril de 2010, em que foi condenado a 30 anos de prisão.
 
À época, a CPT (Comissão Pastoral da Terra), da qual a irmã Dorothy fazia parte, publicou uma nota em repúdio à decisão baseada nos argumentos dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki.
 
Segundo trecho do comunicado, a “decisão do Supremo, na verdade, consagra uma manobra orquestrada pelos advogados de defesa do fazendeiro Bida, que tinha como objetivo impedir a realização do júri naquele período.  Frente à manobra dos advogados de não participarem do júri, o juiz que presidia o processo, nomeou um defensor público para atuar na defesa e estipulou o prazo de 12 dias para que ele estudasse o processo”.
 
Assassinato
 
Norte-americana naturalizada brasileira, irmã Dorothy foi morta com seis tiros, sendo um na cabeça, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Estado do Pará, Brasil. Seu assassinato foi encomendado devido ao seu envolvimento em conflitos agrários.
 

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