Xadrez da tolerância zero com o estado de exceção, por Luis Nassif

Movimento 1 – as hipóteses de trabalho

Para tornar mais objetiva a análise vamos definir um conjunto de evidências prévias:

Evidência 1 – Jair Bolsonaro é um defensor do estado de exceção. Ponto. Havendo condições, implantará o Estado de Exceção em um país em que já se quebrou a mística da democracia estável que existia desde a Constituição de 1988.

Evidência 2 – Bolsonaro já apontou os movimentos populares como alvo de repressão. As mudanças em andamento na legislação, tentam enquadrar toda manifestação social na categoria de terrorismo.

Evidência 3 – antes mesmo de assumirem, os governadores eleitos de São Paulo e Rio de Janeiro já acenaram com um liberou geral para a violência policial em alta escala – com autorização para matar. Há perspectiva de massacres continuados e legalizados nas duas maiores cidades brasileiras.

Evidência 4 – o estado de exceção já está disseminado pela sociedade brasileira, na atuação concatenada de juízes e procuradores, na explosão de violência nas ruas e nas redes sociais, no avanço das milícias nas periferias das grandes cidades e favelas, nos abusos da Lava Jato. Ou seja, está fincada em uma base ampla da opinião pública.

Movimento 2 – a defesa inicial da democracia

Nos primeiros dias após as eleições, eclodiram abusos, mas, por outro lado, manifestações amplas em defesa da democracia. Advogados criminalistas organizaram comitês em defesa das futuras vítimas, a Procuradoria Geral da República tomou medidas contra as invasões de universidades, procuradores atuaram em vários estados contra tentativas de intimidação de professores, houve protestos generalizados contra as ameaças de Bolsonaro à Folha de São Paulo. E até o Ministro Luís Roberto Barroso anunciou que o STF estará coeso em defesa das minorias.

Democracia salva? Nem tanto.

Movimento 3 – como agem os ditadores

Sobre as estratégias de destruição das democracias, há um levantamento precioso no livro “Como as democracias morrem”, de Steven Levitsky e Daniel Ziblat.

Dizem eles:

A erosão da democracia acontece de maneira gradativa, muitas vezes em pequeníssimos passos. Tomado individualmente, cada passo parece insignificante – nenhum deles aparenta de fato ameaçar a democracia. Com efeito, as iniciativas governamentais para subverter a democracia costumam ter um verniz de legalidade. Elas são aprovadas pelo Parlamento ou julgadas constitucionais por supremas cortes. Muitas são adotadas sob o pretexto de diligenciar algum objetivo público legítimo – e mesmo elogiável –, como combater a corrupção, “limpar” as eleições, aperfeiçoar a qualidade da democracia.

O livro lista uma série de medidas possíveis de serem tomadas, de acordo com as regras democráticas.

A democracia tutelada

Segundo os autores, na maioria das autocracias contemporâneas, não se eliminam todos os traços de dissensão. A estratégia consiste em marginalizar jogadores importantes, como políticos de oposição, lideres empresariais simpáticos à oposição, meios de comunicação, figuras culturais que desfrutem de status moral público. Ou se impede sua participação ou se recorre a subornos, oferecendo cargos públicos favores e outras prerrogativas.

A compra dos “árbitros”

Para tanto, é relevante o que os autores chamam de “a compra dos árbitros”, no caso instituições jurídicas e policiais. Autoridades fazendárias podem ser acionadas para atacar políticos, empresas e meios de comunicações críticos. A polícia poderá reprimir violentamente manifestações de oposição ao governo, ao mesmo tempo em que tolerará violências perpetradas por assassinos pró-governo, dizem os autores.

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(…) Enquanto ditadores da velha guarda costumavam prender, exilar ou até matar seus rivais, os autocratas contemporâneos tendem a esconder sua repressão debaixo de um verniz de legalidade. É por isso que capturar os árbitros é tão importante.

O suborno e da chantagem

Um dos casos relatados foi o do Peru, no período Alberto Fujimori, o presidente eleito em 1990 que, depois, se converteu em ditador.

Seu braço direito, Vladimiro Montesinos, do Serviço Nacional de Inteligência, se valeu de todos os expedientes para enquadrar recalcitrantes. Gravou vídeos de políticos, juízes, congressistas, empresários, jornalistas, pagando ou recebendo subornos. Antes da implantação da ditadura, filmou autoridades em bordéis e outras atividades ilegais. Em sua folha de pagamento mantinha três magistrados da Suprema Corte, dois membros do tribunal Constitucional e um número “inacreditável” de juízes e promotores públicos. No final dos anos 90, toda rede de televisão relevante, jornais diários e tabloides populares estavam na folha de pagamento do governo. Na superfície, o Peru parecia viver uma democracia.

No Brasil pré-impeachment, já havia suspeitas de tentativas de chantagem contra três Ministros do STF.

A perseguição aos adversários

Um resultado direto da “compra de árbitros” é o poder de condenar oposicionistas. A condenação e prisão de Lula não é um episódio isolado. No final dos anos 90, na Malásia, o primeiro-ministro Mahatir Moahamad usou força policial para prender e condenar o oposicionista mais relevante, Anawar Ibrahim, sob acusação de sodomia.

Na Venezuela, Leopoldo López, líder da oposição, foi preso e acusado de “incitação à violência” durante a onda de protestos contra o governo em 2014. Sem comprovação maior, alegou-se que a incitação havia sido “subliminar”.

As mudanças constitucionais

Outra maneira de implantar o estado de exceção é através de mudanças constitucionais, no sistema eleitoral ou nas cortes superiores.

Em 2002, na Malásia, para impedir a vitória da oposição, as autoridades redesenharam os distritos eleitorais, contrariando as tendências demográficas, reduzindo o número de cadeiras em regiões dominadas pela oposição.

Em 1999, o governo Hugo Chávez convocou eleições para uma Constituinte, concedendo a ela mesmo o direito de dissolver todas as demais instituições do Estado, incluindo a Suprema Corte. Ministros temerosos tentaram contemporizar a decretaram a iniciativa como constitucional. Dois meses depois, a Suprema Corte foi dissolvida e substituída por um novo Tribunal Supremo de Justiça.

A ação contra os carteis midiáticos

A parte mais vulnerável dos cartéis midiáticos são as ações fiscais. Gozando de plenos poderes no período que antecede as ditaduras, acabam se enrolando em manobras fiscais que, mais tarde, voltam-se contra eles próprios. É o caso das vulnerabilidades fiscais e penais (caso FIFA) das Organizações Globo.

Na Turquia, o conglomerado Doğan Yayin controlava 50% do mercado de mídia, o jornal mais lido do país, o Hurriyat, e vários canais de televisão. Em 2009, o governo o multou em quase 2,5 bilhões de dólares – mais do que o patrimônio líquido da empresa – por evasão fiscal. O grupo foi obrigado a vender grande parte de seus veículos, comprados por empresários favoráveis ao governo.

Na Rússia, Putin mandou prender Vladimir Gusinsky, dono de uma rede de TV independente, por “apropriação financeira indébita”. Foi-lhe oferecido a liberdade, em troca de abrir mão de sua rede, a NTV.

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O mesmo ocorreu com o bilionário Boris Berezovsky, acionista controlador da emissora de televisão ORT. Quando passou a incomodar Putin, foi desenterrado um caso antigo de fraude e Berezovski foi preso, exilado, deixando o grupo nas mãos de um sócio minoritário, que “gentilmente os pôs à disposição de Putin”.

Na Venezuela, Chávez investigou as irregularidades financeiras cometidas por Guilhermo Zuloaga, dono da Globovisión. Precisou fugir do país para não ser preso e acabou vendendo a emissora a um empresário simpático ao governo.

Na Turquia de Erdoğan, as autoridades financeiras confiscaram o império industrial de Cem Uzan, o maior do país, por suas pretensões de lançar o Partido Jovem (PJ) e concorrer às eleições. Uzan fugiu para a França e seu grupo entrou em colpaso.

A segurança nacional

Há vários gatilhos que podem ser acionados para legitimar momentos de exceção. Em 1969, depois de reeleito presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos passou a estudar situações que seriam propícias para prorrogar seu mandato. Em julho de 1972, Manila foi sacudida por uma série de atentados a bomba sem autoria definida.

Em seguida, houve uma aparente tentativa de assassinar o Secretário de Defesa, sendo responsabilizados “terroristas comunistas”. Implantou a lei marcial com palavras vãs: “Meus compatriotas … [isto] não é uma tomada militar do poder.” Garantiu 14 anos de ditadura.

Depois do 11 de setembro, dos atentados às torres Gêmeas, 93,55% dos norte-americanos aceitavam abrir mão de algumas liberdades civis para conter o terrorismo. Da mesma maneira que, na Segunda Guerra, o ataque contra Pearl Harbor levou a opinião pública a apoiar o confinamento de nipo-americanos em campos de concentração internos.

Depois que seu partido, o AKP, perdeu maioria parlamentar em junho de 2015, uma série de ataques terroristas do Estado islâmico permitiu a Erdoğan antecipar as eleições e retomar o controle do Parlamento, expurgando 100 mil juízes e funcionários públicos, fechando vários jornais e ordenando mais de 50 mil prisões.

Movimento 4 – as ameaças imediatas

Como se viu, um Presidente antidemocrático tem inúmeras possibilidades de atacar a democracia. E a estratégia usual é o desgaste diário, a soma de pequenas medidas, aparentemente irrelevantes, que acabam levando a desfechos autoritários.

Há alguns movimentos nítidos em direção ao arbítrio.

A Força-Tarefa de Inteligência

O Decreto nº 9.527, de 15 de outubro de 2018, assinado por Michel Temer, foi o passo mais ousado em direção à criminalização dos oposicionistas. Ele passa a tratar o crime organizado como uma questão de segurança nacional. E constitui uma força presidida pelo general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, constituída pelos serviços de inteligência da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, com o apoio da COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda), Receita, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Segurança Pública; Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Segurança Pública.

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Entre causas relevantes, como os crimes cibernéticos e o terrorismo, o PNI (Plano Nacional de Inteligência) relaciona as seguintes ameaças à segurança nacional:

  • Interferência externa, que é a atuação deliberada de governos, grupos de interesse, pessoas físicas ou jurídicas que possam influenciar os rumos políticos do País com o objetivo de favorecer interesses estrangeiros em detrimento dos nacionais;
  • Ações contrárias à soberania nacional, que atentam contra a autodeterminação, a não-ingerência nos assuntos internos e o respeito incondicional à Constituição e às leis.

Utilizar essas definições para enfrentar ameaças externas reais ou criminalizar movimentos populares, ou manifestações de críticos, dependerá apenas dos limites que forem impostos pelo STF.

Esta semana, o senador Magno Malta (não reeleito) apresentou proposta para ampliar a Lei Antiterrorismo, incluindo na definição de crimes “coagir governo” a “fazer ou deixar de fazer alguma coisa, por motivação política, ideológica ou social”.

O superministério de Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro é um ativista político que já demonstrou várias vezes pretender ultrapassar os limites da legalidade – como ocorreu com o vazamento das conversas de Dilma Rousseff e Lula, a detenção de jornalista crítico e liberando depoimentos de Antônio Palocci nas vésperas das eleições. E, agora, aceitando o convite para ser Ministro do candidato beneficiado por suas ações.

Indicado Ministro, terá sob sua supervisão a Segurança Pública (e a Polícia Federal), a Secretaria de Transparência e Combate à Corrupção, a Controladoria-Geral da União (CGU) e Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). 

Se, de fato, acredita poder mudar o mundo com o direito penal, em pouco tempo terá embates grandiosos com Bolsonaro.

Se, ao contrário, embarcou no projeto de poder de Bolsonaro, se verá investido de um formidável poder intimidatório, valendo-se do poder do Executivo para disseminar denúncias contra críticos, ações contra Universidades (escudados nos pareceres da CGU), investidas contra movimentos sociais.

Movimento 5 – a tolerância zero contra o arbítrio

Nas últimas semanas, três instituições acordaram para os riscos da escalada do arbítrio: a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal e a mídia mainstream. Há sinais de que o Alto Comando das Forças Armadas tem preocupação em relação aos riscos para a disciplina militar, desse liberou geral de Bolsonaro que tem muita ressonância nos escalões de baixo.

STF e PGR poderão agir apenas nos temas coletivos. Na base, haverá uma escalada de violência, em denúncias judiciais ou, pior, em violência explícita contra movimentos populares e contra pobres e negros de periferia.

Mais que nunca, a informação passa a ter uma função civilizatória, alertando não apenas a opinião pública informada, mas os organismos internacionais, a imprensa internacional, os tribunais superiores.

É hora de ver se o jornalismo e os tribunais se mostram, finalmente, à altura de suas responsabilidades.

 

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67 comentários

  1. A Globo está sendo puxafa
    A Globo está sendo puxafa pelo nariz a partir do caso FIFA. As demais emissoras, a começar pela Record, disputam quem sera a mais sabuja e assim papar mais migalhas.

    Vai sobrar pros blogs sujos…Davi contra Golias…

    As facçoes judiciarias engoliram “meritocracia”, antipetismo e outras ideologias antissociais em niveis cavalares.

    Um Pasquim digital já será um grande feito.

  2. Existe no país uma gigantesca

    Existe no país uma gigantesca energia política reprimida na sociedade civil pronta para explodir. Podemos citar vários exemplos como: as ocupações de escolas feitas pelos estudantes secundaristas; as manifestações das mulheres em torno do movimento elenão ou mesmo o movimento vira-voto realizado na última semana de campanha do segundo turno dessas eleições. As condições políticas de resistência ao arbítrio estão dadas e há muitas pessoas dispostas a resistir.

    Não acredito que o governo Bolsonaro não será questionado pela sociedade brasileira. Mais cedo ou mais tarde os estudantes, artistas, intelectuais e lideranças políticas vão reagir. Mesmo o PT, os movimentos sociais como o MST e o MTST, os sindicatos e o movimento estudantil possuem muita capacidade de mobilização.

    Os próximos anos serão de retomada das lutas históricas brasileira. Podemos vivenciar algo parecido com a efervescência das Diretas já. Há muitos brasileiros dispostos a participar ativamente da vida política do país, mas até agora não encontraram a forma para atuar. Há muita vontade de assumir o protagonismo da luta política por parte dos jovens, mulheres, negros, pobres, trabalhadores. O brasileiro quer se empoderar.

    O governo Bolsonaro mal começou e a sociedade civil brasileira já demonstrou reação impressionate com o movimento elenão. Uma coisa é certa esse governo não será um passeio e poderá enfrentar milhões de brasileiros nas ruas.Resta saber se a esquerda saberá aproveitar essa oportunidade para liderar a resistência:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=48LV_hHY420%5D

     

  3. É, meus caros …

    O Poder é como uma arma de fogo muito perigosa. Quem empunha tal arma precisa saber usá-la e ter pulso firme. Caso contrário, poderá ferir a si e a outros, mesmo sem nenhuma intenção. Assim se deu com PT, Lula, Dilma, JD, JG, etc. Não foram hábeis na arte de exercer o poder. Eles e o país estão pagando o preço.

  4. Algo que não pode ser

    Algo que não pode ser descartado = o assassinato de Lula na prisão. Assim, haveria uma explosão de manifestações que seriam usados pelo Coiso pra dizer que um bando de comunistas queria lhe derrubar e assim usar a bala contra multidões.. Não há como o Coiso implementar o programa econômico do Pinochet sem estado de exceção. E um assassinato do Lula poderia forncecer a desculpa pra impor isso ao país. 

  5. A vida curta da tolerância zero com o arbítrio

    A resistência ao arbítrio, numa situação de ditadura competitiva/democracia iliberal, só consegue alguma coisa até quando o poder autoritário consegue colocar sua máquina de demolição da liberdade em atividade. Então a questão passa a ser: até onde vai a força dessas três instituições citadas, com ou sem a mobilização das ruas, para impedir que o trator do arbítrio passe a primeira marcha?

    Não acho que seja muita, não. Ou: se não conseguirem conter Bolsonaro e seu estafe nos primeiros 6 meses de governo, forçando-o a ser um Trump menos alaranjado, não conseguirão mais.

    De qualquer maneira, o primeiro semestre de 2019 será politicamente muito violento, no sentido literal da palavra. Se preparem.

  6. Não devemos complicar.
    Seguem abaixo dois artigos para vossa apreciação.

    http://blogdoalok.blogspot.com/2018/10/bem-vindo-selva-por-pepe-escobar.html#more

    https://duploexpresso.com/?p=100108

    Continuo a avaliar que não é hora de agir mas somente se defender. (Tática ultradefensiva)

    O espinheiro não produz uvas, os abrolhos não dão figos.

    O golpe se aprofunda, como uma reação permanente.

    Mas isso é contraditório com laissez-faire, economia de mercado.

    A própria deduragem macartista que estimulada nesses dias vai espantar cabeças pensantes.

    Por isso, eles precisam de um inimigo para coesioná-los. E quem tem pressa são eles, concordam?

    Keep calm, carry on

  7. Economia

    O ponto central vai ser a economia.

    Com o liberalismo econômico, haverá forte queda da produção nacional, com o aumento generalizado das importações, provocando um deficit nas contas externas, um aumento explosivo do desemprego, queda da renda da famílias e queda na arrecadação de impostos e taxas.

    No primeiro momento as Reservas cambias, conseguirá conter um ajuste no câmbio, mas no momento seguinte haverá uma correção da taxa de câmbio em função do aumento das importações e da fuga do capital estrangeiro, principalmente com o fechamento das fábricas.

    Mesmo com um ajuste rápido da taxa de câmbio,dificilmente se conseguirá aumentar as exportações de produtos industrializados, primeiro em função da elevada participação das importações nos insumos industriais, e depois da elevado nível de competição no mercado internacional.

    Além disso, em função da medidas protecionistas dos EUA, a China tem desviado parte da sua produção para outros mercados, acirrando ainda mais a competição internacional.

    Depois, com o ajuste da taxa de câmbio  haverá uma lenta recuperação da produção nacional com a substituição de parte das importações, mas a queda generalizada na arrecadação de impostos e taxas, o aumento explosivo do desemprego, e a significativa queda na renda das famílias, tornará muito lenta a recuperação econômica.

    Estaremos diante de uma espiral recessiva, onde somente o abandono das teses neoliberais econômicas, poderá restaurar o crescimento econômico.

    Uma terra arrasada do ponto vista econômico.

    Por ironia do destino, com a queda da renda em dólar e os atrasos nos pagamentos, um dos mais afetados serão os membros do ministério público, judiciário, as forças armadas e as forças policiais,

    E irão entender o que significa esse tal de liberalismo econômico, mas será tarde.

    Vai ser difícil para todos, principalmente os mais pobres, mas nada melhor como um dia após o outro,

    E viva as cisternas!!!

    vai aliviar a vida de muita gente pobre, nestes dias difíceis que virão pela frente.

     

     

    • Penso o mesmo. É um governo

      Penso o mesmo. É um governo que tem tudo pra dar errado. Todavia só gostaria de acrescentar o seguinte:

      1. Tá na cara que vão empurrar o neoliberalismo goela abaixo na marra;

      2. O sucesso do governo dependerá fortemente da capacidade dos meios de comunicação tradicionais fazerem todos de idiotas o tempo todo;

      3. Tá na cara que a Record vai se transformar no veículo oficial desse monstruosidade, mas o zapzap também será decisivo. Vamos ver quanto tempo vai demorar pra ficha cair;

      4. Quem resistir será persguido por Moro et caterva.

      No final só vai sobrar escombros, ou coisa pior. Penso na Libianização do Brasil, ou seja, produção do caos total para acobertar o saque do país.

      Mas foi a “escolhad” do povo, não foi? Então que se lasque.
       

    • Prezado Roberto 
      Concordo
      Se

      Prezado Roberto 

      Concordo

      Se sobrarem empresas, porque Belzebu, o superministro da economia; já quer vender tudo, e liquidar com as fábricas que sobraram. Sua meta  é criar muitos empregos nos faróis, com empres´qarios que vendem chicletes e panos de prato

      E a mídia e stf não acordaram, estão com o c* na mão de medo do que vem para eles

  8. Tolerância Zero contra o arbítrio… Isso não era “pra ontem?”..
    O texto do Nassif aponta o que virá, o que é esperado, Bolsonaro tem a personalidade psicótica que não se dobra a nada nem a ninguém, apenas se e quando forçado a isso. Como Sérgio Moro no Judiciário, que age com poder e liberdade absolutos, podendo se dar o prazer sádico de prender, soltar, determinar, seja o que for, a partir de meados de 2014, que nada, absolutamente nada lhe foi ou é impedido. O modo como praticou a liberação de áudios mantidos em sigilo (sic…) por força da Lei foi um ato contínuo de delito penal grave, como as prisões temporárias de um, dois anos, até quebrar a medula dos empresários mais ricos do país e pô-los à sua mercê, de joelhos, prontos a “confessar” sua participação nos crimes da “quadrilha do PT, chefiada por Lula….” – e receberem o perdão das mãos do magnânimo Moro, as condenações despencando de trinta para um ou dois anos, finalmente a liberdade e a paz…..

    Ora, se os ministros do STF curvaram-se a Moro em TODAS as ocasiões, mesmo nas mais inacreditáveis, como a divulgação da gravação de uma presidente da República ou no caso Favreto-soltura-de-Lula, quando comandou do exterior a anulação do ato, porque resistiriam a um Moro, agora detentor de um poder DE FATO ABSOLUTO?

    Mais grave ainda: se diante de um deboche, um escracho, como a declaração de Eduardo Bolsonaro de que para fechar o Supremo “não precisaria nem de um jeep….”, completando sereno e seguro: “basta um soldado e um cabo…”, a reação de Dias Toffoli foi aquela insossa e patética nota, então podemos ter a firme convicção que o Supremo hoje é a caverna de ministros cooptados pelo golpe, ou apenas covardes mesmo, sem a dignidade que se esperaria desses homens e mulheres lá investidos.

    Não é essa a questão em minha opinião! Não dá para termos esperanças baseados em nossa Imprensa ou em nosso Judiciário…. Na verdade, a hora é de vermos onde erramos nós mesmos, sociedade civil. O que fizemos quando depuseram Dilma? O que fizemos quando prenderam Lula? O que fizemos quando o impediram até mesmo de dar entrevistas, que poderiam influir talvez nos rumos da eleição…? O que estamos fazendo – ou NÃO…. – por nossa dignidade cidadã, nossa democracia, nosso direito a um país não mergulhado em tanto cinismo, farsa e violências contra os direitos e garantias fundamentais?

    O que fizemos depois da tragédia envolvendo o reitor Cancellier…?

    O que fizemos após a morte de mestre Moa?

    O que faremos, o que farão, quando o morto for um parente nosso, o preso um jornalista que respeitamos, o agredido nas ruas por um policial selvagem qualquer, um filho nosso?

    Na verdade, a “Tolerância Zero” tinha que ter sido ontem, há muitos “ontens”, e talvez não estivéssemos aqui refletindo sobre o que fazer diante do governo de um ser bestial….

    Lembro de um texto do Íon de Andrade escrito há mais ou menos um ano, onde ele apregoava a necessidade urgente de uma frente ampla democrática de resistência ao golpe, com a união das forças políticas de esquerda e os setores democráticos da sociedade civil. Penso que assim como ontem, hoje essa continua sendo a ÚNICA SAÍDA NOSSA.

    Não haverá um Gandhi a nos unir, Lula está preso, Boulos é muito jovem e sem expressão política para algo tão imenso, Ciro Gomes se perdeu nos ressentimentos, Haddad foi um gigante, mas não tem carisma para tanto…..

    Nossos tribunais seguirão de joelhos, acovardados, gente indigna, só loucos esperarão deles algo de bom…..

    Só temos a nós mesmos, é preciso enxergarmos essa realidade. Ou nos unimos sim, em uma ampla frente democrática, com Bresser Pereira ao lado de Haddad, ao lado de Boulos, ao lado de Marina Silva, ao lado de Ricardo Semler, ao lado DE QUEM QUISER VIR, juízes, delegados, que sintam repulsa e vergonha pelos que seus pares estão fazendo, promotores, jornalistas, estudantes, artistas, professores, intelectuais, trabalhadores, temos que tomar as ruas, como AINDA NÃO FIZEMOS, temos que gritar um “Basta!” – não em nome de Lula ou do PT, embora “Lula livre” seja um grito essencial, mas em nome do Brasil e da democracia.

    Os brasileiros capazes de iniciar esse movimento, essa união, têm a obrigação de fazê-lo.

    A nossa tolerância zero contra o arbítrio, era “pra ontem…..” – Mas ela só se tornará algo palpável, real e consequente se formos às ruas lutar pelos nossos direitos. Esperança sem luta, é apenas um sentimento vazio de sentido.

  9. Foi um golpe “com o STF com

    Foi um golpe “com o STF com tudo”. Como ocorria na Alemanha dos anos 1930, em breve os juízes brasileiros começarão a assinar sentenças de morte em branco. Os degoladores do regime só terão que preencher os nomes das vítimas. Sieg Heil Führer Jair Bolsonaro não chegou sozinho ao Palácio do Planalto. De fato, ele é apenas uma engrenagem no sistema de poder que já vinha sendo construído pela Fake Justice antes mesmo da campanha massiva de Fake News assaltar a presidência com ajuda dos pastores e dos juízes.

  10. Epígrafe de Admirável Mundo Novo:

    “As utopias parecem bem mais realizaveis do que se poderia acreditar antigamente. E nós nos encontramos atualmente diante de uma questão angustiante de maneira bastante diversa: Como evitar sua realização definitiva? […] As utopias são realizáveis. A vida caminha em direção às utopias. E começa um novo século, talvez um século em que os intelectuais e a classe cultivada sonharão com os meios de evitar as utopias e retornar a uma sociedade não-utópica, menos perfeita e mais livre.”

    Ex-certos do filme Brazil, de Terry Gilliam

    fonte: <https://thedissolve.com/features/movie-of-the-week/71-duct-to-the-future-the-nightmare-of-brazil-never-a/&gt;

    fonte: <http://jaredmobarak.com/2013/09/21/brazil/&gt;

    fonte: <http://www.imfdb.org/wiki/Brazil&gt;

  11. Auto destruição
    Para mim a oposição tem que ficar quieta, pois o argumento sempre é não pude fazer o que precisávamos devido a oposição, aí os tolos amantes deste louco presidente vão continuar achando que a culpa é da oposição, então fiquemos quietos e deixemos as coisas andarem, só assim a cada movimento a cada ato as pessoas devem acordar e ver direitos conquistados com muita luta irem rapidamente embora, só assim os tolos acordaram , arriscada está tática é porém é a forma mais fantástica de unificação do país.

  12. Auto destruição
    Para mim a oposição tem que ficar quieta, pois o argumento sempre é não pude fazer o que precisávamos devido a oposição, aí os tolos amantes deste louco presidente vão continuar achando que a culpa é da oposição, então fiquemos quietos e deixemos as coisas andarem, só assim a cada movimento a cada ato as pessoas devem acordar e ver direitos conquistados com muita luta irem rapidamente embora, só assim os tolos acordaram , arriscada está tática é porém é a forma mais fantástica de unificação do país.

    • Exato Erick Rolim,isso deve
      Exato Erick Rolim,isso deve ser feito pelo PT,sua imagem está muito desgastada,td é culpa do PT(dizem) precisa recuar,observar,analisar internamente e traçar um plano,é aquela história de quando vc quer namorar uma menina e fica correndo atrás dela,ela percebe,se acha e ignora mas quando vc passa a ignorá-la,ela passa a correr atrás,deixem os do golpe se virem com o Bolso e o povo aprender a se virar sozinho sem o Papai PT na luta e daqui ao menos seis meses conversamos!
      Obs:Já q o PT não mobilizou as massas antes agora acho tarde,saiam dos holofotes,observem as bases,orientem e depois tchaaaam,volteeei

  13. Leio essas matérias pra ficar

    Leio essas matérias pra ficar em pior estado de apreensão e desalento quanto ao porvir, considerando que a realidade atual já parece um fardo pesado além das minhas forças.

    Interessante ver como o Escritor José Saramago já previa tudo isso com esse texto que li ontem:

    “OS FASCISTAS DO FUTURO NÃO VÃO TER AQUELE ESTERIÓTIPO DE HITLER E MUSSOLINI. NÃO VÃO TER AQUELE JEITO DE MILITAR DURÃO. VÃO SER HOMENS FALANDO TUDO AQUILO QUE A MAIORIA QUER OUVIR. SOBRE BONDADE, FAMÍLIAS, BONS COSTUMES, RELIGIÃO E ÉTICA. NESSA HORA VAI SURGIR UM NOVO DEMÔNIO, E TÃO POUCOS VÃO PERCEBER A HISTÓRIA SE REPETINDO”.

  14. Nassif vc sabe q meu
    Nassif vc sabe q meu comentário tem poder,AS INSTITUIÇÕES NO GOLPE FORAM IRRESPONSÁVEIS E VÃO SER ENGOLIDAS POR BOLSONARO,JÁ ERA,esqueça isso de confiar e acreditar nelas,Bolso admira Hitler e sabe q quando assumir terá muito poder, ninguém poderá com ele e o apoio das forças estrangeiras e Bolsominions modelados na internet,se preparem é chicote nas costas, não foi isso q o povo foi manipulado à escolher? Não foi isso que as urnas “tendenciosas”(peguei leve)ajudaram a por lá?Sendo sincero,muitos merecem passar por este trauma Bolsonariano!

  15. Eu cresci durante a ditadura

    Eu cresci durante a ditadura de 1964. Pessoas morreram, foram perseguidas (o próprio Lula foi preso pela ditadura) e, um dia, após muita luta, veio a redemocratização. Tá certo, depois de ter feito um monte de bobagens que atiraram o brazil naquele buraco que ficou conhecido como “Década Perdida”, os militares resolveram sair de fininho e deixar o problema para os civis resolverem sozinhos. E ao longo de 30 anos seguintes, os civis começaram a dar um jeito na situação. Os governos petistas conseguiram elevar o brazil a um outro nível perante o mundo. Aí vem um povo burro de lascar e faz uma burrice destas. Que o brazil se lasque! Quem está na luta defendendo os direitos dos próprios zés manés que não souberam votar? A esquerda, que eles tanto rejeitam. Então o negócio é simples: cuidemos dos nossos filhos e pessoas queridas que estão do mesmo lado que a gente; sejamos seletivos na hora de ajudar alguém, fazer compras ou contratar serviços, dando preferência aos que são do nosso lado. Quem puder cair fora desta pocilga, que o faça. O resto que se exploda. O brazil não é digno do sacríficio de ninguém, só uma parte dele vale isso.

    • É exatamente o que penso. Não

      É exatamente o que penso. Não sou empregado, não vou me aposentar pelo INSS, não tenho fgts, 13º, férias. Fiz meu pé de meia, comprei alguns imóveis e guardei uma graninha na poupança (já estou pensando uma forma de fugir de um possível confisco, talvez coloque tudo debaixo do colchão). Hoje eu poderia sair do país com minha esposa tranquilamente, só não faço porque minhas filhas não querem ir. 

      Enquanto tive saco, participei de manifestações, discuti com parentes e amigos mas agora me calei.  Não vou pra rua levar bordoada, ser preso, ter minha família ameaçada pra defender um bando de néscios imprestáveis que escolheram seu destino. Aliás temos que lembrar que muitos que hoje já se apavoram com a eleição do boçal, estiveram naquelas fatídicas manifestações de 2013 ou apoiaram. Conheço vários que foram avisados por mim na época e que agora estão em completo desespero. 

      • Jamais perdoarei os boçais

        Jamais perdoarei os boçais que cagaram no nosso país de 2013 a 2018.

        Tenho um arquivo particular de prints deles para oportunamente joga-los nas suas caras de pau.

        Eu cansei de avisar.

        Desde 2013 venho desesperadamente avisando.

        Já em 2013 eu avisava, sempre sendo chamado de “petista”, de que o que se iniciava era golpe, era uma revolução colorida brasileira.

        Em 2014 avisei que a Lava Jato iria implodir a economia brasileira.

        Mas sempre eu, sozinho, era confrontado por um monte de zumbis, seja no trabalho, nos grupos de Whatsapp, seja em eventos familiares. Mesmo eu expondo fatos e racionalidades, a irracionalidade deles sempre foi intransponível.

        Assim como a irracionalidade foi intransponível agora.

         

    • Concordo contigo e é o que

      Concordo contigo e é o que farei.

      Aliás, já evito ao máximo fazer transações comerciais com os apoiadores do Bolsonaro (muitos coxinhas notórios).

      Seguro de carro e casa com corretor de seguros coxinha e bolsonarista? Nem pensar.

      Consulta médica com médicos coxinhas e bolsonaristas? Nem pensar.

      Havan, Riachuelo, Centauro, Habibs? Não passo nem em frente.

      Amigos e conhecidos coxinhas? Convivência mínima, apenas o necessário.

      UFC/MMA? Perdi completamente o interesse desde aquele UFC Rio onde o lutador brasileiro, do alto de sua intelectualidade, bradou “Dilma pede pra sair!”. Aliás, passei a torcer contra brasileiros (adorei ver o José Aldo, Junior Cigano e outros perderem o cinturão).

      Fiquei pasmo de ver porteiros da escola onde meus filhos estudam felizes da vida pela vitória de um grupo que os ferrará bonito.

      Em vista de tudo isso, apenas quero cuidar dos meus, e não mais brigarei por néscios completos.

      Como você disse, esse bando de néscios não é mais digno de nosso sacrificio.

  16. Sem querer entrar no mérito

    Sem querer entrar no mérito da qualidade do diagnóstico,acredito que o ator principal foi esquecido: O povo.

    Desde de muito o nosso povo está sendo preparado para a aceitação pacífica desse fascismo que não será implantado. Já está implantado.

    Este fascismo é resultado das ações midiáticas e,por mais que queiram,não será fácil despertar na população uma ação anti-fascista.

    As críticas feitas pelo defenestrado do exército,eleito para presidir o Brasil,ao jornal do rato,foi apaenas um teste para avaliar o comportamento da população em relação a estes meios de comunicação e,a julgar pelos resultados,passou com louvor.

    De um lado estavam os zumbis,estes que agora chamam a mídia de comunista (rs,rs) e,de outro,aqueles que foram vítimas dessa mídia,dando de ombros,já que não a reconhecem como canal confiável de comunicação.

    Assim,o campo está livre para essa gente nadar de braçada e,não podemos nos esquecer,eles contam com um cadastro de 80 milhões (por enquanto) de whatsapp para envio instantâneo de mensagens.

    Enfim,a situação,que está ruim,tende a piorar. A única saída,e será dolorida,mais ainda,seria a falência completa do governo que se instala agora no planalto,ou seja,não há saída boa.

     

    • o sucesso estará debruçado na

      o sucesso estará debruçado na política e resultados da SEGURANÇA PUBLICA …e Moro, parece, já esta escalado pro servicinho

      O BRASIL apresenta 60 mil mortes violentas por ano (fora um tanto de desaparecidos), e isso em a mais de duas décadas ..MORTES violentas que nem 5% são esclarecidas ..com ou sem crescimetno, com ou sem emprego ..uma BOA PARTE, enorme, provavel, devido a milícias e ao crime de quadrilhas

      nessa cumbuca os poetinhas progressistas nunca quiseram se envolver (revendo ou DEBATENDO maioridade, agravamento de pena etc enfim, nem que pra dar qq satisfaçao pra população desesperada e desarmada)

      ..a sociedade não entendeu e tb não deixa por menos  ..e na ausencia da Justiça (que “só funcionou” com LULA  ..ironia, é pra rir deste meu comentário, por favor)  ..na ausencia da justiça a sociedade tb mata mãe pai vizinho, na mão, no pau, na faca, e até com BACIA de VASO SANITÁRIO pra depois aparecerem no DATENE em circuito NACIONAL

      Supeito que pelos exageros das estatísticas (e pela facilidade em se FRAUDAR os dados) que o governo de BOZO-Forças Armadas – conseguirão mostrar alguns resultados nessa área  ..o que, sem duvida, os catapultarão pra novos mandatos

      o golpe veio pra ficar

      • Quando estavam prestes a

        Quando estavam prestes a consumar o golpe contra a Dilma comentei neste site que  os golpistas liderados por sejumoro orenderiam os petistas(Lula primeiro e Dilma depois, por enquanto errei com a Dilma).

        Depois destruiriam o PT. Eles tentaram através do MPF. Ainda não conseguiram mas a idéia não está descartada. Basta imporem uma multa de uns R$ 400 milhões e adeus.

        E, por brincadeira, escrevi que os últimos seriam os eleitores do PT.

        Agora, começo a acreditar que eles vão sim atrás ods eleitores do PT.

        Um regime fascista precisa de criar um inimigo na mente dos bonecos e estes inimigo já está criado. É o PT e os petistas.

        A cada fracasso do governo bozo será reforçada a crença que a culpa é do PT, seus políticos e dos petistas.

        Daí para a violência aberta será um pulinho.

        Começo a acreditar que a brincadeira poderá virar coisa séria.

        O Brasil nunca mais será o mesmo. Virou um país cheio de ódio e ressentimento.

        As propostas do Bozo aumentarão a desigualdade e a frustração e a consequência será o aumento do ressentimento é ódio.

        Tenho certeza que isto acabará muito mal.

        Tenho certeza de que toda desgraça é responsabilidade do judiciário e sua lava jato, que agora está no poder para submeter à violência do estado sobre todos os”recalcitrantes”.

         

         

        • ei, peralá  ..não se persegue

          ei, peralá  ..não se persegue milhões assim sem ninguém perceber ou reagir

          Os MILITARES não são idiotas  ..nem os EUA  ..eles tomarão medidas CERTAS também (acredito em resultados positivos na segurança pública com o domínio das MILICIAS e acordos com as quadrilhas) ..inclusive podem atuar aonde a esquerda foi timida ou omissa  ..eles sabem que uma refeição não pode ser só composta de jiló

          sabem que COLLOR caiu e DILMA (2015)  quando abandonaram as bases e quiseram dar uma de “machoman”  ..aliás, collor nunca as teve

          Claro que os ciclos vem e vão  ..hoje o país esta no LIMBO – contido ARTIFICIALMENTE desde 2011 – daí que a possibilidade deles darem certo nos primeios anos é grande

          mas claro também que vai depender do DEBIL MENTAL do Bozosauro não meter os pés pelas mãos

          Da minha parte reprovo é a eleição desse ANIMAL inumano, preconceituoso e insensível chamado Bolsonaro ..eleição que reputo como um acidente de percurso ..ele, BOZO, que defensor da ditadura e da tortura JAMAIS poderia ser candidato a nada em nenhum lugar do planeta

            ..e claro, tb lamento o realinhamento que se pretende fazer com os EUA, país que nos manteve em cabresto com o FMI, e que SEM DUVIDA tem responsabilidade direta em muitas das nossas crises e mazelas (como o analfabetismo funcional catapultado pela falencia do ensino desde os anos 70), em nossa pequenice cultural como Nação que se pretendia um dia se3r soberana e altiva

  17. JOGO de damas

    O GOLPE existia muito antes do BOZOsauro emplacar

    ..BOZO é um acidente que esta sendo tutelado pelas Forças Armadas que pretendem – mesmo com este DEBIL MENTAL na presidência – pretendem um novo realinhamento da geopolítica brasileira

    ..a CHINA já reclama pelas vantagens sinalizadas ao nosso antigo senhorio, TEMER já antecipou R$ 20 bi (os EUA, o MAIOR perdedor com LULA, e MAIOR interessado no GOLPE do Brasil, comemora a reconquista do quintal de 220 milhões de consumidores)

    A democracia sobreviveu por um ERRO de THC que preferiu assistir LULA sangrar até morrer

    O PT sempre teve 24% dos votos, mas NUNCA o Poder  ..nem 24% dos municípios, estados, camaras, assembléias ou Congresso  ..parte de tudo isso é explicado pela ausencia dum parlamentarismo  ..e duma desproporção abissal – homem/voto –  no Congresso Nacional (Jucá que o diga)

    LULA sobreviveu ao mensalão pela GENIALIDADE e coerência das políticas diante do povo mais sofrido. Se reelegeu, e do alto dos seus 87% emplacou o poste da DILMA  ..Não querendo mais brincar a turma resolveu arreliar se valendo de 2013, da Lava Jato e do descontentamento que a Copa, Olimpíadas e a mãe da bola de Banana, amante da Mandioca e engarrafadora de vento causava todo santo dia.

    Com o MILAGRE da reeleição dela – em 2014 – veio o chute no balde e o impeach farsesco  ..pra não correrem risco LULA finalmente foi preso, mantido imncomunicável e AGREDIDO por toda sorte de persecuções jurídicas, e de  ilegalidades e inconstitucionalidades desmedidas.

    O POVO não quis mais saber, desorientado e de SACO CHEIO, elegeu uma “troca” dum apto de 2 dormitórios por um triplex (NUNCA PROVADO, e que daria uns 300 mil à época) como o maior dos crimes  ..HOJE, mesmo com o PT 30 meses fora do Poder, responsabiliza a sigla por todos os males do presente  ..assim, mesmo diante duma caixa com R$ 51 milhões em espécie, ou diante da mala e ds gravações de Temer e Aécio a massa quer mesmo é ver uma cabeça dependurada na praça

    FATO, BOZO não concorrerá a reeleição, e perigas Sergio Moro se apresentar em seu lugar

    ..mais, sua saída da Lava Jato – de Moro –  dará, com uma NOVA CONDENAÇÂO DE LULA por um outro MALgistrado, pro público interno, um aparente ar de “justiça” àquele circo todo montado em Curitiba, que já ameaça desabar por desgaste

    O GOLPE veio pra ficar  ..a esta altura, com ou sem STF  ..mas com os EUA À frente na Força de comando, disso não duvidem.

    • STF já era.

      Arrisco a dizer que o STF hoje é irrelevante.

      O MPF também está irrelevante.

      Ambos não são sequer respeitados pela trupe que chegou ao poder.

      Naquela fala de Eduardo Bolsonaro ficou clara a irrelevância dessas duas instituições para os novos dominantes – dois ministros reclamaram mas ficou “por isso mesmo” (até porque a pseudo-erudição e a caneta nada podem fazer contra a letalidade das balas).

      STF e MPF serão personagens menores nesta nova era.

      STF e MPF entram microscópicos na História, um STF completamente covarde e teleguiado por midia, e um MPF totalmente traidor da pátria, com menções “honrosas” à Janot falando em Davos.

  18. Ou seja, Bolsonaro vai

    Ou seja, Bolsonaro vai expandir todas as excrescências de seu estado de exceção, que já acontecem nas periferias do Brasil há decadas com o apoio do judiciário, para os grandes centros e para a classe média 

    São tantos culpados que fica difícil nominar um: imprensa, judiciário, mas a cara de pau do Ciro em culpar o PT e não o sistema é de lascar

    Ele não se tornará a Marina, pior, se tornou um FHC

  19. Os dias serão assim

    Ha muito tempo que nos mais diversos meios, ha pessoas alertando para o perigo da um ruptura democratica. O Luis Nassif foi o primeiro a puxar o sinal de alerta do golpe que se preparava contra a presidenta Dilma Rousseff. Antes disso, ja discutiamos a utilização das manifestações para gerar um clima de insatisfação nas pessoas, começando pelas classes médias. E nesse periodo todo, a maioria achava que se gritava “cuidado com o lobo” de forma gratuita. Estavamos dentro de um estado de Direito… 

    Hoje esse mesmo percentual diz que Bolsonaro não sera tudo isso que ele mesmo afirma ser. Eu acho que as ovelhas querem mesmo ser devoradas pelos lobos e perderam a capacidade de sentir o perigo do autoritarismo. A PGR e o STF serão os primeiros sufocados pelo autoritarismo. 

    Em conversas com as pessoas engajadas, incluindo com o professor Jean Tible que esta na França no momento, estamos pensando em criar um comité de resistência com os diversos movimentos de direitos humanos e como poderemos ajudar logisticamente e psicologicamente as pessoas que deverão, isso par mim hoje esta claro, sair do Brasil. Para quem não sabe, nos ja recebemos pedidos de ajuda de pessoas que foram e estão sendo ameaçadas. 

  20. Os homens se educam entre si (Paulo Freire)
    Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo (Paulo Freire)

    Sem a cientificidade de qualquer pesquisa, mas por mera observação das ruas e dos jovens de meu convívio, detectei uma semente muito alvissareira do ponto de vista político, da qualidade de nossa massa crítica, assim como outros já expuseram (por exemplo, Luis Nassif em seu GGN). Refiro-me ao evidente superengajamento e rápido amadurecimento político dos jovens universitários, pós-universitarios, a faixa dos 18 a 28 anos. Notadamente acadêmicos dos grandes e médios centros, como se sabe, formadores de opinião. Eles não têm histórico de militância (a não ser, talvez, para alguns, a semente plantada desde as ocupações das escolas em 2016); não são petistas, tucanos, antipetistas, progressistas ou liberais de raiz. Não embarcaram no discurso fácil e superficial do “sou-contra-tudo-isso-que-tá-aí”. Despertaram – e em profundidade – para a vida política em poucas semanas (arrisco dizer que em 3 semanas, entre o primeiro e segundo turno, processando velozmente a facilidade de acesso às informações, próprias da pós-modernidade, eles acumularam mais estofo político do que no restante de suas vidas). Trazem o traço contestatório próprio de sua geração e, com isso, repudiam o autoritarismo, qualquer autoritarismo. Têm formação científica e, com isso, não aceitam passivamente dogmas morais impostos por uma geração desmoralizada (ou imoralizada). A alienação política da juventude brasileira, pós-geração de 60/70, teve apenas alguns espasmos de ativismo puro (anistia ampla, geral e irrestrita; diretas-já), uma vez que outros movimentos que envolveram os jovens foram claramente manipulados, exponencializados, patrocinados (maior exemplo: os cara-pintadas). Hoje não. O engajamento que se observa não foi patrocinado pela mídia (pelo menos, não deliberadamente). Mas tomou corpo apesar dela, que em boa medida (ressalvados os meios de comunicação que na fase final da disputa aderiram ao lider das pesquisas) se manteve ébria e sem rumo com o crescimento do discurso fascista (que ajudou a criar com sua pauta pseudo-moralista), sem saber se o combatia ou se seguia no discurso do mercado, voz da elite, “denunciando” e demonizando o de sempre: as conquistas e aspirações sociais, além da própria Política que cuidou de criminalizar, mantendo-se surda até mesmo à mídia internacional. Isto – o aculturamento e engajamento político do jovem formador de opinião – pode ser o maior legado desse processo doído e cortante (como uma “outra” facada no abdômen, cuja ferida revela o paradoxo de um democrático autoflagelo da democracia, um verdadeiro harakiri). A dedicação de parcela de seu tempo à política com “P” maiúsculo, a bem do País, não pode ser pontual, menos ainda, passageira ou fátua. Há que encontrar seu espaço permanente, em meio aos livros, ao lazer (e “games”) e às aspirações consumistas. E germinar, crescer, espraiar-se. As forças políticas tradicionais têm que se ombrear a esses jovens, dar-lhes o adubo da experiência, adaptar-se a eles, ensinar, mas, sobretudo, aprender com eles. Só assim vamos ter um engajamento perene e de qualidade, um avanço de cidadania. Só assim haverá uma verdadeira resistência às tendências ditatoriais, de forma a permitir o ressurgimento de um espírito democrático arraigado, maduro, cascudo e inquebrantável. Só assim voltaremos a ser uma nação altiva, verdadeiramente livre e soberana!

  21. Engajamento político: a vacina contra o estado de exceção
    Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo (Paulo Freire)

    Sem a cientificidade de qualquer pesquisa, mas por mera observação das ruas e dos jovens de meu convívio, detectei uma semente muito alvissareira do ponto de vista político, da qualidade de nossa massa crítica, assim como outros já expuseram (por exemplo, Luis Nassif em seu GGN). Refiro-me ao evidente superengajamento e rápido amadurecimento político dos jovens universitários, pós-universitarios, a faixa dos 18 a 28 anos. Notadamente acadêmicos dos grandes e médios centros, como se sabe, formadores de opinião. Eles não têm histórico de militância (a não ser, talvez, para alguns, a semente plantada desde as ocupações das escolas em 2016); não são petistas, tucanos, antipetistas, progressistas ou liberais de raiz. Não embarcaram no discurso fácil e superficial do “sou-contra-tudo-isso-que-tá-aí”. Despertaram – e em profundidade – para a vida política em poucas semanas (arrisco dizer que em 3 semanas, entre o primeiro e segundo turno, processando velozmente a facilidade de acesso às informações, próprias da pós-modernidade, eles acumularam mais estofo político do que no restante de suas vidas). Trazem o traço contestatório próprio de sua geração e, com isso, repudiam o autoritarismo, qualquer autoritarismo. Têm formação científica e, com isso, não aceitam passivamente dogmas morais impostos por uma geração desmoralizada (ou imoralizada). A alienação política da juventude brasileira, pós-geração de 60/70, teve apenas alguns espasmos de ativismo puro (anistia ampla, geral e irrestrita; diretas-já), uma vez que outros movimentos que envolveram os jovens foram claramente manipulados, exponencializados, patrocinados (maior exemplo: os cara-pintadas). Hoje não. O engajamento que se observa não foi patrocinado pela mídia (pelo menos, não deliberadamente). Mas tomou corpo apesar dela, que em boa medida (ressalvados os meios de comunicação que na fase final da disputa aderiram ao lider das pesquisas) se manteve ébria e sem rumo com o crescimento do discurso fascista (que ajudou a criar com sua pauta pseudo-moralista), sem saber se o combatia ou se seguia no discurso do mercado, voz da elite, “denunciando” e demonizando o de sempre: as conquistas e aspirações sociais, além da própria Política que cuidou de criminalizar, mantendo-se surda até mesmo à mídia internacional. Isto – o aculturamento e engajamento político do jovem formador de opinião – pode ser o maior legado desse processo doído e cortante (como uma “outra” facada no abdômen, cuja ferida revela o paradoxo de um democrático autoflagelo da democracia, um verdadeiro harakiri). A dedicação de parcela de seu tempo à política com “P” maiúsculo, a bem do País, não pode ser pontual, menos ainda, passageira ou fátua. Há que encontrar seu espaço permanente, em meio aos livros, ao lazer (e “games”) e às aspirações consumistas. E germinar, crescer, espraiar-se. As forças políticas tradicionais têm que se ombrear a esses jovens, dar-lhes o adubo da experiência, adaptar-se a eles, ensinar, mas, sobretudo, aprender com eles. Só assim vamos ter um engajamento perene e de qualidade, um avanço de cidadania. Só assim haverá uma verdadeira resistência às tendências ditatoriais, de forma a permitir o ressurgimento de um espírito democrático arraigado, maduro, cascudo e inquebrantável. Só assim voltaremos a ser uma nação altiva, verdadeiramente livre e soberana!

    • Não, tem ditadores que agem

      Não, tem ditadores que agem em defesa da soberania do pais e tem bolsombrio, que foi auxiliado pelo governo americano e cumpliciado pelo TSE,  que age  em defesa da soberania americana.

      • O PT é irritantemente

        O PT é irritantemente legalista. Sérgio Moro atravessa as leis para prender Lula, alguns juízes do STF atravessam as leis para julgar Dirceu, e o PT os acata sob o argumento de “bem ou mal, são eles que estão com a responsabilidade sobre as leis, as intituições”.

        Aliás tô pra ver gente mais legalista que a “esquerda”. E acho que isso se deve ao fato de que as leis são escritas para proteger o cidadão, a pátria. Tanto Noam Chomski quanto Lula dizem que para que se instaure a Democracia é só aplicar as leis.

        Que tempos, MarFig! Nada é mais subversivo à ordem do que aplicar as leis…

        (É porque a ordem está fora da lei, acho.)

        • Um dos indiciativos de

          Um dos indiciativos de evolução civilizatória é a efetividade, a profundidade com que determinada sociedade aplica as leis em sua melhor forma. Há outros indicativos: por exemplo, se as leis foram estabelecidas democraticamente, se visam a proteção do mais vulnerável contra o assédio do menos vulnerável – razão pela qual, por exemplo, pedestres têm preferência sobre automóveis.

          Nesse ponto, marco civilizatório, diria que até que estamos bem. Quem está mal é essa turma do dólar, estrangeiros e brasileiros tomando de assalto, pel força, a ordem democrática.

  22. 1 – não li o livro no qual o

    1 – não li o livro no qual o Nassif se baseia para fazer o artigo mas pelo exposto fico com a impressão que os autores analisam as atitudes dos “ditadores” como Putin, Erdogan, Chaves sem situá-los na geopolitica americana. E existem “ditadores e ditadores”. Em assim sendo é preciso associar atitides tomadas por presidentes em defesa da soberania de um país e de seus recursos naturais a fantoches autoritários como o Bolsombrio eleito, que não tem compromisso com a nação mas somente com o plano de poder geopolítico americano. 

    2 – o Brasil da Dilma e do PT devem ser exemplos de defesa da “democracia” para os autores do livro. E daí? O pré sal, minérios, Amazonia, empresas com capacidade de competição no mercado internacional foram para o ralo em nome do respeito a democracia. E quem resistir vai agora pra cadeia. 

    3 – o Nassif é ótimo pra fazer diagnóstico mas para receita não é muito bom não. Achar que a imprensa, o ministério público, o judiciário e forças armadas serão barreiras ao arbítrio me faz pensar que ele esteve em Marte nos últimos anos e especialmente na última campanha política.  

    4 – qual a diferença dos “ditadores” citados dos pequenos ditadores brasileiros onde imprensa, ministério público, judiciário e forças armadas (todas dentro do regime democrático) se juntaram para destruir as empreiteiras, entregar o pré sal e a Embraer e oh! atribuir um apartamento para prender o único líder que poderia oferecer resistência a geopolítica americana com a inclusão do Brasil em blocos comerciais e nos Brics? 

    5 – a paises satélites como o nosso, que pela sua grandeza e riquezas naturais deveria ser país central, resta refletir sobre

    qual ditador é melhor? 

    • O destino de um país e povo é

      O destino de um país e povo é algo importante demais para que se deixe que um eleitorado alienado, desinformado, ignorante e manipulável dê palpite. Os entreguistas, os corruptos os que defendem a submissão aos EUA, banca, multinacionais não tem um pingo de escrúpulo em assumir que o povo é burro e usá-lo como massa de manobra para colocar em prática. Enquanto isso, o campo democrático e progressista ainda está sonhando com republicanismo, respeito às intituições, está sonhando com a conduta ética de membros do judiciário, etc. Não dá pra perder tempo politizando o povo para depois chegar ao poder; é preciso tomar o poder e politizar o povo para m_rdas como esta que começou a se desenhar em 2013 não se repitam.

    • Realmente…  concordo

      Realmente…  concordo principalmente com a parte em que o Nassif tem uma esperança (totalmente equivocada na minha opinão) de que justiça (ou melhor poder judiciário, já que não tem sequer noção do que seja justiça) e imprensa (que sequer fez uma pressãozinha para que o Coiso fosse ao menos a algum debate) vão ser barreira de qualquer coisa.. alías, chegamos a isso justamente por causa destas instituições…

  23. A dissonância cognitiva está se agravando no Nassif!

    Luiz Nassif faz uma análise correta de todo o quadro institucional brasileiro, colocando no início os “Axiomas” (verdades inquestionáveis universalmente válidas, muitas vezes utilizadas como princípios na construção de uma teoria ou como base para uma argumentação), ou mesmo alguns “Lemas”, (proposição preliminar, cuja demonstração facilita a de um teorema subsequente.) ou mesmo de seu raciocínio, que são originários de observações corretas e inequívocas do cenário atual, que ele chama de evidências. Neste ponto só não gostei do nome, pois na realidade são mais axiomas ou lemas, mas isto não vai macular o texto.

    O problema que as “evidências” 3 e 4 são tão fortes que simplesmente invalidam parte do chamado xadrez que o mesmo está montando. Na montagem deste xadrez ele cai em algumas armadilhas que para fugir das mesmas ele deveria se utilizar de outro conceito estabelecido pelo escritor britânico, George Orwell em 1984, que é o conceito de novilíngua. Por exemplo, atribui-se ao pastor Magno Malta um possível novo ministério que se chamará Ministério da Família, como este pastor tem a propensão de destruir famílias alheias temos aí um exemplo notável da novilíngua. Mais notável ainda em termos de novilíngua, é o juiz Sergio Moro no ministério da Justiça, um exemplo tipo do “negrobranco” Orwelliano, onde o uso da palavra depende para quem é empregado, podendo ter dois sentidos contraditórios, a justiça e a injustiça.

    Porém o problema principal do xadrez de Luiz Nassif, está na tentativa do mesmo procurar seguir a lógica em todo o seu desenvolvimento, porém esbarra claramente em contradições do seu texto que procurarei mostra-las.

    No chamado “Movimento 3” vem a pedra de toque de todo o contexto, – Como agem os ditadores – Apoiado no axioma 1, que Bolsonaro é um defensor do estado de exceção, que logo após a este poderia vir um lema 1, ou seja, que além de defensor do estado de exceção, ele se não barrado, adotará um estado de exceção! Logo após este Lema 1, que de alguma forma poderá ser tratado como um verdadeiro teorema, pois para sua aceitação vem o pressuposto que “se ele não for barrado”. É o grande impasse de todo o texto. O xadrez como jogo com regras, não admite regras alternativas, do tipo, se eu for o dono do tabuleiro o meu peão pode saltar várias casas e “comer” outras peças neste movimento, agora se eu não for, vale as regras universais.

    Há neste ponto no texto uma inversão perniciosa que é colocada e prejudica todo o raciocínio, o movimento 4 permutado em relação ao movimento 3. Qualquer pessoa em sã consciência, sabe que para que se proceda o movimento 4, necessariamente deve haver o movimento 3, ou seja, implantado o superministério da justiça de Moro (não esqueçam da palavra “negrobranco” Orwelliana), naturalmente ocorrerão o previsto em – como agem os ditadores.

    Porém agora voltamos ao título do artigo, a dissonância cognitiva de Nassif. No momento que Nassif coloca os axiomas de 1 a 4, ele está dizendo que Bolsonaro é um defensor do estado de exceção, se ele não for barrado ele o implantará, que mesmo neste momento já há um estado deste gênero baseado numa parcela da opinião pública, do judiciário e coisa que ele não coloca, da grande mídia. Posto isto, o último movimento, a chamada – a tolerância zero contra o arbítrio – que deveria partir de tribunais superiores dominados pelas forças militares e a mídia mainstream, ele acredita no inverso do que ele escreve em todo o texto anterior, isto é claramente dissonância cognitiva.

    Mas para não pesar muito em cima de nosso bom jornalista, vamos aos erros que o levam a esta dissonância cognitiva:

    Primeiro grande erro: A ação do Alto Comando das Forças Armadas em que o autor leva fé, ele não entende qual o jogo de poder que corre por trás disto. Para começarmos temos que entender que a base sólida do governo Bolsonaro não está nas forças armadas, mas sim nas polícias militares. O que significa isto? Simples, se as forças armadas possam ter alguma divisão em aspectos substantivos do programa econômico de Bolsonaro, isto não quer dizer que haja uma fratura tão sólida no programa de repressão política do atual deputado. O mais importante, e talvez aí que esteja o verdadeiro calcanhar de Aquiles do futuro governo, está na divisão do bolo entre forças armadas e polícias militares, não estou falando nos aspectos políticos no sentido mais universal, mas sim na grana a ser garantida a estes dois núcleos armados.

    As forças armadas, procuram garantir o seu quinhão através do orçamento federal, porém como a ideia do setor econômico do talvez futuro governo, é o arrocho da verbas da União, não sobrará recursos para que os estados praticamente falidos garantam o pagamento das polícias militares, logo o mais correto seria com um orçamento federal com muita folga, que recursos fossem repassados as polícias militares.

    Algo que está passando ao largo de toda a discussão política atual, é o verdadeiro motivo que as forças armadas não tomaram definitivamente e descaradamente o governo federal, coisa que com a fragilidade do Governo Temer e com a maior fragilidade que terá o governo Bolsonaro, seria um passeio.

    Porém o que se vê na intervenção militar no Rio de Janeiro, é a fragilidade das forças armadas em tomar para si o controle e parte das funções da polícia militar, e diria mais, provavelmente a maior discussão do Alto Comando das Forças Armadas, não é somente o liberou geral nas polícias militares, é simplesmente o medo do enfrentamento de tropas tão bem armadas quanto as do exército, mas mais bem treinadas e numerosas do que o exército convencional.

    A senha que será dada para a intervenção militar, seria a passagem do comando de todas as polícias militares do Brasil, principalmente as de São Paulo, Bahia e Minas Gerais para um controle estrito e completo de militares da ativa. Quando for dado este passo, em que cada grande quartel das polícias militares estiver em controle efetivo de algum coronel do exército, só aí sim, teremos a possibilidade de um governo militar explícito no poder.

    Provavelmente rumores deste tipo devem estar sendo vazados por aqui e por ali, e ouvindo cantar o pássaro sem saber a onde o mesmo está, vários setores ficam despreocupados com o futuro da economia do país.

    Porém, há um fator de toda esta equação que todos esquecem, o povo, mas aí é outro comentário.

  24. Uma coisa é certa pra mim = o

    Uma coisa é certa pra mim = o governo bolsonaro ou o derivado dele (Mourão em caso de impeachment do capitão aloprado) não aceitarão sair do poder passivamente. Ou seja, aquilo que essa corja que tomou o poder falou que o PT faria – tornar aqui a Venezuela – será feito por eles. 

  25. Boa, caro Nassif!
    Só acho que

    Boa, caro Nassif!

    Só acho que você foi muito condescente, o que causou desproporcionalidade, ao citar apenas um dos atos de exceção cometido pelo país Estados Unidos. De longe a turma que gere a coisa pública – o pessoal da iniciativa privada do dólar – de lá é a que mais ilegalidades e corrupções promove e comete no mundo todo. Inclusive contra o nosso país, a nossa Democracia. Bem… se até contra a Democracia do país que os sedia eles promovem ataques tão sistemáticos e profundos que o povo lá cede, deixa-os desmontar a Democracia e instaurar uma plutocracia, que dizer do que fazem esses privatistas disfarçados de estado contra o mundo, né?

    Mas tá valendo. Contra as ilegalidades e o estado de exceção, tolerância zero!

  26. Primeira medida do

    Primeira medida do superministro Moro: Investir contra o PT para cassar sua licença e colocá-lo na clandestinidade. 

    E tem também a principal arma do governo do coiso para impedir eleição em 2022. Guerra contra a Venezuela, o que alias Tio Sam vai começar a exigir a partir de 1 de janeiro

     

    • Isso poderia ter alguma utilidade

      Extinguir o PT: Forçaria uma reorganização da esquerda, libertando-a de morrer afogada, abraçada à âncora, representada pela sigla. Assumindo, como bônus extra, o papel de vítima.

      Guerra Brasil X Venezuela. Não acredito que os militares entrem nessa arapuca, não faz parte dos sonhos, nem dos pesadelos, de nenhum deles encarar uma guerra. Porém, se o extremamente improvável acontecer e atacarem a Venezuela, a surra levada seria rápida e homérica. Não sendo necessário, para isso, nem um empréstimo de alguns S-300, como no caso da Síria.

  27. Arf.

    Uma dica para entedermos como chegamos até aqui:

    – Pessoas com alto grau de percepção da realidade, dotadas de rara intelectualidade, e trânsito entre os mais diversos eixos de poder, como Luis Nassif, soltam uma dessa:

    ” Se quebrou a estável democracia que havia desde 1988.”

    Aqui a porca torce o rabo.

    Ao desconsiderar que nunca estivemos nem perto de qualquer estabilidade democrática (ele talvez, junto com um monte de gente, confunda com a perenidade de eleições, apesar de mesmo aí tenhamos que observar as rupturas nesse sistema de 1992, o quase golpe de 2006 e o golpe de 2016), Nassif e seus seguidores não percebem que é justamente a “naturalização” dessa dominação a que estamos submetidos, suavizada por esquemas de representatividade (falsos, porque NUNCA as elites se afastaram do poder e do controle do Estado, a despeito da eleição de partidos chamados de esquerda), que nos leva a becos sem saída como a eleição do coiso!

    Como imaginiar estabilidade em um pacto constitucional feito em cima do sangue que escorre da Lei de Anistia?

    Que estabilidade é essa? A do Leblon ou a de São Gonçalo?

    Do Eixo Monumental ou de Planaltina?

    Se manter pobres alheios a si mesmos, empastelados por televisão e internet, sufocados entre valas de esgotos e cemitérios clandestinos, IMLs ou cadeias, enquanto a classe média dá rolê no “xópingue” é estabilidade, então a temos.

    Ahhhh, sim, temos imprensa “livre”…(risos), só se for livre do compromisso e responsabilidade com a verdade e o interesse público!

    Não, não, não, temos instituições funcionando, como…como…como o stf! (putz)…o ministério evangélico público aleluia salve-salve…

    Tudo certo então, desde 1998 até 2018, fomos um país estável!

    E dá-lhe cacetete no couro, tiro, porrada e bomba!

     

    Lendo Nassif, fico imaginando dois porretes nas delegacias: um com os dizeres direitos humanos (esse já parte do anedotário sádico nacional) e agora outro, para os novos tempos: estabilidade democrática!

  28. Já está mais do que claro que

    Já está mais do que claro que a oposição não conseguiu, não teve forças para impedir o estelionato eleitoral, que prendeu o Presidente Lula, que ganharia o pleito no primeiro turno, com acusação mais do que polêmica e uma pena desproporcional até mesmo se verdadeiro o crime. Agora, a todos os verdadeiramente democratas só resta continuar na oposição, na resistência ao arbítrio que está no poder, agora mais instrumentalizado e através do voto popular, dando continuação como previsto ao golpe de estado de 2016, com novo títere, novo boneco, Jair Bolsonaro,  para viabilizar todos os objetivos dos golpistas, que servem aos interesses do capital estrangeiro e sócios internos, em detrimento do Brasil e dos brasileiros. Não há como compor com esse governo espúrio que alevanta. Nada de bom para o Brasil e os brasileiros. Quarenta e sete milhões de brasileiros com seus votos já mostraram que não são poucos os que estarão do lado da oposição, apoio que aumentará, e muito com o andar da carruagem. Esse tipo de governo montado na base da mentira, do engodo, do estelionato não costuma dar certo. Cedo metem os pés pelas mãos, cedo afastam aliados. Sorte se acontecer antes de produzirem muitos estragos, sem nos levar para viés de força.

  29. MOVIMENTO 4 – AMEAÇAS

    MOVIMENTO 4 – AMEAÇAS IMEDIATAS.

    Na verdade esse foi o movimento contra o PT, contra Lula e o governo Dilma. Não tem nada de ameaças imediatas, isso vem de longa data e culminou na eleição do naz-facista. Concordo com a comentarista Vera Lucia Venturini: há os que se defendem de ataques coordenados por potências estrangeiras, como no caso de Chaves. Igualar a todos é aceitar que governos que defendem o povo e sua soberania não merecem pernamecer no poder.  A plutocracia mundial não quer mais brincar de democracia, o jogo agora é outro,  muito mais pesado. Se o PT pretende permanecer no “jogo”, o mínimo que deve fazer é implantar práticas socialistas nos estados em que venceu as eleições, trazer o povo para dentro do governo, sair dos palácios e se mudar para as periferias, mesmo assim não é garantia de que obterão sucesso, pois o governo central pode boicotar as finanças do estado e promover greves e distúbios para derrubar o governo.

  30. Cru

    Nassif deixou de ser um matuto de Minas Gerais.

    As primeiras falas e discursos de Bolsoladro e cupinchas aloprados ainda sofre com a auto-alucinação fantástica. As propostas deles são como o que você chama de democracia no texto: uma coisa ideal, platônica.

    Cuidado na interpretação. Bolsoladro e cupinchas mal começaram a enfrentar a dura realidade de negociações no congresso. Estão na fase do disse não-disse, está tudo indefinido.

    Inclusive a proposta de colocar Moro, aquele que quebrou empresas com multas, distribuindo a liberdade – por meio de tornozeleiras – aos responsáveis, ao mesmo tempo em que promoveu junto com promotores e mídia a maior campanha de difamação da Petrobras, viabilizando a exploração do petróleo por companhias estrangeiras, em um superministério da Justiça.

    Há muitos interesses conflitantes a se ajustarem pela frente.

    A única coisa certa: nunca um deputado federal valeu tanto. Com Bolsoladro lá, eles poderão cobrar bem mais caro!

  31. A minha pergunta é: Sérgio

    A minha pergunta é: Sérgio Moro vai trabalhar por Bolsonaro ou por si próprio como Ministro da Justiça ? Ele me parece alguém que tem planos pessoais que podem colidir com o recém-eleito.

  32. Pelamordedeus Nassif, acorda !!!!

    “Nas últimas semanas, três instituições acordaram para os riscos da escalada do arbítrio: a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público Federal, o Supremo Tribunal Federal e a mídia mainstream. “

    Como as instituições são formadas pelo carater de seus integrantes, STF, MPF e PGR serão as primeiras. Seu exemplo despertará para a realidade o Papai Noel, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e a Bela Adormecida!

  33. A mídia finge que se

    A mídia finge que se preocupa.

    Os EUA controlam quase toda a informação do planeta Terra.

    Game over! O Império reclama sua Colônia que cede sem resistir, porque o povo só sabe votar, não luta não questiona.

    Muito difícil essa situação.

  34. Já combinou com os russos?

    Nassif, perdão, mas fiquei com a impressão de que você está contando com a globo e o stf nessa. Rapaz! Está aí tudo o que eles queriam! Até ressuscitar o Amoral Neto eu acho possível…

  35. Bannon e o apocalipse

    https://www.viomundo.com.br/blogdoazenha/politica-do-inimigo-permanente-une-trump-a-bolsonaro-como-o-fascismo-de-bannon-usa-o-apocalipse-para-chegar-ao-poder.html

    No longo artigo acima, do repórter Azenha, os elementos contraditórios que antes dominavam a agenda do hemisfério Norte, populismo versus globalismo e velozmente conquistam o Cone Sul.

    É difícil até para o Vaticano entender a escatologia deste povo WASP: não se pode nunca dizer uma escatologia da “igreja protestante”, como lembra F. Braudel: são “igrejas protestantes”. 

    As 3 grandes denominações estadunidenses(Mórmons, Adventistas e Testemunhas de Jeová) nascidas do séc. XIX, que anunciaram a iminente volta do Cordeiro, agora em sua majestade como Leão, sofreram influência de uma igreja adenominacional inglesa, que divulgou a doutrina das dispensações.

    É daí que surge a idéia do arrebatamento pré-tribulacional, com uma vinda secreta de Jesus para levar sua Igreja(noiva) antes da parusia (Juízo Final)

    Boa parte (há exceções) das denominações brasileiras ditas pentecostais, mas não apenas, também esperam pelos eventos que desde a proclamação de Israel em 1948, são os sinais anunciados no apocalipse do judaico, dos livros de Daniel e Isaias principalmente, de Mateus 24 e 25, em especial no último livro da Bíblia Cristã o Apocalipse.

    Está na hora dos leigos, ateus, jornalistas e pensadores independentes conhecerem as teorias e doutrinas escatológicas, a mentalidade que governa as elites (não só econômicas) de parte importante do mundo ocidental.

    Boa parte está na wikipedia. Outra parte em sites evangélicos e youtube.

    Já não se trata mais de “não vou perder meu tempo com isso” pois trata-se de charlatanismo, milenarismo, messianismo ou outro termo pois essa possibilidade não deve inquietar mais o observador mais interessado no movimento social e histórico do que nas idéias irracionais em si.

    As profecias autorrealizáveis ou não, hoje são os planos em execução de militares, presidentes e estados. E o arsenal bélico então…

  36. Lembrar que 61% do eleitorado

    Lembrar que 61% do eleitorado não deu aval para as propostas de Bolsonaro, dos quais 31% são expliictamente contra.

    15% do eleitorado de Bolsonaro pode não seguí-lo em tudo. 85% acreditam no kit gay, 15% não.

    Realmente a abordagem de medidas tomadas por diferentes governos classificados como autoritários sem distinção de esquerda ou direita, em beneficio do povo ou não. E inclui a Venezuela classificada como autoritária e comenta a Constituinte convocada com participação democrática inclusive da oposição, fazendo parte do processo constituinte o rearranjo do estado.

    Por fim em diversos países não havia luta organizada de oposição tampouco partidos políticos da envergadura do PT.

    Tudo isso precisa ser levado em consideração. Antes de se decretar que estamos assitindo o fim da democracia no Brasil e ponto. Existe luta. Ainda que o governo eleito faça parecer que é só sair decretando. Pode não ser.

    Já recuou na fusão do Agronegócio e meio Ambiente.

     

     

     

  37. bom post.

    Se depender da grande midia, não podemos esperar nada. Ele farão um acordo, para manter os aneis e as aparencias.

    MORO, será o grande trunfo da direita para 2022. Se o governo Boslonaro começar a perder popularidade ele cai fora.,

    Não vai querer colar seu nome a um governo fracassado. Há poucas possibildades do Bolsonaro dar certo.

    Não estranhemos Se CIRO  receba uma visibilidade da grande midia, com direito a coluna e intrevistas constantes.

    O que a midia ( e empresariado ) vai quer  é ter um candidato de “esquerda” para não dar chance ao PT novamente.

    Moro pela direita e Ciro pela esquerda.

  38. Penso que algo escapa a visão

    Penso que algo escapa a visão dos analistas, ao pensar no que será a resistência democrática, se assim se pode chamá-la. A resistência reunirá, num pacto frágil mas amplo, diversos setores que se vêem hoje ameaçados pela chegada de JB ao poder, e pela troca de guarda que isso significa. Mesmo que reúna democratas legítimos, vai somar forçar de outros de hora e oportunistas. Partidos de esquerda, centro esquerda, sindicatos, intelectuais, movimentos sociais: os de sempre. Mas terão de se somar a eles, por exemplo, uma parte da grande mídia: que precisa entender o real significado de Bolsonaro. A elevação ao poder de um populista de direita apoiado, midiática e religiosamente, pela Record: e o acordo implícito de, por um lado, promover uma ditadura de costumes sintonizada com o ideário neopentecostal ( apoiado na sua bancada, inclusive); de outro, de ceder poder a mídia do Bispo. Isso remove do centro do poder, no campo midiático, grupos como folha, estado, abril e globo. Para esses, é resistir ou morrer: especialmente a globo, com seu conservadorismo político somado a sua liberdade de costumes. A globo, como alvo preferencial do ideário neopentecostal, sabe que sua luta é por sobreviver. Então, penso que isso talvez seja a luz no horizonte brasileiro: mesmo setores da mídia, judiciário, do MPF, e partidos de centro, engajados até o pescoço numa luta sangrenta contra o PT, terão , ainda que pela sua própria sobrevivência, de resistir ao Bolsonaro. E assim, terão que resignificar, para a grande parte da população brasileira, o papel das instituições. Talvez, por alucinado que isso possa parecer, atores fundamentais na criação do facismo a brasileira, mesmo pelo impulso da continidade de sua própria existência, precisem trabalhar rapidamente para sepultá-lo.

    PS: quem viu, na íntegra, o horror que foi a entrevista de JB ao JN da Globo, como assumiu em voz alta que vai usar a verba de comunicação do governo para pagar a média que tem um corportamento decente ( falar bem dele e de seu governo, sic), sabe a fragilidade desse ser. Resposta do Alckmin, no twitter, foi certeira!

    PS1: FSP diz que JB será o máximo ” um populista de direita”. Quando seu populismo se baseia na violência e na imposição de uma ditadura de costume ultraconservadora e que pode marginilizar uma parte da popuação, isso não pode ser diminuido e chamado de populismo! 

  39. Telegramas do fim do mundo… Ensaios sobre a cegueira.
    O Brasil nasceu e se estabeleceu como estado de exceção…

    O último a abolir a escravidão (e SP foi o último estado a fazê-lo).

    Se os EUA só permitiram o voto aos negros no fim da década de 60, por aqui só recentemente os analfabetos tiveram esse direito… na prática é quase a mesma coisa.

    Temos a quarta população carceraria do planeta… mas somos talvez menos de três por cento da população mundial.

    (Imitamos os EUA… primeira população carceraria e cinco por cento da população mundial)

    Dentre esses, setenta por cento sem sentença definitiva…

    Noventa por cento deles de pobres e analfabetos…

    E nesse contingente de fudidos, sessenta por cento de negros…

    A esmagadora maioria de nós ganha menos de dois salários mínimos..

    Um por cento detém a riqueza somada dos outros noventa e nove.

    Quatro ou cinco empresas controlam quase toda a mídia…

    Sessenta mil mortos por ano por disparos de arma de fogo… quase ti dos pobres e pretos…

    O número de médicos pretos ou CEO é estatisticamente nulo.

    Juízes e promotores? Idem.

    Gasto per capita em saúde e educação? Risos.

    Uma das estruturas tributárias mais repressivas e perversas do planeta…

    Morumbi tem índices de homicídios da Bélgica…

    Heliópolis é algo como o Congo…

    Enfim… É dessa democracia que Nassif está falando? É desse estado de direito?

    Risos…

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