Governo Bolsonaro quer acabar com política de valorização do salário mínimo

Equipe de Paulo Guedes sugeriu junto com o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) reajustar o salário mínimo somente com a inflação, a partir do ano que vem

Foto: Sergio Moraes/Reuters

Jornal GGN – O governo de Jair Bolsonaro divulgou uma proposta, nesta segunda-feira (15), que estabelece a fixação do salário mínimo, a partir do ano que vem, sem o aumento devido e proporcional acima da inflação. A equipe econômica de Paulo Guedes propôs que a remuneração mínima comece em R$ 1040 a partir de 2020.

Isso significa o fim da política de aumentos reais criada pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o salário mínimo, em 2007. De acordo com a sugestão da equipe de Guedes, o piso aumentaria somente pela correção justa da inflação, não acima.

A política de aumentos reais criada pelo governo Lula atendia a uma reivindicação histórica das categorias sindicais e de movimentos sociais, como também política de aquecimento da economia, com o aumento do consumo. Essa medida chegou a se transformada em lei, em 2011, pelo governo de Dilma Rousseff, e em 2015 foi renovada por mais quatro anos, ou seja, até este ano.

Diante disso, o governo Bolsonaro irá não somente acabar com a política, como também publicou junto ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a proposta de reajustar o salário mínimo somente com a inflação, a partir do ano que vem.

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2 comentários

  1. Isso prova que o vagabundo Jair Bolsonaro realmente não entende merda nenhuma de economia. Ao reduzir o salário mínimo ele fode o comércio e, por via de consequencia, fode a indústria e o agronegócio. O encolhimento numa ponta (o do consumo) encurta o lucro na outra (produção). Os investimentos ficarão deprimidos, pois os empresários não conseguirão ver qualquer possibilidade de mercado para uma maior quantidade de produtos. O circulo virtuoso gerado pela política de aumento do salário mínimo se tornará um ciclo vicioso de depressão econômica provocado pela redução da massa salarial.

  2. Corta dos velhos, corta dos novos, corta, corta e corta… E a roda da economia parada…O consumo interno reduzido, a circulação de produtos e serviços cada vez menores.

    Mas, não vem ao caso! Os gringos e o mercado vão investir aqui e o dinheiro vai voltar a circular… Oh doce ilusão de neoliberais entreguistas.

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